[Antes de começar, leia a primeira parte. Clique aqui.]
Acordaram cansados por volta do meio-dia daquele domingo chuvoso, mas revigorados pela presença um do outro. O suficiente para mais beijos e abraços intensos. Felipe preocupou-se com o período longo fora de casa e combinaram de se ver mais tarde num bar e restaurante de um conhecido de ambos.

A noite foi mais tranquila e romântica. Pedro aproveitou o momento sereno para estudar mais atentamente o jeito de Felipe. Havia algo de peraltice que não combinava com aquele dentista, de rosto quadrado, forte.

Pedro achava que isso o tornava ainda mais sedutor e excitou-se ao apreciar o seu corpo delgado com músculos definidos, firmes. Enquanto conversavam, Felipe facilmente ficava sem graça e desviava o olhar, desconcertado com os elogios do seu amigo. No último momento daquele encontro no restaurante, Pedro  não se conteve e, de maneira descontraída, pediu Felipe em namoro. Com um sorriso forçado e escorregando os dedos de uma das mãos  pela boca, Felipe mudou de assunto.

Felipe precisava descansar e dormir cedo para acordar às seis da manhã e pegar o avião para Brasília, onde ficaria durante toda a semana por conta de um Seminário de Odontologia.

Pedro não queria interromper aquele instante, mas cedeu ao impulso e, com olhares e mãos fixos, deixaram no ar a possibilidade de o reecontro ser ali mesmo, na próxima sexta-feira. Após um leve beijo nos lábios de Pedro, Felipe entrega uma rosa sorrateiramente furtada do restaurante para um surpreendido Pedro. E, com um toque ligeiro na ponta do nariz, combinou de ligar por volta das 14 h da próxima sexta-feira. Virou-se e seguiu em direção ao seu carro.
Pedro acordou atordoado com o barulho do seu celular. Olhou rapidamente as horas e se deu conta que adormecera ali por quase duas horas, enquanto divagava sobre Felipe. Arremessou-se em direção ao paletó e, nervosamente, tateou todos os bolsos até encontrá-lo. Sem conferir a ligação, abriu o aparelho e disparou um alô quase visceral.
Pedro: ALÔ, alô...
Felipe: Pedro?

Continua...Clique aqui para a parte final.

Sinais (indicativos) de linguagem corporal no texto acima:
1. Desviar o olhar muitas vezes: pode indicar desconfiança ou um simples esquecimento.
Porém, poderá ser sinal de mentira se o indivíduo demonstrar desconforto ao falar e pouca ênfase nas palavras usadas. O mentiroso tende a falar mais do que o necessário para evitar as pausas que o deixam tenso. Se encarado nesta hora, evitará o contato visual prolongado com o interlocutor.
2. Cobrir a região da boca com a mão enquanto fala: pode está mentindo ou escondendo algo.
3. Mudar de assunto: o mentiroso demonstra certo relaxamento quando o assunto é subitamente mudado (aliviado). Ao contrário de quem está falando a verdade que mostra-se um pouco tenso porque não compreeendeu a mudança.
4. Toque no nariz (ou coçar) quando fala: incerteza do que se está afirmando ou mentira.

Fotos utilizadas nesta postagem: 1. Man With Flower In His Mouth, de No3ik (Fickr); e 2. Dubai At Night, de xlx_toxic.girl_xlx (Flickr).

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Para se cadastrar, preencha o formulário na coluna do lado direito do blog.
Seu comentário é bem vindo, desde que:
1. possua nome e link válidos;
2. não contenha cunho racista, discriminatório ou ofensivo a pessoa, grupo de pessoas ou instituições;
3. não contenha cunho de natureza comercial ou propaganda.
Grato pela compreensão.