A última postagem do mês de janeiro do NAVVEGUEI homenageia a tradicional e irreverente banda do carnaval carioca, a Banda de Ipanema, sobre a qual dispensa-se maiores apresentações. Nada mais apropriado já que estamos entrando no mês do carnaval.
Há 46 anos, esta banda vem conquistando cada vez mais cariocas e turistas de todas as idades e classes sociais pelas ruas de Ipanema. Jovens, velhos, héteros, gays, travestis, anônimos e famosos, enturmam-se às suas tribos e todos caem na folia.
O primeiro desfile ocorreu ontem, 30/01/2010, e este ano a Banda de Ipanema homenageia o arquiteto Oscar Niemeyer. Se você perdeu a a festa, veja abaixo o roteiro com os próximos eventos e o endereço da concentração.
Concentração: Praça General Osório (ali pelas redondezas da Rua Gomes Carneiro), em Ipanema, às 15 horas.
Próximos desfiles: dias 13 e 16 de fevereiro de 2010, sábado e terça-feira de carnaval, respectivamente.
Talvez fosse desnecessário avisar, mas as músicas tocadas durante o percurso são, na maioria, as tradicionais marchinhas de carnaval. Os que curtem sons com batidas mais explosivas e dançantes, como axés e afins, poderão decepcionar-se. Ou não! A azaração corre solta por lá!
Boa diversão.
Obs: as informações acima são meramente indicativas. Qualquer alteração em relação a dia, horários, local de concentração ou outros informes sobre a Banda de Ipanema será de responsabilidade dos seus organizadores e adminstradores.
Não, não é o mais novo resultado de alguma pesquisa científica, mas há quase um consenso no tocante à ligação maior dos gays com os seus animais de estimação. Conheci um médico veterinário que dizia isso.
Aprendemos tanto com os animais. Essa frase é tão falada, não é? Mesmo quem não tem um bichinho em casa - ou nem gostaria de ter - já viu alguma cena emocionante protagonizada por um `pet´ de dar lição de vida aos humanos.
E por falar em lição, quando eu era criança, aprendi na escola que a racionalidade é o diferencial entre nós, humanos, e os outros animais. Imediatamente veio aquela sensação de superioridade. Na minha ignorância e ingenuidade infantis, cheguei a suspirar aliviado imaginando os bichos como seres sem qualquer percepção, sentimento e incapazes de relacionarem-se mutuamente.
Posso está desatualizado, e, se for o caso, peço desculpas aos professores e mestres do assunto, mas essa aula ainda hoje é ensinada assim? Claro que a importância das espécies animais no meio ambiente, a fauna e a flora são assuntos lecionados nas escolas, mas não é este o ponto. Refiro-me ao respeito e ao cuidado com os bichos. Está provado pela ciência os benefícios que um animal de estimação pode proporcionar à saúde física e mental da família. Para dizer o mínimo..

Somos racionais e os demais irracionais. A frase pode está correta sob o ponto de vista científico, mas ela carece mais explicações, as quais somente aprenderemos com a vida - e alguns nem assim. A aproximação e a convivência pacífica são outros temas não considerados pelas escolas e as pessoas crescem com a concepção antiga de que os animais estão no mundo para a mera satisfação dos homens. Em pleno século XXI, vemos o resultado: as recorrentes matanças e ameaças de extinção.
Dizem que os gays tratam os seus `pets´ como filhos porque não podem tê-los. Criou-se o hábito de adotar pequenos e fofos animais de estimação quando a adoção de crianças ainda era algo impossível no universo LGBTs. Se for verdade, e creio ser mesmo, os gays mostraram-se, como sempre, pessoas com visão à frente, haja vista o destaque do segmento pet shops no mundo. No Brasil, este mercado só perde para os E.U.A.
Não poderia terminar sem dizer que amo os meus dois cachorros e esta matéria é uma homenagem a eles: Simba e Uri. Dois machos de raças diferentes (as mostradas nas fotos acima) que convivem bem e até dormem juntos.^^
Mona, que bafão !!
Depois que criei o Navve Guei, fiquei passada (ops) com os milhares de outros blogs dando pinta na pista. Tudo bem que fazer um blog não precisa de arô, mas vamos combinar que precisa de muito equê prá vencer a concorrência. E eu não tô falando de dar a elza não, biba. Acho uó essas babadeiras, no truque, copiarem as postagens alheias, sem dar os devidos créditos. Pelo amor de Dadá, isso é crime, sabia? Desaquenda porque isso é caso de aliban.
Mas, calma. Não precisa de ebó prá fazer um blog. Se você é filho de Dadá e tem um babado forte prá dizer entra na pista também, mona.
Muitos blogs são só prá fazer aqué mesmo. Estes são os de michês para a satisfação das mariconas de plantão que adoram aquendar os bofes. Outros tantos só têm fotos de ocós com necas de todo o tipo e prá todo o lado, desde o dumdum com a neca odara até o erê com o seu matim. Eu até gosto de, vez em quando, fumar o meu chanam e apreciar os bofes nestes blogs. Faleipronto. Mas cuidado, biba, se for acuendar, usa a camisinha porque a tia tá por aí. E prá não perder a piada, não vai encher a cara de otim e passar o cheque no ocó. Olha o ofofi!
A concorrência também tá grande para as amapoas. No entanto, para as de abatás grandes eu não achei muita coisa na blogosfera. As sapas devem tá de cara.
Mona, força na peruca e procura o seu lugar ao sol. Se joga!
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O texto acima é uma brincadeira do Navve Guei. Dois temas foram abordados: a concorrência na blogosfera e o dicionário LGBTs.
Este dialeto mescla as palavras mais usadas por duas subtribos da tribo dos coloridos: gays e travestis.
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Precisa de tradução? Confira abaixo.
Precisa de tradução? Confira abaixo.
Vou fazer o xuxu. Até mais! Beijos.
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Tradução (na ordem em que as palavras foram citadas no texto):
Mona: bicha; gay (começou nos anos 80, após o sucesso da música "Just We Two (Mona Lisa)" - Modern Talking (ouça no canal Navve Guei: clique aqui, entre em "Listas de Reprodução" e procure na seção "Música").
Bafão (ou Basfond): confusão.
Passada: bege; chocada.
Dar pinta: trejeitos femininos.
Pista: área; local.
Arô/Aqué: dinheiro.
Equê: truque; na sacanagem.
Elza: furto; roubo.
Biba: geralmente usado para gays afeminados.
Uó: o fim; desagradável.
Babadeira: mais usado para travestis que costumam furtar ou roubar.
