Algumas pessoas poderão estranhar, mas, pensando por outro prisma, o Brasil iria destoar dos demais países que disputam a semifinal da Copa do Mundo.
Coincidência ou não, as quatro semifinalistas são nações as quais prezam amplamente os direitos humanos, pois não os distinguem pela orientação sexual dos seus cidadãos.
A Holanda, Alemanha e Espanha formam os primeiros Países do mundo, junto com a Bélgica, a legalizarem a união civil ou o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
A Holanda (Países Baixos) é pioneira no assunto. Mesmo antes de 2001, quando regulamentou a norma da união civil para os casais homossexuais, já proibia a discriminação pela orientação sexual, desde 1993 (no Brasil, nem isto!).
A Alemanha também é vanguardista nas questões LGBT. Lá, o casamento gay é permitido desde 2001. Em 2000, já consentia homossexuais assumidos nas forças armadas.
A Espanha, um dos preferidos do turista gay, aprovou em 2005 a lei que consente o casamento entre pessoas do mesmo sexo e incluiu junto a adoção de crianças por homossexuais.
O Uruguai, que infelizmente perdeu o jogo ontem e se desclassificou para a final da Copa, é o exemplo entre os nossos vizinhos. Foi o primeiro País da América Latina a promulgar a lei, em 2007, que tornou legal a união civil  de casais homossexuais.
Pensando bem, o Brasil tem muito que aprender para marcar um gol decisivo contra esses países.


Foto: "Earth Boy". Galeria de Idesofapril06 (Flickr).
Fonte: MixBrasil.

7 comentários:

  1. Cara! é simplesmente revoltante a forma como o governo brasileiro trata a questão da homossexualidade e da homofobia no Brasil.O concordo com você a respeito disso.O foi até melhor o Brasil não ter ganho a copa, até por que as coisas não mudariam muito,ainda seríamos conhecidos como o País do Futebol, do carnaval,da caipirinha e mulata.Odeio essa generalização,no fundo sabemos que o título do Brasil lá fora é:O país da prostituição.
    Por enquanto que as crianças são exploradas sexualmente aqui no nordeste, o resto do país finge um Patriotismo gerado pela hipocrisia e pela monopolização da massa com essa política de pão e circo.
    As vezes eu tenho vergonha de ser brasileiro ¬¬


    Ps:Essa foi uma das melhores postagens que vc já fez, e olha que eu li todas.Parabéns.

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  2. Oportuna a lembrança e a comparação do nível de civilidade entre essas nações. Somos ainda muito subdesenvolvidos, em muitas coisas!

    Quanto à responsabilização, entretanto, faço uma ressalva. No Brasil, se dependesse única e exclusivamente do poder Executivo e do Judiciário, talvez já estivéssemos mais avançados. Tanto que o Governo Federal já reconhece a parceria homossexual de servidores públicos para o benefício dos planos de saúde custeados com o dinheiro público. O Judiciário, por outro lado, muitas vezes julga favoravelmente pleitos de pareceiros homoafetivos (após longos processos, mas não por culpa deles), extendendo, caso a caso, aos homossexuais, direitos líquidos e certos dos casais heterossexuais.

    O problema está nessa coisa chamada Legislativo, Câmara e Senado. Portanto, rapazes, olho na ora de votar pra Deputado Federal e Senador. Eles é que podem mudar as leis.

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  3. Em matéria de civilidade, em sentido amplo, o Brasil destoa de qualquer um dos quatro finalistas. E o tratamento dado por cada nação às questões dos direitos civis das minorias -- homossexuais incluídos -- é, na minha opinião, questão de civilidade. Ou da falta dela.

    Quanto à observação sobre como o governo brasileiro trata a questão, porém, há que se considerar que "governo" não é uma entidade única, de pensamento único. Concordo com o ponto de vista se tomado o termo governo em sentido genérico. Entretanto, há diferenças nítidas no tratamento da questão dada por cada poder propriamente dito.

    O Executivo Federal, por exemplo, já demonstra, em várias áreas, estar ciente da necessidade de aproximar direitos de todos. Por exemplo, na questão da saúde. O Ministério do Planejamento já determina que sejam extendidom ao(à) companheiro(a) homoafetivo(a) os benefícios dos planos de saúde custeados com dinheiro público, nos mesmos termos permitidos aos não gays.

