Pedro acordou apreensivo para trabalhar naquela manhã de sexta-feira porque chegara o grande dia do seu reencontro com Felipe. Há cinco dias não pensava em outra coisa e os dias demoraram a passar.
No trabalho, mal conseguiu concentrar-se durante o turno da manhã. Ao sair para almoçar, imaginava se as olheiras, devido ao cansaço da noite
mal dormida, iriam torná-lo menos atraente ou se Felipe continuaria interessado como pareceu há uma semana.

Felipe havia viajado a trabalho durante a semana toda e não se falaram mais. O último e único final de semana juntos havia sido incrível e Pedro achava que estava mesmo apaixonado pelos encantos de Felipe. Se conheceram na sexta-feira anterior e quase não se desgrudaram até a despedida, no domingo, naquele mesmo bar/restaurante onde se encontrariam mais tarde.

O encontro seria confirmado por uma ligação de Felipe, às 14 horas. Enquanto almoçava sem fome, Pedro riu ao lembrar como fora difícil segurar a ansiedade e não ter ligado já na segunda-feira, mas concluiu que fez o certo e faltava só meia hora para Felipe ligar.

Visivelmente desanimado naquela reunião de trabalho, Pedro não parava de olhar para o celular se perguntando o que poderia ter ocorrido. Quase cinco da tarde e Felipe ainda não havia ligado. E nem ele conseguia, pois o celular dele só entrava na caixa postal.

Ao chegar em casa, quase sete da noite, jogou o paletó, a pasta e o seu corpo inteiro em cima do sofá suspirando uma dúvida cruel sobre o comportamento de Felipe. E se tudo não passou de fantasia da sua cabeça? Por mais que buscasse, não conseguia encontrar algum sinal de desinteresse durante os bons momentos que passaram juntos.

Quase não dormiram naquela noite de sábado para domingo, pois o tempo foi quase que totalmente tomado por um sexo lascivo, contínuo e excentricamente prazeroso. Felipe pareceu-lhe ainda mais perfeito naquele momento. As horas passaram rápido e, enquanto seus olhos se cruzavam apaixonados, os primeiros raios de sol invadiram o quarto de Pedro e eles correram para a varanda. Apesar de exaustos, seus corpos continuavam eretos e colados por quatro braços que se entrelaçavam insistentemente por mais algum tempo, até entregarem-se de vez ao sono.

Continua...Clique aqui para ler a segunda parte.

Foto utilizada nesta postagem: "Deica logo", por orxeira (Flickr).

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Para se cadastrar, preencha o formulário na coluna do lado direito do blog.
Seu comentário é bem vindo, desde que:
1. possua nome e link válidos;
2. não contenha cunho racista, discriminatório ou ofensivo a pessoa, grupo de pessoas ou instituições;
3. não contenha cunho de natureza comercial ou propaganda.
Grato pela compreensão.