No truque: na esperteza.
Dadá: Orixá. Pelo amor de Dadá = pelo amor de Deus.
Desacuenda: sai fora.
Aliban: policial; polícia.
Ebó: macumba.
Babado forte: um assunto estimulante; uma fofoca boa.
Michê: garoto/homem de programa
Maricona: homens que pagam para fazer programas.
Aquendar: fazer uma função (no caso, a expressão formal seria: "adoram transar com os rapazes")
Bofe: geralmente para designar rapazes ou homens heterossexuais.
Ocó: homem; rapaz.
Neca: pênis.
Dumdum: homem negro.
Odara: grande (pênis).
Erê: garoto novo.
Matim: pênis pequeno.
Chanam: cigarro.
Tia: HIV.
Otim: bebida alcoólica.
Passar cheque: sujar o pênis.
Ofofi: mau cheiro.
Amapoa: uma das variantes para designar a vagina; a mulher.
Abatá: sapato.
Sapa: lésbica.
Força na peruca: tenha força; mantenha a postura..
Se joga: vai na fé; acredite.
Xuxu: barba.
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Tradução (na ordem em que as palavras foram citadas no texto):
Mona: bicha; gay (começou nos anos 80, após o sucesso da música "Just We Two (Mona Lisa)" - Modern Talking (ouça no canal Navve Guei: clique aqui, entre em "Listas de Reprodução" e procure na seção "Música").
Bafão (ou Basfond): confusão.
Passada: bege; chocada.
Dar pinta: trejeitos femininos.
Pista: área; local.
Arô/Aqué: dinheiro.
Equê: truque; na sacanagem.
Elza: furto; roubo.
Biba: geralmente usado para gays afeminados.
Uó: o fim; desagradável.
Babadeira: mais usado para travestis que costumam furtar ou roubar.
No truque: na esperteza.
Dadá: Orixá. Pelo amor de Dadá = pelo amor de Deus.
Desacuenda: sai fora.
Aliban: policial; polícia.
Ebó: macumba.
Babado forte: um assunto estimulante; uma fofoca boa.
Michê: garoto/homem de programa
Maricona: homens que pagam para fazer programas.
Aquendar: fazer uma função (no caso, a expressão formal seria: "adoram transar com os rapazes")
Bofe: geralmente para designar rapazes ou homens heterossexuais.
Ocó: homem; rapaz.
Neca: pênis.
Dumdum: homem negro.
Odara: grande (pênis).
Erê: garoto novo.
Matim: pênis pequeno.
Chanam: cigarro.
Tia: HIV.
Otim: bebida alcoólica.
Passar cheque: sujar o pênis.
Ofofi: mau cheiro.
Amapoa: uma das variantes para designar a vagina; a mulher.
Abatá: sapato.
Sapa: lésbica.
Força na peruca: tenha força; mantenha a postura..
Se joga: vai na fé; acredite.
Xuxu: barba.
A vaidade estética nunca foi uma característica pessoal valorizada, muito menos assumida, no universo masculino. Acontece mesmo entre alguns gays por medo de revelar o seu lado feminino e, por isso, entregar involuntária e despreparadamente a chave do seu armário. É um misto de sentimentos velados, que só confundem e embassam a personalidade gay, com origem na velha cultura machista do nosso País. E pior ainda do que o machismo, são os destinos que ele pode proporcionar: preconceito e violência (sobre este tema, leia a postagem do Navveguei: "Não à Homofobia!").
Sabemos, ou deveríamos saber, que as pessoas assumidas e/ou defensoras da orientação homossexual dão corajosamente as suas caras à tapas e pagam um preço considerável por isso. Contudo, elas são as responsáveis pela diminuição do preconceito e por facilitarem o caminho para os demais exporem e assumirem essa posição no futuro com um ônus cada vez menor. Então, vamos respeitá-las sempre.
Liberte-se também. Cuide-se e apresente uma imagem mais bonita e mais sedutora !! Finalizaria esta postagem com algumas sugestões de moda e beleza masculinas, mas a pesquisa levou, por acaso, a uma interessante matéria do Baú Gay, de junho/2009 (em quatro partes): dicas para cabelo, maquiagem e moda que podem agradar desde os mais contidos até os mais descolados. Confira: http://baugay.blogspot.com/
Foto utilizada nesta postagem: "ph make up mirror", by Justydrink.
Tá cheio de blogs e sites, merecidamente, divulgando fotos dele. Também não resisti aos encantos do rapaz e resolvi homenageá-lo aqui no meu querido navveguei ( to amando mesmo).
Mas....Não é somente prá dizer que ele é um gato. Até porque, vamos combinar, essa palavra parece não alcançar a melhor definição para aquela escultura de homem.
Quem assiste ao BBB10 sabe do que eu estou falando. O rapaz está apostando cada vez mais fichas num tipo de jogo que seduz tanto os adversários como os espectadores do programa. A imagem de homem bonito, másculo, vigoroso e gentil, dos primeiros dias do programa, vem surpreendentemente agregando ainda mais qualidades e até um defeito irresistível: o de ser indisponível. Tais requisitos poderão torná-lo um dos (senão o) vencedores mais inesquecíveis do Big Brother Brasil.
Quem resistirá ao belo, afinal, caso todas essas qualidades se confirmem até o final da edição do BBB10? Se chegar lá, mostrará que, além e acima daqueles músculos perfeitos e gentis - ou ao lado, como queira - existe mesmo um homem doce, sagaz e, claro, milionário.
Você é do tipo de pessoa que para tudo prá dar um abraço apertado e um beijo na sua mãe, no seu pai, nos seus irmãos, no seu melhor amigo ou em todos?
Tô tão emotivo hoje ! Eu não sou assim, juro. Você entenderá um pouco o porquê após ler as linhas que já começou a discorrer.
Mesmo achando que a melhor forma de alcançar o bem-estar e o equilíbrio espiritual fosse demonstrando afeto às pessoas, na adolescência comecei a seguir o rumo contrário, fazendo a linha frio.
Ao perceber na juventude que as emoções mais afloradas manifestavam uma inclinação gay, afastando-me das pessoas, e, ainda, que poderiam atrapalhar o alcance dos meus objetivos pessoais, resolvi gradativamente escondê-las. Isso acabou tornando-se um exercício mental, diário e sem fim. Pensava que era melhor me mostrar frio e forte do que deixar as coisas como estavam. Eu não queria era aceitar a minha homossexualidade.
