Essa semana li duas matérias interessantes sobre as novas descobertas da ciência. 
A primeira tem grande importância para a população mundial, principalmente a parcela sexualmente ativa. Foram descobertos dois anticorpos produzidos pelo corpo humano, capazes de neutralizar a ação de 90% das cepas do vírus HIV existentes mundo afora. Eles impedem o ataque ao CD4, principal célula de defesa do nosso corpo. A descoberta foi possível graças ao intenso estudo realizado no organismo de um homem de 60 anos, infectado pelo HIV, mas que não desenvolvia a doença. Os cientistas alegam que o caminho para a vacina será longo, mas a descoberta reacendeu as esperanças da classe que vinha desestimulada. A confecção da vacina poderá ser complicada, mas o seu mecanismo parece simples: fazer com que o nosso corpo produza os anticorpos em quantidade suficiente para combater o vírus HIV. Segundo informou o Jornal Nacional ontem, as 33 milhões de pessoas infectadas pelo mundo (dados da ONU, de 2008), poderiam se beneficiar com a vacina, pois ela reduziria significativamente a quantidade de medicamentos atualmente utilizados para combater o vírus. Não ficou claro para mim, mas, para as pessoas não infectadas, creio que a vacina as protegeria de, pelo menos, 90% dos tipos de vírus HIV existentes. Os outros 10%, só a camisinha mesmo. Aliás, como bem lembrou o leitor anônimo (abaixo), ela é o meio mais seguro, sempre.
Que essa vacina não demore muito!

A segunda notícia é sobre um estudo realizado em ratos, o qual possibilitou a descoberta de transformar a fêmea "heterossexual" em lésbica. Segundo os descobridores -- cientistas da Coréia do Sul --, ao desativar o gene conhecido como FucM (sugestivo, não?),  responsável pela quantidade de estrogênio no cérebro - hormônios cuja ação está relacionada com o controle da ovulação e com o desenvolvimento de características femininas -, o rato fêmea simplesmente deixa de sentir atração sexual pelo rato macho e passa a procurar as amiguinhas para este fim. Os cientistas esclareceram que o mesmo efeito não seria possível em humanos, pelo menos de maneira tão simples, mas acham que a descoberta poderá contribuir para comprovar que a orientação sexual tem a ver com os genes. O estudo foi divulgado pelo Jornal BMC Genetics, de Londres.

Fotos:
(1) "Red Ribbons", Galeria de Stéfan;
(2) "Leaning Over", Galeria de mattymatt (Flickr).
Fontes: "Globo" e "Dykerama.uol".

4 comentários:

  1. Ambas as notícias, apesar de meio complicadas de entender, interessantes.
    Eu não entendo muito de ciência, então pergunto: essa descoberta de anti corpos produzidos pelo corpo humano, poderá talvez ser o início para que, num futuro longe, as pessoas não precisassem mais se preocupar em se prevenir contra a AIDS, se essa vacina estivesse disponível para toda a população; ou não tem a mínima possibilidade de algum dia essa vacina estar disponível para toda a população, portanto as pessoas terão, mesmo num futuro longe, a obrigação de se prevenir?

    Não sei se fui muito claro na minha pergunta :/

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  2. Will, interessante a sua pergunta. Eu também não sou "expert" em ciência, mas, pelo que entendi, a vacina poderia proteger uma pessoa não infectada pelo HIV, com relação a 90% dos tipos de vírus (cepas) existentes no mundo.
    O indivíduo vacinado teria que continuar se protegendo sexualmente para evitar ser infectado por uma cepa a qual os anticorpos não conseguiriam neutralizar, ou seja, um tipo de vírus que estivesse nos 10% restantes.
    Ainda assim, é um progresso e tanto porque o HIV é o vírus que mais sofre alterações no corpo humano e a ciência, até a descoberta destes anticorpos, só havia conseguido atingir 30% das cepas.
    É um pouco complicado mesmo, mas achei a notícia muito importante.
    Obrigado.

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  3. O importante é não abrir mão da proteção. Nunca!

    O virus não escolhe cara, cor, religião. Bobeou, dançou!

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  4. Bem lembrado, leitor anônimo. Já acrescentei no texto.
    Obrigado.

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