Cansei de ser chamado de bicha, de maricas e outros nomes assim. Farei isso para mostrar o mal que o bullyng pode causar a alguém.

Após escrever uma mensagem mais ou menos assim e deixá-la à família, Brandon Bitner (fotos), 14 anos, saiu de casa nas primeiras horas do dia, em Mount Pleasant Mills - Pennsylvania (E.U.A.), caminhou cerca de 20 km até um cruzamento movimentado e se jogou na frente de uma carreta em alta velocidade que vinha em sentido contrário.

Poucas linhas resumiram a triste história deste adolescente que poderia ter dado a volta por cima e, um dia, quem sabe, escreveria um livro sobre superação. Esta é uma análise superficial do fato, admito. Obviamente não o conhecia para julgá-lo. Sequer, podemos afirmar que era homossexual, já que ele não informou isso. Por outro lado, a mídia esta aí para nos abastecer de notícias marcantes que ocorrem mundo afora e nos fazer refletir sobre elas.

Fato é que o bullying é um problema mundial e ocorre não somente contra os gays, mas também contra os gordos, nerds ou qualquer pessoa que demonstre algo diferente aos olhos de um covarde agressor que passa a ameaçar a vítima com violência física e/ou moral deixando-a com medo e ansiedade.

Campanhas americanas contra o bullying vêm sendo incentivadas por artistas como Rick Martin, Elton John, Daniel Radcliffe, Justin Beaber e, recentemente, Madonna (ontem, no programa  da Ellen Degeneres) e lançadas, desde outubro, pelo governo de Barack Obama nas escolas dos E.U.A. 

Porém, parece que a repercussão mundial gerada pelos meios de comunicação ainda supera na influência dos jovens adolescentes, haja vista o último caso. É estranho, mas Brandon se suicidou mesmo tendo participado, dias antes, de uma palestra antibullyng na sua escola.

Curiosidade: Leia abaixo parte da entrevista da Madonna ontem no Programa da Ellen Degeneres. Para ler na íntegra, visite o site "Estilo Madonna".

Ellen Degeneres: Você sofreu bullying quando criança? Sentiu-se diferente de outras pessoas quando você era mais jovem?
Madonna: Sim, isso é um eufemismo. Eu ainda me sinto diferente. Eu posso totalmente relacionar a idéia de se sentir isolados e alienados. Eu estava incrivelmente solitária como uma criança, como uma adolescente. Eu tenho que dizer que eu nunca senti que me encaixava na escola. Eu não era uma atleta. Eu não era uma intelectual. Não havia nenhum grupo que me fez senti parte. Eu me sentia como um estranho… Foi até que meu professor de ballet, que também era gay levou-me sob sua asa e me apresentou a uma comunidade de artistas e de outros indivíduos únicos que me disseram que era bom e certo ser diferente, e isso me trouxe para o meu primeiro disco gay e, ironicamente, me fez sentir que eu era parte do mundo e que estava tudo bem em ser diferente.

Fonte e imagem: "QUEERTY".

5 comentários:

  1. Até quando teremos q conviver com estas coisas né? Triste e vergonhoso isto ...

    bjux

    ;-)

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  2. Nossa, o que dizer sobre isso ? Talvez tenhasm que melhorar e a autoaceitação das pessoas, ja que a campanha nao ta sensibilizando essas raça homofobica e preconceituosa, que tenta denegrir a imagem dos diferentes.

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  3. É uma pena! O Bullying é a pior coisa que existe no mundo! BJOS

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  4. Sempre estudei em escola pública, da primeira série até hoje em dia no doutorado, mas eram outros tempos. Tentei dar aula em escolas públicas duas vezes, passei em primeiro lugar nos dois concursos públicos e desisti em menos de um mês, para salvar minha sanidade. Infelizmente, esta é uma geração perdida, sem limite algum. Não vou dizer que as escolas eram o inferno porque eu espero que o inferno seja um pouco melhor, afinal, vou passar a eternidade por lá... mas no caso do adolescente em questão, acho que é a soma de depressão e imaturidade mesmo, afinal ele era muito jovem. A frase´é bem típica de adolescente que quer chamar a atenção. maridão teve uma aluna que tentou porque brigou com o namorado... todos na escola com um pé atrás, maridão foi lá e deu um esporro nela, mostrando que além de corna, era incompetente, pois cortou o pulso do jeito errado...kkk

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  5. Claro, o caso específico não dá pra analisar. De qualquer forma, se trata de uma morte, e por motivo aparentemente evitável, e é disso que se trata.

    Triste, incompreensível, inaceitável que em pleno 2010 ainda aconteçam coisas desse tipo. E num país economicamente desenvolvido, onde se vive com democracia (será mesmo?) e liberdades individuais. Sim, não é uma Suécia, mas é um país desenvolvido!

    Lugar-comum lembrar, mas nem por isso menos importante, que um mesmo fato tem conseqüências distintas, conforme a personalidade de cada um, a percepção, a capacidade de reação. O resultado na vida dependerá das características individuais, íntimas, mas também das sociais em que vive a vítima.

    Quando a um espírito mais sensível, menos reativo, se soma um meio agressivo e inóspito, a coisa fica mesmo muito braba! O adulto que daí sairá não será, nunca, um ser pleno. Em relação ao que poderia ter sido.

    Acredito que todos nós, gays, em alguma ocasião, tenhamos sido vítimas dessa manifestação da crueldade humana a que chamam hoje em dia “bullying”. Certo, sobrevivemos, estamos aqui pra contar. Mas, a pergunta que me fica é: como poderia ter sido se não tivesse passado por isso?

    Parabenizo aqueles que, mais fortes, souberam superar de forma mais garbosa, se feriram menos. Conheço, entretanto, amigos que, sobreviventes, têm marcas fundas, indelevelmente tatuadas na alma.

    Esse é o nosso mundo! Triste (mas também belo) mundo!

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