Calma, eu não torturarei o primeiro leitor do Blog com dramas pessoais, pois não voltará. Se tem algo da natureza humana que percebi, mas até hoje não entendi direito, é que as pessoas, de modo geral e à primeira vista, sentem mais complacência pelos rebeldes e oprimidos do que pelos compassivos, dos tipos que desabam no ombro do primeiro que aparecer. Fui do Ártico ao Antártico agora, sem escalas! Mas, entre um extremo e outro, o ser humano prefere mesmo estender a mão para o rebelde e repelir o condolente como uma mosca zoada.
Mas, de volta ao momento terapia, a gente sabe que a vida é uma bola de neve. O mundo está se tornando virtual demais e quase cem por cento capitalista. Atrás de nós, milhões de outras pessoas vêm num ritmo mais acelerado do que o nosso, atropelando e ultrapassando-nos. Os problemas naturalmente vêm, acumulam-se e assim mesmo vamos seguindo, correndo em busca de mais objetivos.
O que pode ocorrer, durante este processo, é não darmos conta que precisamos regar diariamente duas plantas: a da família e a dos amigos. Parece clichê, mas é bom um texto surpreeender e alertar-nos dessa necessidade para mantermos o eixo pessoal. Um simples, mas sincero e apertado abraço amigo ou de alguém da família, pode ser o único auxílio do qual você extrairá força e coragem para seguir em frente. E não vale aquele abraço mandado por e-mail. ^^
Percebi, com a experiência de vida e com a terapia, que malhei demais a razão e atrofiei a emoção naquele exercício diário mencionado antes. Não que eu tenha me tornado um iceberg. Longe disso. Assim fosse, nem estaria aqui escrevendo este texto. Porém, amigo leitor, para poupar-lhe dinheiro com terapias e desgastes (senti) mentais, finalizo esta postagem com a mesma pergunta com a qual iniciei: você é do tipo de pessoa que para tudo prá dar um abraço apertado e um beijo na sua mãe, no seu pai, nos seus irmãos, no seu melhor amigo ou em todos?
Se tem um assunto que desperta a curiosidade de héteros e de gays, é a orientação homossexual das celebridades. Acho uó porque se o cara tá fazendo sucesso na mídia é consequência do seu brilho, do seu talento ou de algum trabalho legal. Ele não estaria ali só por ser gay, negro, branco ou amarelo.
Entre os héteros, os comentários dão uma conotação de desmerecimento. Voce viu o fulano de tal? O cara tá no maior sucesso. Mas eu já li que é gay! ^^
Esse "MAS" é típico. Vem sempre seguido de uma observação que, sob a ótica do emissor da mensagem, irá aviltar a imagem da pessoa. Seria ótimo se a informação terminasse sem este comentário desnecessário.
Entre os gays, o foco é outro. Se o cara é assumido, ótimo. A biba é poderosa. Caso contrário, se a homossexualidade for especulada, mas nao declarada, a celebridade poderá ser antipatizada por todos (héteros e gays).
Mas, não estou eu aqui falando novidade sobre a natureza humana. É assim desde que o mundo é mundo e assim será. Então, deixemos de lado as enrustidas e passemos para algumas estrelas que tiveram ou não problemas ao assumir, em algum momento, a sua homossexualidade.
A lista abaixo não é extensa, mas reúne celebridades ou personalidades de épocas e estilos diferentes. Seria interessante algum leitor comentar sobre outros gays assumidos e de grande notoriedade. Vamos lá.
1. George Michael - Depois de ter sido perseguido pela mídia entre as décadas de 1980/1990, por causa dos rumores sobre a sua sexualidade, o cantor assumiu públicamente alguns affairs, inclusive com um brasileiro. As últimas notícias mostram que o popstar está com problemas físicos e mentais, em consequência do uso de drogas.
2. Jodie Foster - Eu nunca li uma declaração da atriz americana, da qual tenha assumido a sua homossexualidade, mas li algo sobre o agradecimento público à sua ex-companheira, Cydney Bernard, ao receber um prêmio pelo seu trabalho no ano passado. Os sites e revistas recentemente têm mostrado fotos com a atual companheira.
3. Rodolfo Valentino - Lembram-se dele? Um dos primeiros símbolos sexuais do cinema norte-americano, o ator tornou-se famoso com o seu maior sucesso, o filme "O Sheik", de 1921. O bonitão revelou suas experiências homossexuais em seu diário íntimo. Morreu no auge dos seus 31 anos de idade.
4. Rock Hudson - Outro símbolo sexual do cinema norte-americano. Com 40 superproduções no seu currículo, entre as décadas de 1940/1960, o ator confessou de só uma vez ser homossexual e portador do vírus HIV em 1985, ano de sua morte.
5. Lota de Macedo Soares (à esquerda) e Elizabeth Bishop- Não foram exatamente celebridades, mas grandes personalidades. Achei legal trazê-las para este rol devido à grande coragem de ambas. Elizabeth Bishop, poetisa norte-americana muito tímida, viveu, entre as décadas de 1950 e 1960, uma relação homossexual ardente e totalmente assumida com a paisagista brasileira, Lora de Macedo Soares, criadora do Parque do Flamengo, no Rio de Janeiro.
6. Oscar Wilde - Dramaturgo, escritor e poeta irlandês. Da mesma forma, trata-se de uma personalidade, mas que bem poderia ser o que hoje chamamos de celebridade, não fosse ele de uma época tão difícil e complicada para quem vivesse uma relação homoerótica. Nascido em 1854, teve uma carreira literária brilhante e despontou com o seu maior sucesso, o clássico e universal "O Retrato de Dorian Gray", mesma ocasião em que casou-se com Constance Lloyd, uma mulher linda, com a qual teve dois filhos. Foi acusado e preso, por dois anos, sob a acusação de conduta homossexual por ter vivido um romance com um homem jovem. Morreu em 1900, falido e em consequência de doenças causadas pelas péssimas condições da cadeia. Inimaginável, não?
7. Ellen DeGeneres - Taí o que podemos chamar de uma celebridade gay. A comediante, apresentadora e atriz norte-americana nunca teve problemas com sua sexualidade e viveu romances assumidos com outras celebridades. Atualmente namora a atriz Portia de Rossi.
9. T.R Knight - Não conheço muito sobre o ator americano, a não ser pelo seu trabalho no seriado "Grey's Anatomy", o qual abandanou em 2009. Mas, confesso surpresa pela iniciativa em assumir publicamente a sua homossexualidade em 2008. Na foto acima, passeia de mãos dadas com o seu ex-namorado, Mark Cornelsen.
