Monjenza e Chimbalanga são dois jovens de 26 e 20 anos, respectivamente, que se conheceram em 2009 numa igreja. Se apaixonaram e resolveram morar juntos. Após cinco meses decidiram se casar, com direito a cerimônia.

Essa história aconteceu em Malawi - África. Lá, como em quase todo o continente africano, a homossexualidade é considerada crime e as penas para os infratores são severas. Alguns países do continente incluem pena de morte para os casos "mais graves", como a reincidência.

A história de amor - sobretudo de coragem -  desses jovens foi curta e teve final um final trágico digno de dilema shakespeareano. Monjenza e Chimbalanga foram presos apenas dois dias após a cerimônia que oficializou a união de ambos. Menos de um ano após, o destino dos dois foi cruelmente traçado por um juiz de direito que, não satisfeito com a separação forçada, os condenou a 14 anos de prisão e a trabalhos forçados por "indecência" e "atos não naturais", proferimdo a seguinte sentença:

"A pena que vos condeno destina-se a meter medo de forma a proteger o público de pessoas como vocês para que não sejamos tentados a reproduzir este exemplo horrível."

Realmente dá medo de pessoas com poder nas mão, capazes de condenar o amor.

Um comentário:

  1. Quando a postagem foi escrita, o presidente de Malauí ainda não havia concedido o perdão ao casal. Ao que tudo indica, o casal teria sido solto e a homofobia perdeu espaço. A história não se repetiu neste caso. Como se pronunciou a Madonna: "o amor venceu".

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