Drag queens, transformistas e travestis são, nesse caso, a mesma coisa. São as estrelas dos shows em boates gays mundo afora, nas quais imitam grandes divas do showbusiness musical - e algumas vivem dessa arte.

É claro que há diferença de significado.

A doutrina LGBT ensina que não são sinônimos, mas não se pode dizer que sejam antônimos. Em comum, são homens de alma feminina que usam o transformismo não apenas para sobrevivência, mas para atingir o clímax da realização pessoal: se sentirem femininas e artistas plenamente notadas - tal qual suas divas, mulheres de verdade, lançadas pela indústria fonográfica mundial.

A postagem comentará a categoria drag queen, mostrando suas incríveis transformações.


No quesito sobrevivência, aqui no Brasil, elas ampliam os nichos do mercado de trabalho como forma de ganhar dinheiro. Os mirrados cachês pagos pelas boates - algo em torno de 300 reais por show, se for drag com prestígio - são aumentados com outros trabalhos que continuam, de certa forma, relacionados ao meio artístico: hostess, animadoras de festas de aniversários e eventos empresariais.

A representatividade dos gays concedida pelo BBB 10 foi mal utilizada - diria negativamente manipulada - mas serviu para mostrar ao público o que é uma drag queen, posto que coube ao participante Dícesar, 44 anos - conhecido na noite paulistana como Dimmy Kieer (fotos acima). Um homem comum que trabalha como maquiador de dia e se transforma na bela imitação de mulher, à noite.

Por onde anda Rupaul


Rupaul André Charles, nascido em São Diego, Califórnia, em 1960, foi um dos precursores dessa categoria na TV. Seu personagem se tornou ícone gay na década de 1990, após ter gravado o álbum Supermodel of the World.

Atualmente o ator, drag queen, modelo e cantor, continua aparecendo numa variedade de programas nas telinhas americanas e estrelou a campanha de maquiagem de uma conhecida marca de cosméticos. Ano passado, dentre outros trabalhos, gravou mais um CD e participou, como jurado, de um famoso reality show americano dedicado aos estilistas.


De volta ao Brasil, quem não ouviu falar de Léo Aquila ou Nany People? Respectivamente nascidos como Jackson Mendes de Lima e Jorge Demétrio Cunha Santos, ambos conseguiram notoriedade na TV e são o que podemos chamar de elite drag. São colunistas de revistas, repórteres ou humoristas de programas na TV e radialistas.


Outra conhecida é Silvetty Montilla ou Silvio Cássio Bernardo. Ícone da noite gay paulistana, irreverente e motivo de alegria onde quer que vá, ela faz a linha caricata e é humorista ácida. Já lançou música conhecida como "drag music" e atualmente tem aparecido em programas de TV, como Caldeirão do Hulk e Toma Lá da Cá.

Para ouvir o hit Coming Out of Hiding e conferir mais fotos de Rupaul, clique aqui.


2 comentários:

  1. Alguns, como o Dicesar, se transformam completamente, ficam irreconhecíveis.
    Eu adoro o Léo Aquila, muito divertido ele. Você citou a Nany People como colunista, repórter, humorista, mas não disse que ela dá uma de cantora também, como quando cantou com a Ximbica, Telefone, uma sátira de Telephone da Lady Gaga.

    ResponderExcluir
  2. Will, essa eu perdi, kkkkkk.
    Fica a sua dica prá quem quiser conferir.
    Abraços.

    ResponderExcluir

Para se cadastrar, preencha o formulário na coluna do lado direito do blog.
Seu comentário é bem vindo, desde que:
1. possua nome e link válidos;
2. não contenha cunho racista, discriminatório ou ofensivo a pessoa, grupo de pessoas ou instituições;
3. não contenha cunho de natureza comercial ou propaganda.
Grato pela compreensão.