10. Rob Halford - Outra surpresa. Vocalista da banda heavy metal "Judas Priest", confessou a sua homossexualidade na década de 1990.
É claro que a homofobia no Brasil é um tabu ainda longe de ser desfeito, mas vamos combinar que, comparado à situação dos homossexuais que vivem em outros países, os quais ainda adotam posturas inadequadas ou mantêm as suas normas, a respeito da homossexualidade, desatualizadas e em desajuste com a realidade social do resto do mundo, o Brasil demonstra mais bom senso e evolução na questão do respeito à liberdade de ir e vir.Na África, por exemplo, quase todo o continente pode ser considerado homofóbico. Com exceção da África do Sul, nenhum outro país permite a união entre homossexuais (no Brasil ainda não foi sancionada a lei que permitirá) e 24 países africanos criminalizam a homossexualidade. Há cerca de dois anos, o mundo acompanhou estarrecido a perseguição declarada aos homossexuais pelos governos de Zimbábue e de Gâmbia.
Por outro lado, em números de assassinatos contra homossexuais, há pesquisas que apontam o Brasil como o País mais homofóbico do mundo, seguido do México e dos E.U.A.
Não seria outro o problema do Brasil? Ou seja, o da falta de leis e de penas mais severas com relação aos crimes hediondos contra a vida de maneira geral? Salvo engano, o Brasil é um dos países com mais registros de assassinatos de pessoas no mundo, e não somente de homossexuais! Se segregarmos por classes o total de homicídios ocorridos no Brasil em um ano, por exemplo, encontraríamos talvez um dos maiores números de vítimas entre mulheres, jovens, brancos, negros, homens e, claro, homossexuais. Enfim, o foco pode ser outro e o problema poderia ser minorado com a criação de leis rígidas e a alteração/atualização das penas previstas pelo Código Penal brasileiro que há muito tempo se promete.
Guardadas as devidas proporções e conscientes de que o Brasil é, sim, um País homofóbico, nós, aqui, frequentamos boates, festas, bares, restaurantes, eventos, praias e até cidades tidas como paraísos dos gays, sem que o governo intervenha e proíba o funcionamento simplesmente por serem locais frequentados por homossexuais, diferentemente do que ocorre em outros países - alguns atualmente considerados pesos pesados da economia mundial, como a China (que alcançou a segunda posição na economia do mundo, ao lado dos E.U.A.).
Foi estarrecido que li hoje a matéria, no jornal O Globo, sobre a proibição de um mero concurso de beleza gay pelo governo chinês. A alegação (hipócrita) de falta de licença para a realização do evento só demonstrou um enfoque exclusivamente econômico na mega evolução deste País, ainda que os jornais e revistas divulguem um progresso mais ambrangente, alcançando os planos social e cultural.
Os preconceitos persistem no mundo inteiro. O importante é fazermos a nossa parte e combatê-los sempre, seja denunciando os abusos, seja ao interagirmos com as ferramentas que favorecem à criação e/ou mudanças de leis retrógradas.
Foto desta postagem: "I´m looking for my float", de Birchstick.
Ainda ontem, eu pensava em fazer uma pesquisa e blogar sobre celebridades gays (farei isso nas próximas postagens), mas, agora há pouco, estava eu assistindo ao Big Brother Brasil 10, pelo PPV, e fui pego de surpresa com uma conversa entre Ana Angélica e Dicesar - dois dos três participantes gays da casa - apelidados de "coloridos" pelo programa, logo após abandonarem a feverção da segunda festa da casa.
A nova edição do BBB, no ar desde a última terça-feira, inovou ao trazer para o confinamento três homossexuais. Se antes nem todos eles escancaravam a sua orientação sexual, agora, movidos talvez pela empolgação do programa, assumiram de vez sem deixar qualquer dúvida.
A meu ver, a novidade proporcionará mais equilíbrio para os participantes gays e mais cautela no convívio com a diversidade por parte dos demais, diferentemente de (algumas) edições anteriores, nas quais havia apenas um homossexual assumido, dentre a maioria esmagadora de pretensos heterossexuais. Alguns muito preconceituosos.
A sister levantou algumas questões interessantes, as quais ficaram literalmente no ar por serem subjetivas demais para aquele momento, mas serviram de inspiração para esta postagem. Uma pergunta foi como a homossexualidade é vista lá fora, independentemente do Big Brother?
Também foi defendida por ela a "criminalização da homofobia". Com relação ao tema, é bom lembrar o PLC (Projeto de Lei Complementar) nº 122/2006, o qual foi objeto de uma enquete lançada durante todo o mês de novembro de 2009, na página da Agência Senado. A enquete perguntava se você é a favor da aprovação do projeto de lei que pune a discriminação contra homossexuais. O resultado, até onde acompanhei (20/11/2009), estava com aproximadamente 52% de aceitação.
Esta nova edição do BBB promete levantar questões bacanas sobre a homossexualidade - para o nosso deleite e o da mídia de toda espécie - e contribuir para a diminuição do preconceito de pessoas que não tiveram a oportunidade - ou nunca deram-se a chance - de conviver com homossexuais. Isto, claro, se o interesse dos brothers coloridos não limitar-se a dar pinta. Se depender da Ana Angélica, parece que não.
As vezes fico pasmo com algumas discussões sobre a homossexualidade. Ainda nos dias de hoje, nos deparamos com alguns psiquiatras ou psicológos que trazem à tona algo tão ultrapassado como considerar a homossexualidade uma doença. Qual o intuíto? Seria o de criar um nicho no mercado para aumentar suas receitas?
Só para dar um exemplo, há alguns meses, eu li uma entrevista nas páginas amarelas da revista VEJA, na qual uma psicóloga via os homossexuais como doentes porque são "pessoas que foram abusadas na infância e na adolescência e sentiram prazer nisso". E mais. Que tratara e curara centenas de "ex-gays".
Pelo simplismo da explicação da psicóloga, um indivíduo que for abusado sexualmente na sua infância ou adolescência por um adulto do sexo oposto e sentir prazer nisso, e praticar o sexo "aprendido" ao tornar-se adulto, será considerado um sujeito super normal. Um(a) tarado(a) talvez, mas nunca um doente!!
O bom disso tudo é o tratamento que recentemente o Conselho Nacional da Ordem dos Médicos deu ao tema. Dentre algumas declarações que li numa matéria extraída do site TSF Rádio Notícias, vale a pena transcrever algumas frases que nós deveremos decorar e tê-las sempre na ponta da língua para encerrar o assunto toda vez que alguém cogitar. Confira.
1. "não existe qualquer tratamento para a homossexualidade".
