Em Nova Iorque, homens e mulheres exuberantes tiram a roupa em evento performático para arrecadar fundos em apoio às pessoas que vivem com AIDS.

Broadway Bares: Strip U é um evento anual exibido ao vivo em Nova Iorque para arrecadar fundos para a luta contra a AIDS. Este ano, arrecadou US$ 1.568.114 em duas apresentações em 18 de junho no Hammerstein Ballroom.

Confira as imagens e o vídeo mais abaixo.









Cheque os melhores momentos do evento no vídeo.


Lactatia é uma drag queen de 8 anos que saltou para a fama após aparecer em vídeo dividindo o palco com Bianca del Rio, vencedora do 'Drag Race de RuPaul'.

Algumas pessoas certamente dirão que o mundo se perdeu de vez, mas ao assistir ao vídeo de Lactacia, provavelmente a drag queen mais jovem do planeta, verá que é bem resolvida para a pouca idade e ainda se arrisca a dar conselhos para quem não quiser aceitá-la.

No vídeo, a mãe aparece maquiando o filho enquanto uma entrevista é feita com a família que mora em Montreal, Canadá. Os pais parecem ser igualmente decididos.


Desde os sete anos de idade Lactacia se monta com a ajuda incondicional dos pais, que o inscreveram em aulas de voguing e o maquia regulamente - ele diz que desde os dois usava roupas da irmã, mas só se levou a sério como drag aos sete. Toda a família está envolvida de alguma forma, por exemplo, foi a sua irmã quem propôs o nome da drag.

Os conselhos de Lactacia (no vídeo).

"Eu acho que todo mundo deve fazer o que quiser da vida sem se importar com o que os outros dirão."
"Se você deseja ser uma drag queen e seus pais não deixam, você precisa de pais novos! Se quer ser uma drag queen e seus amigos não deixam, você precisa de novos amigos!"

Perguntado o que vê nas drag queens que o fascina tanto, ele respondeu que gosta das roupas, perucas, de bater cabelos. "Eu adoro me apresentar para as pessoas. É o que mais gosto de fazer".

O que você acha de Lactitia, natural ou é um caso de sexualização precoce? Assista ao vídeo (em inglês).

Foto: George Magaria
Em entrevista à revista Veja, o cantor Carlinhos Brown disse que apoia a comunidade LGBT, mas acha que os gays devem evitar os 'exageros' da sexualidade para não gerar violência e chacota.

Esse tipo de opinião, quando direcionada aos gays, gera inconformismos porque não é comum se dizer esse tipo de coisa para casais heterossexuais que exageram na intimidade em público.

Ao ser questionado pela revista se houve avanço na conquista do respeito aos gays ou se ainda falta muito, foi Brown quem se execedeu e fez ponderações desnecessárias.
"Houve muitos avanços, mas também tem excessos [sic]. A sexualidade precisa ser respeitada… Uma coisa é você assumir qualquer desejo seu sexual, outra coisa é um cuidado com a sua sexualidade. Você sendo ou não gay, você precisa também respeitar o ambiente onde você está. Não é uma aberração dois homens se beijando, duas mulheres se beijando, o que talvez seja uma aberração é o fato de você não respeitar a sua intimidade, quando aquilo torna-se exagero, e é isso que provoca o escárnio, que provoca a briga, que provoca a encrenca e, claro, há de ter um mistério no amor."
Se a revista quisesse saber do cantor o que ele acha dos excessos de casais quando estão namorando em lugares públicos, a resposta estaria coerente. Mas dizer que os gays provocam "escárnio" e "briga" ao ultrapassar o limite da sexualidade em público é, como ele mesmo disse ao responder à pergunta anterior, desrespeitá-los e "tratar desse assunto como algo menor".

Brown havia explicado antes por que a temática gay o inspira - ele foi convidado a cantar na Parada do Orgulho LGBT de Madrid, em julho próximo, onde inclusive lançará a música "Orgulho de Nós Dois".

