Quem foi aquela mulher que chegou no lugar da Dilma Rousseff ontem no debate da Rede Globo? Se foi a própria, a verdadeira, que maconha ela cheirou ou que cocaína ela fumou pra se transformar tanto e passar aquela imagem de boazinha?
De maquiagem serena, trajando uma simpática bata em tom rosinha bebê, de vez em quando arriscava um meio-sorriso nos dois cantos da boca (forçadooo!), falando em, veja só, humildade! Quem não a conhece que a compre. Só gostaria que o embrulho fosse lacrado e o destino Cuba, diretamente para o Fidel.
É incrível a capacidade de uma pessoa em se transformar - por interesse, claro - num ser dócil e sereno. Se este lado existiu algum dia na Dilma, ele estava acorrentado há dezenas de anos, sufocado pelo perfil predominante: manipuladora, autoritária, impaciente, mandona e desbocada.
O debate ontem foi morno. A Globo não estava afim de polemizar nem constranger candidato algum e as perguntas pareciam terem sido retiradas da urna de uma escola de 1º grau e dirigidas para alunos na faixa etária de 10 anos. Só faltou perguntar quais são as obrigações básicas de um presidente da República ou os  temas políticos mais discutidos na atualidade. Xoxérrimo.
A Dilma foi lá ontem somente pra dar pinta de boa moça e mostrar aos assessores que aprendeu direitinho a lição de casa. Chegou a pronunciar humildemente a palavra humilde, umas três vezes. Aliás, quatro, se contarmos com a entrevista concedida ao jornalisata da Globo, no final do programa.
O José Serra, generalista como sempre, a cada réplica ou tréplica, repetia o que já havia dito no início. Apesar de, nas primeiras respostas, ter demonstrado segurança.
Marina Silva é preparada, percebe-se segurança e rapidez de raciocínio, mas, infelizmente, esse preparo é muito mais defensivo do que de ataque. Com a inteligência que tem, e se fosse mais ousada e determinada, poderia colocar Serra e Dilma no chinelo.
O Plínio, talvez movido pela calma de um candidato consciente da pouca chance de eleger-se (mas de olho gordo nas próximas eleições), tentou elevar o debate para o nível das pessoas interessadas: os maiores de 18 anos (ou de16, mas, para estes, o voto não é obrigatório). Provocou daqui, mexeu dali, mas ninguém entrou na dele. Mantiveram-se todos em cima do muro. Típico.
Candidatos como os que estavam ontem no debate, preferem a velha fórmula usada por todo político que se preze, aquela ensinada pelos assessores de imagem ou de marketing político. Um dos melhores dessa categoria foi Fernando Collor durante a campanha que o elegeu outrora presidente da República. Como ele aprendeu direitinho a transformar nada ou coisa nenhuma em algo digno de aplausos e clamores públicos. Deu no que deu.
E você? O que achou?
[confira a pesquisa dos presidenciáveis na coluna ao lado direito. Ela foi criada há apenas três dias e a Marina Silva, por enquanto, detém maioria absoluta. Se não respondeu, aproveite e registre o voto no seu candidato]
 

6 comentários:

  1. Eu achei o debate morno, mas acho que a causa principal é que este já era o milésimo do ano (contando o das outras emissoras e todos os outros promovidos por grupos, jornais, portais etc). Eles não tinham mais assunto...kkk

    A Dilma é tão "paz e amor" quanto o Lula. Só uma máscara mesmo, mas ainda acho que ele é mais autoritário do que ela, pra falar a verdade.

    Acho a Marina boa de discurso, mas ela não diz absolutamente nada! A forma é bonita, mas o discurso é vazio - e ontem ficou muito claro, pois ela não respondeu uma pergunta sem desviar do assunto para uma zona confortável que nata tinha de relacionado à questão. Decepção! Esperava mais da parte dela. Acho que ainda precisa de uns bons anos para se livrar de vez do petismo que ainda existe nela.

    Plínio. Uma piada de mau gosto. Um Tiririca da terceira idade. Fala contra os burgueses e é o candidato mais rico, contradição básica para ser esquerdista no Brasil...

    O Serra se perdeu legal na campanha. Sem dúvida é o único preparado entre eles, mas não soube se vender. Seu marketeiro deve ser petista... e ontem, no debate, não soube se impor, com medo de parecer agressivo.

    De qualquer forma, acho que o estrago já está feito, teremos uma ampla maioria petista/governista no Senado e na Câmara (investiram zilhões nas campanhas), além do aparelhamento da máquina pública. Se a oposição ganhar, não terá como governar. Se a situação ganhar, vai pode mudar o que quiser na constituição... hora de tirar o passaporte da gaveta. kkk

    ResponderExcluir
  2. Acho que a pesquisa feita aqui nesse blog ja pode dizer um pouco das reais intenções dos eleitores, mas como você bem citou,talvez faltou mais combate, oh que podera de fato acontecer se ficarem as duas mulheres no segundo turno.Seria interessante pagar pra ver.Bjs!

    ResponderExcluir
  3. Não assisti. Respeito que goste, mas eu, desde 1989, não vejo mais nenhum. Como também não vejo o horário eleitoral.
    Não acredito em marketing. Sei que é poderoso, que a imprensa é poderosa, mas eu não perco mais meu tempo.
    E, tanto o texto principal quanto o comentário acima confirmam que fiz bem em ficar lendo um livrinho ontem...

    ResponderExcluir
  4. P.S.: Complementando. Esse tipo de coisa não serve, na minha opinião, pra decidir o voto de ninguém. Nenhum de nós que aqui nos manifestamos, creio, tira nada dali, nenhuma informação ou impressão capaz de alterar o que sabemos, nossas convicções e decisão. No fundo, um debate (falso debate, eu diria) na tv apenas serve pra confirmar as impressões de cada um.
    Ninguém, em sã consciência, julga ou escolhe o voto pelo desempenho ali, como bem registrou o Dois.

    ResponderExcluir
  5. infalismente ,os candidatos que temos ,nenhum tem qualidade para ser presidente de um pais,dos piores ,o melhorzinho ,Marina na minha humilde opinião,eu já não gostava da Dilma quando ela chegou lá na globo com aquela cara de que já ganhei me deu nojo

    ResponderExcluir
  6. Pois é... Para um público raro, um debate idem. Plástico, encenado,... Coisa típica das histórias de faz-de-conta, com a diferença de que não tinha final feliz (Ah, e os sapos também não viraram príncipes ou as gatas borralheiras, princesas).

    Um programa para terminarmos bem a noite, depois da programação emburrecedora de sempre.

    Realmente o Horário Eleitoral não deveria ser "gratuito". Afinal, já que é pra fazer pose, não apresentar de forma coesa as ideologias e planos (E não cartas de intensões capengas, incompletas!!!); Já que não é suficiente para que qualquer mortal possa, de fato, se convencer de que entre os candidatos alguém valha seu voto, o que se tem é uma prova de que eu e outros milhões devemos ser tolos, mesmo.

    Tolos porque aceitamos essa mesmice, esse grande fingimento de parecer bom moço ou gente educada.

    ResponderExcluir

Para se cadastrar, preencha o formulário na coluna do lado direito do blog.
Seu comentário é bem vindo, desde que:
1. possua nome e link válidos;
2. não contenha cunho racista, discriminatório ou ofensivo a pessoa, grupo de pessoas ou instituições;
3. não contenha cunho de natureza comercial ou propaganda.
Grato pela compreensão.