2. "a homossexualidade não é uma doença, mas uma variante do comportamento sexual".
3. "falar de cura para a uma homossexalidade seria o mesmo que falar de tratamento para uma heterossexualidade".
4. "não existe prova científica que suporte uma intervenção para mudar uma orientação sexual".
Legal, não é? E que fique claro, são afirmações emitidas pela ordem dos médicos, mencionada mais acima, e apoiadas por um parecer técnico do Colégio de Psiquiatria.
Quer entender mais sobre psiquiatria? Uma boa dica é o periódico eletrônico "Psychiatry on line Brasil". Clique ao lado e confira: http://polbr.med.br/index.php
Matéria escrita por Junnior para o Blog: http://navveguei.blogspot.com/.
Fonte: STF Rádio Notícias.
Só para dar um exemplo, há alguns meses, eu li uma entrevista nas páginas amarelas da revista VEJA, na qual uma psicóloga via os homossexuais como doentes porque são "pessoas que foram abusadas na infância e na adolescência e sentiram prazer nisso". E mais. Que tratara e curara centenas de "ex-gays".
Pelo simplismo da explicação da psicóloga, um indivíduo que for abusado sexualmente na sua infância ou adolescência por um adulto do sexo oposto e sentir prazer nisso, e praticar o sexo "aprendido" ao tornar-se adulto, será considerado um sujeito super normal. Um(a) tarado(a) talvez, mas nunca um doente!!
O bom disso tudo é o tratamento que recentemente o Conselho Nacional da Ordem dos Médicos deu ao tema. Dentre algumas declarações que li numa matéria extraída do site TSF Rádio Notícias, vale a pena transcrever algumas frases que nós deveremos decorar e tê-las sempre na ponta da língua para encerrar o assunto toda vez que alguém cogitar. Confira.
1. "não existe qualquer tratamento para a homossexualidade".
2. "a homossexualidade não é uma doença, mas uma variante do comportamento sexual".
3. "falar de cura para a uma homossexalidade seria o mesmo que falar de tratamento para uma heterossexualidade".
4. "não existe prova científica que suporte uma intervenção para mudar uma orientação sexual".
Legal, não é? E que fique claro, são afirmações emitidas pela ordem dos médicos, mencionada mais acima, e apoiadas por um parecer técnico do Colégio de Psiquiatria.
Quer entender mais sobre psiquiatria? Uma boa dica é o periódico eletrônico "Psychiatry on line Brasil". Clique ao lado e confira: http://polbr.med.br/index.php
Matéria escrita por Junnior para o Blog: http://navveguei.blogspot.com/.
Fonte: STF Rádio Notícias.
A lista, de 2007, é ótima pelos enredos variados e foi trazida de uma página solta da internet. Grande parte dos filmes eu já vi e posso garantir diversão, outros eu não conhecia e por isso achei a lista útil. Consulte sempre que quiser ver um bom filme com a temática gay, com começo meio e fim.
Vale a pena dar outra dica legal para quem curte filmes de todos os gêneros. Confira o site da Cine Web (http://www.cineweb.com.br/)
Sempre mostra os últimos lançamentos em cartaz nos cinemas do Brasil e do mundo e também em DVD. Divirta-se.
Abaixo, o texto original.
Esta lista mostra 48 filmes com temática GLBT, em ordem de ano de lançamento. Todos os filmes aqui relacionados são reconhecidos com prêmios importantes, contam com atores e diretores renomados e tratam abertamente de temas relacionados à homossexualidade e à transexualidade.
1. Gata em Teto de Zinco Quente (Cat on a Hot Thin Roof, 1958)
Elizabeth Taylor ganhou o Laurel Award de melhor atriz por este filme indicado a seis Oscars, incluindo melhor ator, melhor atriz e melhor filme. Dirigido por Richard Brooks e adaptado da peça do consagrado dramaturgo gay Tenesse Williams, o filme traz Paul Newman no papel de um homem que é casado com uma bela mulher mas que é apaixonado por seu melhor amigo. Assista ao trailer aqui (inglês).
2. Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hot, 1959)
Mais uma obra prima do diretor austríaco Billy Wilder. Vencedor do Oscar de melhor figurino, o filme traz Jack Lemon e Tony Curtis vestidos de mulher e contracenando com Marilyn Monroe, eterno ícone gay. Some Like It Hot foi indicado a seis Oscars e recebeu três prêmios Golden Globe, inclusive o de melhor atriz para Marilyn. Assita ao trailer aqui (legendado).
3. Perdidos na Noite (Midnight Cowboy, 1969)
Jon Voigt ganhou o Golden Globe interpretando um rapaz do interior que se prostitui enquanto tenta a vida na cidade grande. Indicado a sete Oscars e sete Golden Globes, Midnight Cowboy foi o primeiro filme proibido para maiores de 18 anos a receber o Oscar de melhor filme, também ganhando nas categorias de melhor direção e melhor roteiro. Assita ao trailer aqui (inglês).
4. Morte em Veneza (Morte a Venezia, 1971)
O lendário cineasta Luchino Visconti recebeu o prêmio especial da 25ª edição do Festival de Cannes por este filme que mostra com muita sensibilidade o amor de um homem maduro por um jovem rapaz durante uma temporada de verão. O filme foi indicado ao Oscar de melhor figurino e ganhou seis prêmios da Associação Italiana de Jornalistas de Cinema. Assista a uma cena aqui.
5. Um dia de Cão (Dog Day Afternoon, 1975)
Filme de Sidney Lumet com seis indicações ao Oscar. Conta a história de um homem que assalta um banco na esperança de conseguir dinheiro para pagar a cirurgia de mudança de sexo do seu companheiro. Al Pacino tem o papel principal neste filme que recebeu o Oscar de melhor roteiro e que teve sete indicações para o Golden Globe. Assista ao trailer aqui (legendado).
6. Minha Adorável Lavanderia (My Beautiful Laundrette, 1985)
Filme de Stephen Frears que mostra a comunidade de imigrantes indianos na Europa punk dos anos 80. Daniel Day-Lewis recebeu o New York Film Critics Circle Award de melhor ator coadjuvante e Hanif Kureishi o de melhor roteiro, categoria na qual também foi indicado ao Oscar. Assista ao trailer aqui.
7. A Cor Púrpura (The Color Purple, 1985)
Baseado no romance espírita psicografado por Alice Walker e dirigido por Steven Spielberg, A Cor Púrpura foi indicado a onze Oscars e cinco Golden Globes, rendendo o prêmio de melhor atriz dramática para Whoopi Goldberg. Nesta obra repleta de dramas e injustiças familiares, destaca-se a ternura da paixão e da amizade de Celie por Shug Avery, a amante do seu marido. Assista ao trailer (legendado) aqui.