"É qualquer temática humana de proteção. Da mesma forma que eu cuido de crianças e de pessoas que são consideradas apartadas da sociedade, eu também dou voz ao velho, ao gay, ao menor desamparado, ao drogado. Então, eu fui preparado, esse babalorixá que está aqui, para o cuidado, não apenas por uma causa. E essa é uma causa que sempre mereceu respeito. De onde eu venho, muitas pessoas foram maltratadas e desrespeitadas. Eu nasci um pouco para fazer essa delação do bem, de que é necessário respeitar o outro. Eu acredito que os LGBT têm ensinado muita gente a ter orgulho de si mesma, do seu país, da sua vida, a olhar as coisas para frente. Já é cafona tratar desse assunto como algo menor, como algo de coitado, já foi, já está na hora de virar essa página."

É o tal do morde e assopra.

Carlinhos Brown, que é tão hábil com as palavras e tão sensível com crianças quando está na TV, dessa vez não se deu conta que há um desequilíbrio no tratamento aos gays para o mesmo comportamento praticado por heterossexuais. Não seria a falta de lei, que dê equilíbrio e segurança aos cidadãos brasileiros LGBT para exercerem o seu direito de ir e vir, a razão para as "brigas e escárnios"?

A entrevista continua. Quase no final, o cantor é perguntado se irá à Parada LGBT de SP. Ele respondeu: "Pela Parada Gay de São Paulo, eu nunca fui convidado a participar".

Por que será?

Um professor do estado de Rhode Island (EUA) se tornou sensação nas redes sociais ao postar foto na qual aparece ao lado de Donald Trump e Melania com olhar desafiador e acessórios gays . 

Nikos Giannopoulos conheceu o presidente dos Estados Unidos e a primeira-dama Melania durante uma visita à Casa Branca em abril, depois de ser nomeado Professor do Ano de Rhode Island. Uma foto impressionante do trio na sala oval se tornou viral depois de ser compartilhada nas mídias sociais esta semana.

Na foto oficial, Nikos exibe um leque de renda preto fabuloso e usa um pin com as cores do arco-íris. Mas o que impressiona é o seu olhar desafiador a poucos centímetros do presidente.

O professor de educação especial compartilhou a foto no Facebook na quinta-feira (15/6), com uma legenda que incluiu três emojis do arco-íris e a frase simples: "O Professor do Ano de 2017, de Rhode Island, encontra-se com o 45º presidente dos Estados Unidos. E isso é tudo".


Se não fosse uma série de eventos extremamente afortunados, o casal de namorados Lee Stewart e Jules Ng podia ter sido morto no incêndio em Londres.

A polícia londrina elevou, neste sábado, para 58 o número de mortos no incêndio que destruiu inteiro o Grenfell Tower, um prédio residencial. 

Jules, de 30 anos, perdeu praticamente tudo o que possuía, mas podia ser bem pior. "Eu estava a trabalho em Crawley, hospedado em um hotel na noite do incêndio", disse ao site Pinknews.

Adrian Dennis/ AFP
"Meu namorado era para estar em Londres, mas porque era seu aniversário, ele tirou o dia de folga e passou a noite aqui comigo. Graças a Deus ele fez isso."

"Com toda a probabilidade, ele estaria no apartamento no momento do incêndio e não suportaria pensar o que teria acontecido".

O casal, que está junto há seis meses, se mudou para a Torre Grenfell há menos de quinze dias após passar por diferentes propriedades. Jules, consultor de gestão, disse que ele e Lee, de 28 anos, estavam esperando se estabelecer. 
"Por volta das 3 da manhã, ouvimos o celular tocar", lembrou. "Era nosso senhorio querendo saber se estávamos bem. Ele estava muito preocupado."
"Eu estava em completo choque. A primeira coisa que fiz foi ver o que estava acontecendo no meu celular. Lá estava o meu edifício inteiro em chamas. Era inacreditável, horrível", revelou Jules.

"Havia pessoas lá, obviamente, mas era a nossa casa onde estavam todas as nossas coisas que acabáramos de levar para lá".

Daniel Leal-Olivas/AFP Photo
Apesar do horror de ver sua casa envolta em chamas, Jules disse que se sente afortunado: "Definitivamente me sinto sortudo e muito feliz por estar vivo e seguro. É um presente do destino estarmos aqui, eu e meu namorado, sãos e salvos".

Um amigo do casal, Kwok Law, criou uma página no site "JustGiving" para ajudá-los a substituir as roupas, móveis e outros bens materiais que perderam no fogo.

A página levantou, até o momento da publicação desta postagem, £8,150 (cerca de R$ 34.230,00). Jules se diz surpreso: "já é mais do que esperávamos" - um simples compartilhamento no Facebook já possibilita £10 (R$42,00) ao casal.

