Após ter sido aprovada, em maio deste ano, a emenda que prevê o fim da política adotada pelas forças armadas americanas, desde 1993, conhecida como "Don´t Ask, Don´t Tell", um estudo prometido desde o início deste ano sobre o impacto que a anulação da lei teria sobre os 400 mil militares seria realizado por Robert Gates, secretário de defesa americano, assumidamente a favor do esquema atual, ou seja: se você é gay e quer servir as forças armadas americanas, não fale nada da sua homossexualidade. E nós não perguntaremos.
A política que se pretende adotar, após a aprovação da emenda, é a de o homossexual assumir a sua orientação se assim o desejar, sem que isso seja motivo de expulsão.
Enfim, a pesquisa finalmente saiu, porém, como era de se esperar, bastante tendenciosa. Inclui, dentre as 103 perguntas de um questionário, algumas pérolas do tipo: "Como você se sentiria sobre dividir chuveiros com soldados gays ou lésbicas?" ou "E dividir com eles uma barraca em tempos de guerra?"
Perguntas assim seriam mais apropriadas para adolescentes em colônia de férias - ou para os seus pais - e não para um bando de homens e mulheres, donos do próprio nariz e com personalidade já formada.
O que pensar de um soldado treinado para defender os Estados Unidos da América em campos de guerra que surtasse ou não soubesse lidar com uma simples cantada? 
E o que pensar desse secretário de defesa que permite um gasto de 4,5 milhões de dólares para realizar uma pesquisa assim? Esse homem só pode tá de sacanagem.
Para ler mais sobre o assunto, clique aqui.


Foto: "Socom Operators", Galeria de dunechaser (Flickr).

3 comentários:

  1. E depois diquem que nos, gays, é que colocamos sexo em tudo!

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  2. Fico feliz com alguns avanços e é preciso reconhecer que isso só está acontecendo graças a obama.

    Mas tb é preciso ser dito que,apesar dos Eua não estar entres os países onde mais ocorrem assassinatos contra homossexuais ( acho que pelas leis severas), eles ainda sim são um dos paises mais homofóbicos do mundo e isso é nítido pela postura que adotam devido a religião onde a grande maioria é protestante.


    [Lito]

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  3. A verdade é que, tirando alguns países europeus, onde ser gay é uma coisa aceita com relativa tranquilidade (caso da Holanda, creio), na maioria dos cantos desse nosso mundo nós somos eventualmente tolerados em algumas situações, mas jamais aceitos de verdade.

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