8. A Lei do Desejo (La Ley Del Deseo, 1987)
Nesta elaborada trama de Pedro Almodóvar, Antonio Banderas interpreta um violento psicopata que se apaixona por um escritor. A produção recebeu o prêmio de melhor filme do ano no Festival Internacional de Berlim. Assista ao trecho aqui.
9. Maurice (Idem, 1987)
Hugh Grant e James Wilby receberam juntos o prêmio de melhor ator no Festival de Veneza por suas atuações neste filme de James Ivory que foi indicado ao Oscar de melhor figurino. No século XIX, dois colegas de faculdade se apaixonam e têm seus destinos afetados pelos preconceitos da sociedade. Assista ao trailer aqui.
10. Garotos de Programa (My Own Private Idaho, 1991)
Obra sensível escrita e dirigida por Gus Van Sant e que lhe rendeu o prêmio de melhor diretor do ano no Festival Internacional de Toronto. O filme tem Keanu Reeves no papel principal e mostra a realidade brutal da vida de garotos envolvidos com drogas e prostituição. Recebeu três Independent Spirit Awards: melhor música, melhor roteiro e melhor ator para River Phoenix. Assista ao trailer (inglês) aqui.
11. Um Amor Diferente (Salmonberries, 1991)
O alemão Percy Adlon recebeu o Bavarian Film Award e o prêmio do Festival Mundial de Montreal de melhor direção por este filme que narra a história de amor entre uma esquimó e uma bibliotecária. O filme é estrelado pela cultuada cantora k.d. lang. Assista ao trecho aqui.
12. Tomates Verdes Fritos (Fried Green Tomatoes, 1991)
Grande sucesso comercial do ano, o filme tem um roteiro original que trata de relações familiares e de canibalismo com a mesma naturalidade. No subtexto, a sensível relação homossexual entre as duas protagonistas. Indicado a dois Oscar e três Golden Globe, recebeu o GLAAD Media Award de melhor filme. Assista cenas aqui.
13. Traídos Pelo Desejo (The Crying Game, 1992)
Guerra civil, coincidências e mortes neste incrível filme com reviravoltas surpreendentes. Escrito e dirigido por Neil Jordan, foi indicado a seis Oscars e ganhou na categoria de melhor roteiro do ano. Assista a cena aqui.
14. Filadélfia (Philadelphia, 1993)
Com impecável direção de Jonathan Demme, este filme garantiu o primeiro Oscar de melhor ator para Tom Hanks, que interpreta um advogado soropositivo. Destaque para atuação de Antonio Banderas nesta produção que também rendeu o Golden Globe de melhor música para Bruce Springsten. Assista ao trailer (inglês) aqui.
15. Amor e Restos Humanos (Love and Human Remains, 1993)
Ganhador do Genie Award de melhor roteiro adaptado, este belo filme canadense mostra uma trama de amor, assassinatos e desencontros envolvendo uma professora e um ator que fez sucesso quando criança. Trailer (inglês) aqui.
16. O Banquete de Casamento (Hsi Yen, 1993).
Ang Lee ganhou os prêmios do Festival Internacional de Berlim e do New York International Independent Film Festival como melhor diretor por esta produção. Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, O Banquete de Casamento mostra o relacionamento de um jovem oriental, que vive com seu namorado nos Estados Unidos, com seus pais conservadores que chegam para visitá-lo. Muita emoção e sensibilidade nesta produção vencedora do GLAAD Media Award de melhor filme do ano. Trailer (inglês) aqui.
17. Priscilla, a Rainha do Deserto (The Adventures of Priscilla, Queen of the Desert, 1994)
Um dos maiores sucessos do cinema australiano de todos os tempos. Um transexual e dois amigos gays cruzam o deserto da Austrália a bordo de um velho ônibus. Cenas antológicas e trilha sonora impecável no filme que ganhou o Oscar e o Australian Film Institute Award de melhor figurino e o GLAAD Media Award de melhor filme do ano. Assitao ao trailer (inglês) aqui.
18. O Padre (The Priest, 1994)
Filme que mostra com sensibilidade a hipocrisia da igreja católica em relação ao sexo. Vencedor do prêmio de melhor filme do ano no Festival Internacional de Berlim e no Festival Internacional de Edimburgo.
19. Entrevista com o Vampiro (Interview with the Vampire – The Vampire Chronicles, 1994)
Galãs como Christian Slater, Tom Cruise, Brad Pitt e Antonio Banderas interpretam papéis com forte subtexto homossexual nesta produção caprichada do diretor Neil Jordan. Com roteiro escrito pela própria Anne Rice (criadora do vampiro Lestat e autora dos romances vampirescos mais cultuados das últimas décadas), este filme recebeu duas indicações ao Oscar, duas ao Golden Globe e oito ao MTV Movie Awards. Entrevista com o Vampiro foi eleito o melhor filme do ano pelo International Horror Guild e ganhou o prêmios de melhor fotografia do British Society of Cinematographers. Trailer (legendado) aqui.
20. Somente Elas (Boys On The Side, 1995)
Bela trilha sonora em um sensível filme sobre o relacionamento de um grupo de amigas. Trazendo no elenco nomes como Whoopi Goldberg e Drew Barrimore, foi o ganhador do GLAAD Media Award de melhor filme do ano. Assista um trecho (sem fala) aqui.
21. O Beco dos Milagres (El Callejón de los Milagros, 1995)
Ganhador da menção especial do Festival de Berlim, este belo filme mexicano com roteiro cativante estrelado por Salma Hayek recebeu 48 prêmios internacionais. Assista ao trailer (legendado em inglês) aqui.
22. Delicada Atração (Beautiful Thing, 1996)
Belíssimo filme inglês sobre a descoberta do amor entre dois adolescentes moradores de um bairro de classe operária. Através de personagens fortes e carismáticos, trata com muita ternura as relações familiares e o companheirismo. Hettie McDonald recebeu o prêmio de melhor direção no Festival Internacional de Paris e no Festival Internacional de São Paulo. Com cenas inesquecíveis, Delicada Atração também ganhou o GLAAD Media Award de melhor filme do ano. Trailer (inglês) aqui.