"Vendo estranhos doando é tão gentil e nos ajuda a colocar a fé de volta na humanidade".

Casal celebra em restaurante. Por causa do aniversário, Lee (à direita) viajou para outra cidade onde estava Jules. Ambos foram desviados de onde poderiam ter morrido.
Jules disse que ele e Lee, um engenheiro de TI, receberam amigos e inúmeras ofertas de lugares para ficar hospedados após acabarem os dias no hotel que a empresa pagou.

Adrian Dennis/ AFP


Ativista na Uganda em comemoração à reprovação de um projeto de lei homofóbico em 2014: 'Eu sou muito gay e não consigo pensar como hétero'.
Uganda é criticado por não conseguir incluir homens gays e profissionais do sexo em nova iniciativa que visa acabar com o HIV até 2030.

A iniciativa foi anunciada pelo presidente Yoweri Museveni na última semana, mas foi criticada por ser ambiciosa e por não se propor a atingir as pessoas mais ameaçadas pelo HIV.

O anúncio de Museveni veio depois que a Organização Mundial de Saúde considerou a droga de prevenção do HIV Truvada (PrEP) para a lista de medicamentos essenciais.

Na África, o número de pessoas infectadas com o HIV bate recordes. A cada minuto, oito novos doentes surgem no continente e de cada três infectados no planeta, dois vivem na África, segundo o site Mundo Vestibular. O preconceito e a pobreza também são enormes.

Quando pensamos que alguns países africanos atingiram o nível máximo de intolerância aos gays, eles se elevam a mais um grau. Mas alguns, como é o caso de Uganda, se superam também na ignorância. Senão vejamos.
Apesar do investimento para essa iniciativa de tentar acabar com o HIV até 2030, o governo ugandês não consegue entender que, para ter sucesso, tem que buscar as pessoas mais suscetíveis ao vírus: homens solteiros heterossexuais e gays.
O plano em Uganda consiste em cinco passos para atrair especialmente as mulheres jovens e as crianças - indiretamente os homens heterossexuais são alcançados, pois se supõe que eles não serão (ou dificilmente serão) contaminados pelo vírus se as mulheres com HIV seguirem à risca o tratamento. 

Leia também: "Estudos mostram que sexo com parceiro HIV indetectável não transmite o vírus"

Sylvia Nakasi, assessora jurídica e política da Aids Service Organizations (UNASO), explicou que, se os homens homossexuais e os profissionais do sexo forem deixados de fora, o governo não terá sucesso com seu plano.

"Uganda não encerrará a Aids se essas populações forem deixadas de fora e continuarem a ser marginalizadas, estigmatizadas e discriminadas em nosso planejamento. Elas têm alta prevalência e incidência de HIV", alertou a assessora jurídica.

Campanha contra projeto de lei que previa prisão perpétua aos gays, em 2014: "Alguns ugandeses são gays. Aceite isso".

Por outro lado, a Ministra da Saúde, Sarah Achieng Opendi, disse que eles não visam homens gays porque não querem promover a homossexualidade.
"Não queremos homossexualidade e homossexuais neste país. As pessoas querem promover o que não está em nossa cultura. Não podemos aceitar."
"Nossos hospitais estão abertos. Não perguntamos às pessoas se são homossexuais ou não. Deixamos qualquer uma se testar. Se forem positivas, elas começam o tratamento. Mas não podemos dar atenção especial para os gays", disse a ministra da saúde.

Ativistas no país dizem que é um golpe para deixar os homens gays e profissionais do sexo de fora.

Na Uganda, o número de infectados em 2010 foi reduzido em 135 mil casos, mas em 2016 essa redução foi de apenas 60 mil.

Dos 1,5 milhões de pessoas vivendo com HIV, acredita-se que dois terços estão em tratamento. No entanto, Uganda espera que, ao introduzir o plano, o governo consiga reduzir as infecções e medicar as pessoas de acordo com o objetivo de 90-90-90 estabelecido pela UNAids.

Esse objetivo exige que os países assegurem que, até 2020, 90% das pessoas que vivem com HIV sejam diagnosticadas, 90% estejam em tratamento antirretroviral e 90% das pessoas com tratamento tenham uma carga viral indetectável.