    Ao mesmo tempo, o Judiciário, em todas as instâncias, vem reconhecendo nossos direitos, embora, ainda, caso a caso. A análise da questão da união civil, se podemos chamar assim, ainda está na pauta do STF.

    Problema, mesmo, temos no terceiro poder. O Legislativo. Câmara e Senado têm, sim, colocado obstáculos na aprovação de quaisquer leis que possam aproximar nossos direitos dos direitos dos demais, especialmente no que se refere às questões ligadas à sucessão (pensões civis e herança). Ridicularizam a questão referindo-se a ela como "casamento gay", quando o que se quer não é nada disso, mas simplesmente ver concedidos às duplas homoafetivas os mesmos direitos civis dados aos demais. A adoção também ainda não é fácil ser conseguida por uma dupla de pessoas do mesmo sexo.

    Sem leis que permitam e determinem ações no sentido de estabelecer a igualdade de direitos civis, fica impossível ao Executivo executar e ao Judiciário julgar favoravelmente qualquer pleito.

    Finalmente, a questão da homofobia deve ser tratada como crime, que é efetivamente. Assim como o racismo. Qualquer tipo de discriminação odiosa deve ser punida. Não gostar do que quer que seja é um direito de qualquer um. Prejudicar alguém, seja por palavras, atos ou omissões, em função de suas características distintas da maioria, isso sim, é crime.


    Devemos lembrar que "governo" é um termo genérico dado aos representantes do povo. Povo do qual fazemos parte.

    Assim, é bom estarmos todos muito atentos. Pesquisar e analisar muito bem antes de decidir nosso voto nas próximas eleições. Se pudermos pelo menos evitar de dar nosso voto aos homofóbicos, já estaremos nos ajudando. Mas é pouco.

    Se pudermos buscar candidatos verdadeira e historicamente comprometidos com as causas da igualdade de direitos civis das minorias, todas elas, já é um avanço. E estar atentos a candidatos que usam os gays para ganhar eleições, ou somar votos às suas coligações, mas que depois de eleitos (quando eleitos e não apenas somaram votos à coligação) não fazem efetivamente nada para legislar em benefício daqueles que os elegeram.

    Não é pelo simples fato de ser gay que merecerá meu voto. Mas um homofóbico, esse jamais o terá!

    Sim, eu sei: é só um voto, o meu. Mas juntos somos milhões. Consciência e voto consciente!

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  4. Parabéns pela abordagem e conceito do blog, te seguirei!

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  5. Lito, futebol e carnaval são referências mundiais quando o tema é Brasil. O povo gosta e isso faz com que se esqueça um pouco das dificuldades de morar num País no qual arrecadar impostos continua sendo a prioridade. Somos o País com uma das maiores cargas tributárias: 37% do PIB. Ou seja, deixa o povo sambar no carnaval e no futebol e gritar que o orgulho de ser brasileiro, pois é melhor assim do que ir pra rua e exigir explicações sobre o destino de tanto dinheiro.
    Obrigado pelo seu comentário.

    Alex, eu me preocupo bem mais com o poder legilativo mesmo. Enquanto o sistema de governo for o Presidencialista, o Brasil continuará sendo organizado pelos três poderes (independentes), mas somente o legislativo tem o poder de criar/rever/alterar leis que podem fazer a diferença entre ser um País sério ou oportunista. Julgando pela maioria dos nossos representantes do Congresso, aonde o Brasil estaria inserido? Somo um País sério?
    Vc bem lembrou a questão do voto. É, e sempre será, o trunfo do povo para transformar esse País. Só precisa saber usar.

    Cristiano, obrigado pelas palavras. Sinta-se bem à vontade aqui para comentar o que quiser. Será sempre bem vindo.
    Abraços.

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  6. Ai meu deus como esses homens são politizados

    Só espero que eu me torne tão politizado quanto vcs dois um dia...

    Homem culto é tudiBom.

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  7. O voto é a nossa única arma.Fato! Mas creio que as coisas vão melhorar!

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