23. Será Que Ele É? (In & Out, 1997)
Ganhadora do GLAAD Media Award de melhor filme do ano, esta ótima comédia é inspirada no discurso dado por Tom Hanks quando recebeu o Oscar de melhor ator pelo filme Filadélfia, no qual ele agradeceu a um professor gay. Interpretações impagáveis de Kevin Kline e Joan Cussac, que foi inclusive indicada ao Oscar e ao Golden Globe de melhor atriz. Trailer (inglês) aqui.
24. For All – O Trampolim da Vitória (idem, 1998)
Ganhador de seis Kikitos no Festival de Gramado e três prêmios do Miami Brazilian Film Festival, este filme mostra o dia-a-dia de uma base militar americana instalada no interior do Brasil durante a segunda guerra mundial. Assista um trecho aqui.
25. Garotas Selvagens (Wild Things, 1998)
A famosa cena do beijo triplo entre Matt Dillon, Neve Campbell e Denise Richards é apenas uma das atrações deste inteligente filme de suspense repleto de reviravoltas e ambigüidades sexuais. Bill Murray ganhou o prêmio de melhor ator coadjuvante da Associação de Críticos de Los Angeles. Assista ao trailer (inglês) aqui.
26. Minha Vida em Cor-de-Rosa (Ma Vie en Rose, 1998)
Sensível filme belga com um roteiro criativo que mostra com muita ternura a infância e adolescência de um transexual apaixonado por seu vizinho. Recebeu o Golden Globe de melhor filme estrangeiro e o GLAAD Media Award de melhor filme do ano. Assista cenas (musicadas) aqui.
27. O Oposto do Sexo (The Opposite Of Sex, 1998)
Christina Ricci foi indicada ao Golden Globe e recebeu o Golden Satellite Award de melhor atriz interpretando uma moça sem escrúpulos que tenta a todo custo fazer um rapaz gay apaixonar-se por ela. Com uma trama de repleta de surpresas, este marco do cinema independente tem um elenco estrelar do qual também fazem parte Lisa Kudrow e Lyle Lovett. Assista ao trailer (inglês) aqui.
28. O Beijo Hollywoodiano de Billy (Billy's Hollywood Screen Kiss, 1998)
O premiado Sean Hayes é o protagonista desta trama que se revela surpreendentemente realista. O filme ganhou o prêmios de melhor elenco do Casting Society of America e de melhor filme do ano do International Gay & Lesbian Film Festival. Assista ao trailer (inglês) aqui.
29. Corações Apaixonados (Playing By Heart / Dancing About Architecture, 1998).
Angelina Jolie foi escolhida a melhor atriz do ano pelo National Board of Review neste belíssimo filme em que vários personagens descobrem o que é o verdadeiro amor. Dirigido por Willard Caroll, Corações Apaixonados traz atuações primorosas de um elenco de astros consagrados como Gillian Anderson, Sean Connery, Ellen Burstyn, Dennis Quaid e Madeleine Stowe. Assista ao trailer (inglês) aqui.
30. Vamos Nessa (Go, 1999)
Timothy Olyphant ganhou o Youth Hollywood Award de melhor vilão neste filme conhecido como a versão gay de Pulp Fiction. Destaque para as ótimas interpretações dos ídolos adolescentes Katie Holmes e Scott Wolf.
31. Tudo Sobre Minha Mãe (Todo Sobre Mi Madre, 1999)
Esta superprodução de Pedro Almodóvar recebeu o Oscar e o Golden Globe de melhor filme estrangeiro, além do prêmio de melhor direção no Festival de Cannes. Prostituição, incesto, lesbianismo, religião e transexualidade são os temas desta trama que narra o encontro de uma mulher consigo mesma após um trágico acidente.
32. Segundas Intenções (Cruel Intentions, 1999)
Mais uma versão para o cinema do clássico da literatura As Ligações Perigosas. Sarah Michelle Gellar ganhou o MTV Movie Award de melhor atriz em um papel muito diferente de Buffy, a caçadora de vampiros que a lançou ao sucesso. A cena do beijo entre Sarah e Selma Blair ganhou o MTV Movie Award de melhor beijo do ano.
33. O Talentoso Ripley (The Talented Mr. Ripley, 1999)
Anthony Minghella recebeu o prêmio de melhor direção do National Board Review por este filme com belas locações na Europa. Matt Damon interpreta um rapaz inseguro que se envolve em uma teia de mentiras e crimes para encobrir sua paixão por um jovem americano rico que vive na Itália. Indicado também a cinco Oscars e cinco Golden Globes.
34. Meninos Não Choram (Boys Don't Cry, 1999)
Uma jovem garota que se apresenta como rapaz tenta recomeçar sua vida em uma cidade do interior dos Estados Unidos. Baseado em uma história real, este dramático filme deu a Hillary Swank o Oscar e o Golden Globe de melhor atriz.
35. Truques da Paquera (Trick, 1999)
Um jovem pianista em começo de carreira se apaixona por um belo rapaz que conhece no metrô. Filme sensível com belas cenas protagonizadas pelo simpático Christian Campbell, irmão de Neve Campbell. O diretor Jim Fall ganhou o prêmio do Festival Internacional de Berlim.
36. Segredos e Confissões (Common Ground, 2000)
Três contos distintos sobre homossexualidade, amor e amizade. Jason Pristley, o Brandon Walsh de Beverly Hills 90210, interpreta um militar gay neste filme feito para a TV e que ganhou o prêmio da GLAAD.
37. Garotos Incríveis (Wonder Boys, 2000)
Curtis Hanson dirige um roteiro muito criativo neste filme com um elenco estrelar que traz nomes como Michael Douglas, Tobey Maguire, Frances McDormand e Robert Downey Jr. Indicado a três Oscars e quatro Golden Globes, garantiu os prêmios de melhor canção para Bob Dylan.
38. Antes do Anoitecer (Before Night Falls, 2000)
Javier Barden foi indicado ao Oscar e ao Golden Globe de melhor ator e ganhou o prêmio do Festival de Veneza pela sua interpretação do escritor cubano Reinaldo Arenas nesta ousada biografia.
39. O Clube Dos Corações Partidos (The Broken Hearts Club – A Romantic Comedy, 2000)
Ganhador do GLAAD Media Award de melhor filme do ano, esta produção traz um ótimo elenco liderado por John Mahoney, que interpreta o técnico de um time de baseball formado por um grupo de amigos gays.
40. Coisas Que Você Pode Dizer Só De Olhar Para Ela (Things You Can Tell Just By Looking At Her, 2000).
O diretor Rodrigo Gacía recebeu o prêmio do Festival de Cannes por este filme romântico e inteligente onde a trajetória de três mulheres acaba se cruzando em uma mesma cidade. No elenco, Glenn Close e Calista Flockhart em interpretações memoráveis.