Treze por cento dos homossexuais e 18,2 por cento dos profissionais do sexo estão em risco de HIV por causa da discriminação no país e pela dificuldade em  buscar tratamento.

"Precisamos de um Fundo Nacional de Truste para Aids em funcionamento - mais ênfase na prevenção usando métodos comprovados como VMMC [medicina voluntária para circuncisão masculina], uso de medicamentos profiláticos ( PrEP), visando populações de alto risco e, sobretudo, combater o estigma e a discriminação do HIV", colcluiu Nakasi.


A história dessas mulheres, que se transformará em livro,  é suficiente para afirmar que o encalço que viveram as unirá para sempre. 

Tinha tudo para dar errado - ou ainda tem, se pensar na fúria dos pais ricos e poderosos de uma dessas mulheres que estão dispostos a tudo para ter a filha de volta.

Shaza Ismail é uma morena linda de 21 anos que morava em Dubai com sua então família egípcia e muçulmana. Um belo dia o divino Steve Jobs, do alto de seu posto sacrossanto, deu um jeito para que a garota enxergasse o match da espanhola Jimena Rico, de 28 anos. Mas até o encontro dessas duas mulheres pelo aplicativo Tinder foi além do comum.

Segundo narra a matéria do site EL PAÍS, Jimena foi enviada a um evento em Dubai no começo de 2016 para servir os coquetéis que preparava em Londres, onde mora desde que imigrou de Málaga - extremo sul da Espanha. Assim que voltou à Inglaterra, ela abriu o Tinder e percebeu algumas garotas de seu destino anterior. Uma delas era Shaza.

Mesmo pensando que acabara de voltar de lá e que já estava a mais de 7 mil quilômetros de Dubai, Jimena deu um match para começar a conversar. Do outro lado, Shaza abriu o Tinder com a intenção de apagar o aplicativo e reparou pela primeira vez no rosto de Jimena. Em 6 de junho de 2016 Jimena estava de volta a Dubai.
Quando finalmente se encontraram pessoalmente, Jimena perguntou a Shaza por que estava apaixonada por ela. Shaza lhe disse: “Porque posso ver meu futuro em seus olhos”. Jimena mandou tatuar essa frase no dorso de sua mão esquerda: “I can see my future in your eyes”. Na época, Jimena, de 28 anos, prometeu a Shaza que nunca a deixaria para trás.
“Assim que a vi no aeroporto me apaixonei perdidamente”, disse Jimena. Shaza tinha ido buscá-la com uma amiga. Entraram no carro e ao saírem do aeroporto e passarem por uma rotatória, um caminhão investiu sobre o carro, que capotou.


O acidente não causou ferimentos nas meninas. Nos dias seguintes a família de Shaza conheceu Jimena. A irmã mais velha, que suspeitava da homossexualidade de Shaza, disse que seus pais a matariam se soubessem, então inventaram a estória que Jimena era noiva e se casaria na Espanha. 

Jimena se deu bem com a mãe e a irmã caçula da namorada. O pai foi mais frio. Esta semana, o homem disse ao canal espanhol de TV Antena 3 que pressentiu alguma coisa: “Eu sou um bom homem e percebi que ela não era”. Jimena alugou um quarto no 18º andar, seis acima do de Shaza. Mas sempre dormiam juntas no quarto de Shaza.

Em uma das idas e vindas de Jimena, que cada vez passava mais tempo em Dubai, a mãe de Shaza anunciou à filha que tinha negociado seu futuro marido. Shaza se negou a conhecê-lo, mas a vontade familiar foi imposta e marcaram um encontro. 
“Foi o pior momento de nossas vidas”, disseram. Jimena, Shaza e a mãe de Shaza saíram para fazer compras em Dubai para que a menina estivesse o mais bonita possível no dia do encontro com o ex-futuro-marido. 
“Eu estava com um nó na garganta, não parava de chorar”, conta Jimena. Shaza já tinha tido outro encontro que não tinha ido adiante. Nesta ocasião não teve tanta sorte: o homem, piloto da Emirates, gostou de Shaza. Comunicou à família que queria vê-la no dia seguinte. Shaza se negou. A pressão da família sobre ela aumentava.

