Eis alguns fragmentos da vida de uma mulher extraordinária: Edith Giovanna Gassion ou Edith Piaf, como é mundialmente conhecida (1915-1963). A forma como viveu, principalmente os últimos anos de vida, é uma lição de determinação.

Personalidade forte. Por trás daquela expressão profunda, daqueles punhos cerrados ao ser filmada em 1961 cantando Non, je ne regrette rien, música composta em 1954, ela estaria talvez projetando uma resposta aos milhares de indagações do público sobre sua conturbada vida amorosa, que assim seguiu até o último minuto de vida ao lado do então marido, Théo Sarapo, 20 anos mais jovem e, segundo ela, seu maior e mais verdadeiro amor. 

Com um salto em sua sofrida e intensa história de vida, foquemos no último e nem tão divulgado romance. O que mais se comentou na ocasião é que Piaf havia se envolvido com um jovem e belo cabeleireiro grego mais interessado em fama e fortuna.

Contra tudo e todos, ambos se casaram em 1962, um anos antes da morte de Edith Piaf. Ela aos 46 e ele aos 26.

Sarapo foi o único herdeiro dos direitos discográficos e cinematográficos da cantora e atriz, mas também herdou a dívida de cerca de 7 milhões de francos.

O grave estado de saúde nos últimos anos de vida, devido aos excessos com o álcool e mais essencialmente  pela morfina, droga que trazia alívio as dores que sentia após as sequelas deixadas pelo terrível acidente de carro sofrido em 1958, Piaf usou quase todo o dinheiro em tratamentos, internações e alguns gastos a mais nos últimos meses de vida. No ano de seu falecimento, ela alugou uma mansão de 25 cômodos na praia, na qual promovia rega-bofes diários.

Durante os sete anos que seguiram após a morte da cantora (em 1963), o viúvo manteve-se silente ao falatório que o qualificava de gigolô oportunista. A sua indiferença parecia confirmar o que a mídia e as pessoas buscavam saber. Várias estórias circulam pela internet a respeito desse comportamento de Théo Sarapo.


Uma delas diz que o viúvo pôs um ponto final naquilo que pareceu ser sua missão na vida, além de amar Edith Piaf: pagar as dívidas de sua amada.

Seguiu em frente saldando as obrigações pecuniárias como pôde, uma após a outra, até limpar totalmente o seu e, principalmente, o nome de sua mulher. Feito isto, teria cometido suicídio após deixar um bilhete em sua cabeceira, no qual escreveu: Por toi, Edith, Mon amour.


Entretanto, a história que prevalece é a de que, após a morte da esposa, Sarapo foi despejado do apartamento no qual ambos partilharam no Boulevard Lannes, em Paris, e seguira em frente com a carreira artística que começou ao lado e com a ajuda de Piaf.

Na ocasião em que gravou um disco com Piaf, sua voz fora criticada pelo timbre anasalado. Nos anos seguintes à morte da esposa, tratou de melhorá-la e, com isso, obeve alguns sucessos musicais, como: “La maison que ne chante plus” e “Le Jour viendrá”.

Sarapo foi também ator. Seu filme mais conhecido foi "Judex", de Georges Franju, que estava prestes a ser estreado quando Edith Piaf faleceu.

Nunca libertou-se da fama de aproveitador da influência de Edith Piaf. Sarapo morreu num acidente de automóvel, em 28 de Agosto de 1970 e está sepultado ao lado de Piaf, no cemitério do Père lachaise em Paris.
Fonte e fotos: "Lições de Amor. Biografia de Edith Piaf" e Wikipédia - Internet.

10 comentários:

  1. Gosto dela, não chego a ser fã (maridão é mais). Ultimamente o pessoal está redescobrindo sua obra, inclusive estão lançando vários remixes e fiquei sabendo que tocam bastante na noite. Os que eu ouvi/baixei/recebi ficaram muito bons.
    Não gostei do filme, achei um pouco confuso.

    Obrigado pela citação na coluna de sugestões!

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  2. o filme Piaf um Hino ao Amor é uma das melhores biografias que já assisti.Fatos que vão e voltam como um turbilhão.Assim como sua vida cheia de altos e baixos.temperamento forte e único.Afinal,só que tem sensibilidade pode entrar na alma do filme e se emocionar com toda sua essência. Definitivamente o 'pardal da França' fica na memória de todos.

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  3. Sim, Germain. Apesar de não ser um profundo conhecedor da história de Piaf (como vc), tenho razões para saber que foi uma artista e pessoa admiráveis, de profunda sensibilidade e coragem.
    Obrigado pelo seu comentário.
    Abrçaos.
    Junior.

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  4. A história que conheço diz que ele MORREU DE ACIDENTE DE AUTOMOVEL e não por suicidio

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  5. Anônimo, a história que eu conheço TEM FONTES (como você pode observar ao pé do texto acima).
    A sua tem? Poderia citá-las?

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  6. A história do suicídio é equivocada. Além disso, existem benefícios tão importantes quanto o dinheiro, como a influência que Piaf possuía.
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Theophanis_Lamboukas

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  7. Aqui tem o link para o site da irmã dele, em que ela escreve uma biografia resumida dele.

    Aparentemente, ele teve outras namoradas e morreu em um acidente de carro.

    http://www.christielaume.com/biography_theo.html

    "Although later Theo had several girl friends, he never remarried and never outgrew his loss of Edith."

    "Seven years after his marriage to Edith Piaf, Theo died in an automobile accident on August 28, 1970."

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  8. Meu filme de cabeceira...amo, amo, amo

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  9. Ele morreu antes de 10 anos após Piaf, e foi por acidente de carro mesmo; Não houve amor e sim ele foi um oportunista.

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  10. Realmente o Théo morreu de um acidente de carro. Não existiu suicídio e ele teve várias mulheres depois da morte de Edith, ele só não casou outra vez. Ele promoveu a carreira dele é de quebra a da irmã. Fonte na internet que relata isso não falta. Inclusive entrevistas na TV com a irmã de theo. Se você você senhor autor desse blog, tirava isso do ar.

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