Quem assistiu ao Programa do Jô ontem pode perceber que, por muito pouco, o acervo cultural do Brasil não ficou capenga, não fosse o trabalho dos dois diretores e produtores do longa-metragem documentário Dzi Croquettes, com lançamento previsto para esta sexta-feira, dia 16, nos cinemas.
Em 2007, quando Tatiana Issa e Raphael Alvarez resolveram pesquisar sobre o grupo carioca - criado em 1972 por uma equipe de treze artistas -,  foram surpreendidos pela ausência de conteúdo e de material informativo, mesmo nas maiores redes de pesquisas da internet. Persistente, a dupla literalmente correu atrás de personalidades, celebridades, anônimos e empresas que dispusessem e disponibilizassem os registros e os depoimentos sobre o grupo. Daí nasceu o documentário Dzi Croquettes.
A entrevista de ontem aguçou a minha curiosidade, principalmente por ser um confesso ignorante do assunto.
[digressão: cada vez mais me convenço de que nada sei da vida e o blog tem ajudado a entendê-la um pouco]
Foi impactante saber que, no auge da censura e em plena ditadura, o Rio de Janeiro ferveu com a irreverência desses artistas que influenciaram a dinâmica do comportamento carioca e, rompendo as barreiras geográficas da contracultura, chegaram até Paris onde, no período de 1973 a 1974, fizeram participações em filmes e longas temporadas no Le Palace.
Segundo a enciclopédia Itaú Cultural, a irreverência dos "Dzi" foi marcada pela "ironia e duplos sentidos dos textos do autor Wagner Ribeiro de Souza, figurinos ousados, maquiagem pesada e o contraste dos corpos masculinos em trajes femininos, imprimindo ao espetáculo um tom grotesco, de deboche e espírito ferino".
Além do Wagner, a equipe era formada pelo coreógrafo Lennie Dale e pelos bailarinos: Bayard Tonelli, Benedictus Lacerda, Carlinhos Machado, Ciro Barcelos, Cláudio Gaya, Cláudio Tovar,  Eloy Simões, Paulo Bacellar (o Paollete), Reginaldo de Poli,  Rogério de Poli e Roberto Rodrigues. 
Para ver o trailer, clique aquiAcho que vale muito a pena conferir no cinema.

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