Shaza então planejou ir morar em Londres com Jimena. Planejou uma artimanha para convencer a famíla a deixá-la viajar com Jimena. Ela criou um cartaz falso anunciando uma viagem a Londres de sua universidade (estudava Marketing) e o pregou no mural da faculdade. Com seu celular, fotografou o cartaz e mostrou aos pais dizendo que queria ir. Conseguiu assim o seu visto e as passagens. 

Shaza e Jimena foram livres pela primeira vez a Londres. Um dia antes da data de volta de Shaza a Dubai, a egípcia escreveu um whatsapp para a mãe anunciando que era homossexual e que estava apaixonada por Jimena. Que ficaria em Londres.
A bomba estourou na casa dos Ismail. “Shaza viveu como lésbica com uma família que não aceita a homossexualidade e em um país no qual é castigada com penas que vão dos 14 anos de prisão à pena de morte”, diz Jimena, hispano-argentina.
Para eles a homossexualidade não é natural: se aparece, tem de ser tratada. O pai de Shaza enviou vários áudios ao WhatsApp da filha. Neles, chora e lamenta enquanto lhe diz que sua mãe voltou de férias do Egito gravemente doente e que não se preocupasse com o relacionamento: que o aceitariam. A chantagem funcionou: Shaza viajou a Dubai alarmada com o estado da mãe, mas levou Jimena.


No aeroporto, o pai de Shaza e a irmã caçula foram buscá-las. “O pai dela nem me olhou. Entramos no carro os quatro e fomos para a casa dela em silêncio, era uma situação superviolenta.”

Já em casa, Shaza se fechou na sala com os pais sem Jimena: “Foram três ou quatro horas intermináveis. Não parava de ouvir gritos.”

Quando Shaza chegou ao quarto, disse a Jimena que a espanhola tinha de ir embora, que seu pai havia lhe comprado uma passagem de volta e que também lhe daria dinheiro. Que ela, Shaza, jamais poderia ter uma relação com uma mulher, e que sua mãe estava muito bem de saúde. 
“Peguei a passagem e o dinheiro que o pai dela me deu, e em vez de ir para o aeroporto fui para a casa de um amigo. Ali comecei a trocar mensagens com Shaza”, diz Jimena. O pai de Shaza, por sua vez, trancou seu passaporte no cofre para evitar sua fuga. A essas alturas, por volta das oito da noite, começou a maior de suas aventuras.
As horas decisivas da fuga de Jimena e Shaza

Pelo Whatsapp, Shaza diz a Jimena que vai com ela de qualquer jeito, mas para isso tem de abrir o cofre. Ela procura vídeos no YouTube sobre como abri-lo (o histórico do YouTube do celular de Shaza está cheio de tutoriais) e vai lhe informando de seus avanços. Ela encontra um vídeo ('How to open a 3-dial combination lock case in 6 minutes or less') publicado pelo usuário Cannonball Music, que acaba sendo fundamental.

Depois das onze da noite, tocou o celular de Jimena; eram três whatsapps de Shaza que diziam o mesmo: “Omg”, “omg”, “omg” (abreviatura de 'Oh, my God' - Oh, meu Deus). Shaza tinha aberto o cofre. 

Jimena diz que vai olhar rapidamente passagens de avião “para onde for”. O primeiro destino que propõe é Tailândia. Encontra mais tarde um voo para Tiflis, capital da Geórgia, de onde poderiam tentar chegar a Londres (Shaza não tem visto para viajar para lá, mas com seu passaporte pode chegar à Geórgia). Shaza bloqueia a porta de seu quarto e sai de casa; nunca mais voltou.

O pai de Shaza também voou para Geórgia em sua perseguição. O casal acredita que uma das amigas de Shaza, com a qual estavam em contato, se comunicava com a família dela. Também suspeita que o pai de Shaza contratou detetives. Uma terceira pessoa, ex-namorada de Shaza, travou conversas violentas por WhatsApp com Jimena nesses dias. A hispano-argentina lhe dizia que já estavam na Espanha; a ex-namorada de Shaza lhes comunicava um suposto rastro de horrores que as duas tinham deixado em Dubai, incluída a fuga do cachorro de Shaza, Romeu.

Quando estavam a ponto de sair de Tiflis para Londres, o pai de Shaza as interceptou no aeroporto. Aí aconteceu uma discussão: o homem fingiu um infarto, rasgou o passaporte de Jimena, que o ameaçou de morte, e quis levar a filha à força. Foi preso.

