Foto: Galeria de Joe469 (Flickr)
[antes de começar, leia a primeira e a segunda partes do texto a seguir: Parte I e Parte II]

Precisamos de um candidato que dê o empurrão final para a união estável ser enfim regulamentada.

Já comentei algumas vezes sobre a candidata à presidência da República, Marina Silva. Primeiro da minha admiração, depois, da decepção. Contudo, analisando a nossa situação política e a postura da senadora, temos que reconhecer o seu equilíbrio.

Contrária ao casamento entre os LGBT? Sim, mas apoia importantes direitos civis dos gays que ainda estão engavetados no Congresso; considera injusta a situação do(a) companheiro(a) que perde os bens ou são ameaçados ao se depararem com a separação ou a morte do(a) parceiro(a); e, acima de tudo, transparece ser uma mulher de palavra.

Acrescente a isso o fato de ser a mais séria e circunspecta entre os candidatos e a que menos faz alarde de projetos mega impactantes e fantasiosos, os quais não concretizaria, como faz a tresloucada da Dilma. Com essa, amigo, a união estável não constará sequer da agenda de bolsa. O que dirá o casamento!

Gosto do Lula e reconheço que fez um bom trabalho, mas, no tocante às causas LGBT, nada foi feito por ele durante oito anos de governo. Por que com a Roussef -- que é mero comparsa, mas não tem 1/4 do seu carisma e jogo de cintura -- seria diferente? Ela foi uma boa ministra porque teve o Lula como seu chefe para controlar os impulsos e feitos autoritários. É mandona demais e está longe de possuir bom senso para o maior cargo do executivo, para ser presidente.

A esta altura do campeonato - a não ser que algo extraordinário ocorra -, a luta no segundo turno será travada entre o indefinido José Serra  e o major Dilma Roussef. Entretanto, Marina Silva ainda tem chance porque é a alternativa dos eleitores indecisos e/ou inconformados com o menu político.

Se casar é mesmo preciso? Como dito lá no início, qualquer direito é preciso. Propiciar dignidade aos cidadãos, indiscriminadamente, é dever de qualquer líder político. Chegará o dia em que um presidente da República entenderá isso.

Por enquanto, o que tem pra gente são esses candidatos. Fazer o quê? Pelo menos ainda há chance de convivermos com a sensatez durante os próximos quatro anos ao invés do cinismo de um presidente perjuro que ludibriou todos com falsas perspectivas políticas. Marina Silva é a sensatez.

[Há dois temas abertos no Fórum NG, os quais você poderá debater: "O acha da Marina Silva?" e "Estamos Mais Atrasados do Que a Argentina?". Se preferir, crie o seu. Para acessar, clique aqui]

Um comentário:

  1. Gosto da Marina, não a ponto de votar nela, mas reconheço que é uma pessoa digna e honesta, e que valoriza o mérito. Quanto ao Lula, acho que ele tem muita culpa pelos caminhos errados que nossa sociedade está trilhando, pois simboliza aquilo que o brasileiro tem de pior: a apologia ao "jeitinho brasileiro", à esperteza no lugar do mérito. Felizmente seu governo está acabando. Pior do que o governo não ter feito nada em relação ao casamento gay (me recuso a dizer "união civil") é ver que os movimentos gays ficaram caladinhos durante os últimos 8 anos, para não "queimar o filme" do presidente ou para não perder verba pública...

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