Assistindo ontem ao episódio do seriado americano Dr. House me deparei com essa palavra e caiu a ficha de que ainda me surpreendo com certas situações. A surpresa é o modo pelo qual a medicina trata a intersexualidade.
Atualmente, está bombando o caso da atleta, intersexual e sul-africana, Caster Semenya (em destaque na foto), medalha de ouro dos 800m em Berlim no ano passado. Após a prova, ela foi afastada para investigar se os seus níveis de testosterona estariam lhe ajudando e prejudicando as demais competidoras. A atleta teria marcado uma coletiva de imprensa  ontem para anunciar o seu retorno, mas cancelou o evento por se sentir pressionada.
Resumidamente, a explicação científica para isso é a de que "os intersexuais são pessoas que nascem com elementos ambíguos ou com graus variados de anatomia masculina e feminina" e com cromossomas diferentes daqueles que aprendemos quando estudamos genética no colégio: os XX e XY. Trocando em miúdos: nascem com o chico e com a chica.
Uma em cada 100 pessoas nasce assim, porém com um dos órgãos sexuais mais acentuado do que o outro. E, pasme, uma em cada 2000 nasce com os dois órgãos sexuais bem e igualmente desenvolvidos. Aqui é onde eu queria chegar, pois foi o drama maior do episódio.
Nesses casos raros, a prática da medicina é induzir os pais a permitirem a cirurgia que definirá o sexo do bebê. O médico chega junto e diz: seu bebê nasceu com os dois órgãos igualmente desenvolvidos. Podemos operá-lo, mas vocês terão que decidir qual dos dois será preservado. Os pais têm que pensar rápido pra responder.
Tudo pode correr bem até a puberdade do(a) filho(a). O nome, as roupas e a educação foram condizentes com a opção feita, mas o sexo definido pode não coincidir com os desejos sexuais dele(a). Essa parte é parecida com a dos homossexuais, mas piora quando o(a) filho(a) tem conhecimento de que possuía o órgão sexual com o qual se identificaria e foram os pais que escolheram o outro. Claro que os pais não podem carregar a culpa sozinhos, haja vista que foram incitados pelos médicos que, por sua vez, utilizam uma conduta usual da medicina. Esta, sim, negligente porque, com os recursos atuais, já poderia dar tratamento diferenciado.
Enfim, coloquem o nome que quiserem, as roupas também, mas deveriam deixar os órgãos lá. A opção - neste caso se trata mesmo de escolha - entre retirar um dos órgãos sexuais ou de mantê-los deve ser da pessoa que nasceu assim  no momento em que se sentir preparada. Acho mais digno e, segundo verifiquei no programa, é a tendência.
O termo antes usado era "hemafrodita", mas vem caindo em desuso porque se tornou estigmatizado. Há citações de que "transgénero" ou "transgênero" estaria sendo considerado mais apropriado em alguns países como Portugal.
Se alguém quiser se manifestar, por favor, fique à vontade.
Fonte: wikipédia.

2 comentários:

  1. Junnior gostei da sua visita e sim gosto de novos contatos, novos amigos são sempre uma boa.

    Tema sensível esse, mas mostra que além do que as pessoas imaginam quanto ao desenvolvimento da sexualidade humana, o meio ambiente e o condicionamento tem uma papel sim, mas sucumbi diante da corrente genética que caracteriza a sexualidade do indivíduo.

    Quero dizer apenas que muito se argumenta quanto a influência do ambiente na formação da sexualidade, alguns muito simplistas dizem: o garoto é gay porque teve um pai ausente, por isso busca na figura masculina preencher esse vazio.

    Esses indícios mostram que a sexualidade é algo muito mais complexo e muito mais ligado a hormônios e cromossomos.

    Quanto a escolha dos pais é algo doloroso, porque imagina viver a situação de criar um filho(a) aguardando para definir seu gênero apenas na puberdade. Por outro lado escolher de forma precoce, pode frustrar completamente a vida sexual e a identidade dessa pessoa.

    Abraço!

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  2. Junior,
    adorei teu blog!
    Vou recomendá-lo! Muito chique e interessante!
    Adorei o preto de fundo... realça as fotos e outros!
    Beijo e parabéns!
    Cristina Brasil

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