Foto: Ken & Ken. Galeria de Jon Olav (Flickr).
Mesmo após os últimos acontecimentos, a corte federal da Califórnia voltou atrás e, na última segunda-feira, vetou novamente o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Tudo teve início em maio de 2008 quando a justiça da Califórnia liberou o casamento gay e cerca de 18 mil casais homossexuais americanos legalizaram sua situação. Porém, como tudo que se refere a direitos na vida do gay é mais complicado, o governo resolveu submeter a permissão legal a um referendo(*1), em novembro do mesmo ano. O resultado foi que 52% dos americanos se manifestaram contrários e o casamento gay retornou ao status de ilegal.

Em agosto de 2009, houve novo rebuliço quando foi apresentada à corte californiana uma espécie de denúncia à Proposição nº 8 - a que gerou o referendo -, alegando que a mesma foi inconstitucional.

Semana passada, o juiz federal de São Francisco, Vaughn Walken, pipocou nos noticiários do mundo após derrubar a proibição ao casamento gay na Califórnia, trazendo alegria aos casais que almejavam, mas ainda não haviam conseguido oficializar suas relações conjugais.

Contudo, um pedido elaborado por juízes reacionários, contrários ao entendimento do juiz Walken, fez a corte voltar atrás e, desde a última segunda-feira, o casamento está novamente suspenso. Pelo menos até que os magistrados analisem todas as apelações que foram movidas contra a legalização do casamento entre homossexuais.

Essa reviravolta, a meu ver, é positiva. É jogando lenha na fogueira que a chama se mantém. Se compararmos com a situação do Brasil, sequer há fumaça em nosso fogaréu.

Só para lembrar, no último dia 12, a rede CNN divulgou o resultado de uma pesquisa, por meio da qual 52% dos americanos entrevistados se mostraram favoráveis ao casamento gay.

E o horário político aqui no Brasil começa hoje. Que tal darmos uma conferida nos perfis dos candidatos para os cargos que ainda não temos definição ?
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(1*)Referendo: direito dos cidadãos de se pronunciarem a respeito de assuntos de interesse geral. Uma espécie de consulta pública.


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