" O que nós defendemos é que esta proposta de lei deve ser abandonada, não deve ser aprovada pelo parlamento porque é uma proposta draconiana que não irá resolver os problemas da homossexualidade, mas apenas aumentar a violência, o ódio, a intolerância e a injustiçã na comunidade.
Penso que este tema envolve dois assuntos. Existe a crença religiosa na qual as pessoas têm o direito a dizer que a homossexualidade é um pecado, que é ou não aceitável, dependendo da nossa crença religiosa e tradições.
Mas depois existe um outro angulo que é o de afirmar que a homossexualidade é um crime. As duas coisas são diferentes. Aquilo em que a minha religião não acredita não se deve traduzir
numa ofensa criminal numa sociedade em que muitas pessoas têm opiniões diferentes. "

Estas foram as palavras de Gideon Biyamugish, padre anglicano que, juntamente com ativistas e organizações cívicas, apresentou aos vereadores ugandenses a petição assinada por mais de 450.000 signatários contrários à possibilidade da aprovação da lei anti-gay de Uganda.
Conforme já fartamente divulgado aqui no NAVVEGUEI, esta lei será responsável pelo aumento considerável das penas para as atividades homossexuais e a inclusão da pena de morte, como a máxima, para os casos considerados mais graves, como os que envolvem um menor, um soropositivo, deficientes ou "criminosos" recorrentes.
Alguns vereadores inclusive enfrentam problemas jurídicos e estão presos, acusados de omitir informações para as autoridades de lá sobre a homossexualidade de terceiros. Entretanto, foram eles os responsáveis pela entrega do documento recebido pelo Parlamento de Uganda.
Como sabemos, o documento reuniu assinaturas de pessoas de outros países e, tendo sido a maioria, o governo poderá considerá-lo menos consistente. Como se isso não fosse um problema que diz respeito aos direitos humanos universais.
A finalidade desta postagem é a de prestar contas e informar aos que contribuíram e assinaram a petição, atendendendo ao apelo do NAVVEGUEI, de 26/02/2010, sob o título Uganda. A Luta Continua. Também, àqueles que tenham interesse em acompanhar essa trajetória muito preocupante para a população gay de Uganda.
A petição continua on line e coletando assinaturas. Clique aqui para assiná-la, se ainda não o fez.
Mais novidades serão divulgadas. Aguardem.

Foto utilizada nesta postagem: "IMG_0987" Impresso em algum lugar de Uganda. By, Stephen R. Sizer (Flickr).

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