A Geórgia transportou o casal até a fronteira turca, de onde se deslocaram de ônibus para a cidade de Samsun. Lá, foram retidas. 

Em Istambul foram presas e mantidas incomunicáveis, segundo Jimena, por suspeita de terrorismo. A situação de instabilidade do país, o périplo errático das mulheres e sua documentação recente conseguida online despertaram as suspeitas das autoridades turcas. 

Jimena acrescenta outro motivo fundamental: homofobia. Quando pôde entrar em contato com sua família e o caso saiu na mídia, a Espanha forçou a Turquia a agilizar a deportação do casal, que voltou para Barcelona no feriado de 1º de maio.

Restam três dias de estadia legal na Espanha para Shaza. Ao casal, que está aparecendo em todos os canais de TV, foi oferecido trabalho em Marbella em um resort de luxo, serviços jurídicos para formalizar a permanência de Shaza e uma escritora se dispôs a escrever um livro sobre elas. Anunciaram que querem se casar. A mãe de Shaza escreveu para ela dizendo que se isso ocorrer vai se suicidar atirando-se pela janela e que a única responsável será Shaza.

Governos da Espanha estuda possibilidade de conceder asilo político para Shaza Ismail - Chema Moya - EFE
“Ela a ama, mas não entende o que acontece: é a interpretação feita por sua religião, por seu mundo”, diz Jimena. Continuam com medo. “Isso chegou a todo lugar. Qualquer extremista pode nos matar.” Shaza implora a sua família que mande seu cachorro, Romeu, para a Espanha. A família pede que ela volte para ser tratada por um médico.


Para quem pesquisar temas LGBT no site de buscas, os enfeites surgirão na tela.
No mês das comemorações do orgulho LGBT, o Google e outras empresas aderem às cores do arco-íris.

A novidade do mapa colorido deve aparecer até o próximo domingo (18/6), dia da Parada LGBT da maior cidade do Brasil, e vale tanto para o aplicativo no Android quanto iOS.

Foto/Divulgação Google

Essa tecnologia começou a ser aplicada em eventos especiais do Brasil com a chegada do Carnaval de 2017 e foi aprovada pelos usuários. O efeito fica bem legal.

As informações são do G1 que também comunicou que as cores se estendem à página de pesquisa do Google, toda vez que um tema LBGT por pesquisado - a foto que encabeça essa postagem foi 'printada' hoje após um teste.


O Facebook também se coloriu desde o início do mês, com recursos temporários a seus usuários em comemoração ao orgulho LGBT.

O internauta pode reagir às publicações com o botão das cores do arco-íris e enfeitar a foto de seu perfil com molduras disponibilizadas pela rede social. Para isso, curta a página "Pride Connects Us" para o primeiro e, para por moldura na foto, acesse a página "ProfilePicFrames". 

No Instagram os usuários também encontram filtros temáticos durante o mês de junho.

Have fun.🌈😗

O ovo foi abandonado pelos verdadeiros pais e colocado no ninho dos abutres gays que surpreendentemente o chocaram.

Tudo aconteceu no zoológico de Amsterdã (Holanda) onde há um casal gay de abutres-fouveiros unidos há alguns anos, segundo narrou para a BBC o tratador Job van Tol.
"Eles estão ligados há anos e construíram um ninho juntos, criaram um vínculo muito forte e acasalaram", disse o tratador.
O ovo havia sido rejeitado por outros casais até que os funcionários do zoo tiveram a ideia de colocá-lo no ninho do casal de machos.

"Foi um pouco arriscado porque não tínhamos certeza da aceitação, mas era a nossa única chance antes de recorrermos à incubadora", disse Van Tol.

O zoológico informou que os novos pais são muito protetores com o filhote, que está agora com pouco mais de  20 dias de vida.

Um caso parecido aconteceu no norte da Alemanha, em abril de 2016. Um casal de abutres gays chocou um ovo abandonado no zoológico de Nordhorn, mas não teve um final tão feliz como o do pequeno holandês: o ovo não chocou.
"Assim como algumas espécies de pinguins, os abutres fazem de tudo um pouco, alternando todas as tarefas. As fêmeas colocam os ovos, mas o casal choca e busca por comida juntos", explicou Van Tol.
Veja o casal e seu filhote adotado no vídeo abaixo.