41. Desejo Proibido (If These Walls Could Talk 2, 2000)
A HBO produziu para a televisão o projeto If These Walls Could Talk, no qual três histórias distintas sobre o mesmo tema são apresentadas no mesmo cenário em épocas diferentes. O primeiro filme tratou de aborto e contou com atrizes como Demi Moore, Sissy Spacek e Cher. O segundo, que foi lançado em vídeo no Brasil com o nome de Desejo Proibido, trata da relação amorosa entre mulheres. O filme, que conta também com Sharon Stone, Ellen Degeneres e Michelle Williams, deu três prêmios de melhor atriz à veterana Vanessa Redgrave: Emmy, Golden Globe e Screen Actors Guild Award.
42. Billy Elliot (Idem, 2001)
Belíssima produção britânica indicada a três Oscars e dois Golden Globe. O filme tem uma mensagem de luta e otimismo e ganhou o GLAAD Media Award de melhor produção do ano.
43. Hedwig - Rock, Amor e Traição (Hedwig and The Angry Inch, 2001)
Musical criativo e bem dirigido sobre um transexual que é usado pelo seu namorado adolescente para tornar-se uma estrela do rock. Escolhido como melhor filme no Festival Internacional de Berlim, ganhou também o GLAAD Media Award de melhor filme do ano.
44. E Sua Mãe Também (Y Tu Mamá Tambien, 2001)
Além dos prêmios de melhor roteiro e melhor ator do Festival de Veneza, Y Tu Mamá Tambien tem um roteiro surpreendente dirigido por Alfonso Cuarón. Foi indicado ao Oscar de melhor roteiro original e ao Golden Globe de melhor filme estrangeiro, categoria na qual venceu nos festivais de Seatle, San Francisco, New York, Los Angeles, Florida, Las Vegas, Dallas, Chigago e Boston.
45. Cidade Dos Sonhos (Mulholland Drive, 2001)
Escrito originalmente para ser o piloto de um seriado de televisão estrelado pelo roqueiro Marilyn Manson, este maravilhoso filme deu o prêmio de melhor diretor do ano a David Lynch no Festival de Cannes, categoria na qual também foi indicado ao Oscar e ao Golden Globe. Nesta produção surrealista, a relação amorosa entre duas atrizes é regida pela maravilhosa trilha sonora de Angelo Badalamenti.
46. Madame Satã (Idem, 2002)
Provavelmente o melhor filme brasileiro já produzido, Madame Satã é uma alegoria que conta a história do travesti João Francisco dos Santos. Vencedor do prêmio de melhor filme do Festival Internacional de Chicago, ganhou mais cinco prêmios internacionais. Filmado em estúdio, o filme faz uma bela homenagem ao cinema através da iluminação impecável e dos belos enquadramentos, lembrando o inovador filme Dancer in the Dark, de Lars Von Trier.
47. As Horas (The Hours, 2002)
Nicole Kidman ganhou o Oscar e o Golden Globe de melhor atriz nesta produção magistralmente dirigida por Stephen Daldry (de Billy Elliot). Com Merryl Streep, Juliane Moore e Ed Harris no elenco, esta sensível adaptação foi indicada a nove Oscars e sete Golden Globes, vencendo na categoria de melhor filme dramático.
48. Longe do Paraíso (Far From Heaven, 2002)
Escolhido como melhor filme do ano pela New York Film Critics Circle, Longe do Paraíso tem uma incrível combinação de metalinguagem cinematográfica e crítica social em um subtexto que não pode ser entendido por espectadores superficiais. A bela Julianne Moore e o polêmico Dennis Haysbert participam desta incrível produção indicada a quatro Oscars, quatro Golden Globes e vencedora de 59 prêmios.
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Técio achava que havia nascido na única casa que lembrava ter morado quando criança. Mais tarde, porém, soube que aquela casa havia sido construída pelo pai e que ficara pronta quando ele tinha cerca de 1 ano. Era uma casa razoavelmente grande, de dois andares. No andar de baixo ficavam a sala de visita, a sala de jantar, dois quartos - um utilizado como o escritório do seu pai e o outro para as visitas, um banheiro e a cozinha. No sobrado, mais três quartos (o das irmãs, o do casal e outro que mais tarde seria usado por ele), um salão e um banheiro. Do lado de fora, havia uma garagem, a dispensa e uma "casinha" que servia de aposento para os empregados. Era uma espécie de suíte, se é que pode dar um nome tão charmoso para aquilo. O chão era feito de um cimento trabalhado, gelado, liso e brilhoso. Havia no quarto duas camas de solteiro, uma cômoda com espelho e gavetas. O banheiro não tinha um vaso sanitário, pelo menos da forma como imaginamos um. Era um buraco um tanto fundo, de forma arredondada, feito na parte de cima de uma caixa de cimento, em um degrau acima do piso. A pessoa tinha que equilibrar-se com as pernas abertas e segurar a roupa do corpo para aliviar-se. O maior alívio era o de não ser dragado por aquilo. Ao lado da privada (nome mais adequado) tinha o "chuveiro", um cano de ferro que saia do alto da parede, do qual jorrava um jato forte de água gelada quando acionada a torneira.
Técio entrou naquele banheiro pela primeira para ver uma coroa de vermes entrelaçadas, saída de dentro da Lúcia, uma garota de 14 anos que havia sido recém-entregue à Aracy pelos pais - trabalhadores rurais na fazenda da família - para ajudar nos serviços domésticos da casa em troca de boa educação e de melhor estudo. Aracy havia levado Lúcia ao médico e este receitara-lhe um remédio para expulsar os parasitas.
Aquele fato marcou a infância do Técio pela impressionante quantidade de vermes que poderia sair de uma menina tão miúda, magrinha e, claro, barriguda. Com o passar dos dias a sua barriga ficou normal.
A partir dos 4 ou 5 anos, Técio começou a perceber que havia uma diferença entre ele e os demais garotos da escola onde cursou os primeiros anos de estudo. Era tímido e não popular entre os demais, mas fazia alguma amizade com um pequeno grupo de outros garotos. Na maioria das vezes ficava sozinho na hora do recreio, observando as brincadeiras ao seu redor. Alguns percebiam algo diferente nele e faziam brincadeiras insinuosas.
Certa vez, Técio estava estudando em casa e distraiu-se pintando as unhas com a tinta vermelha da caneta. Deu-se conta que não podia ser visto assim e correu ao banheiro para lavar as mãos e remover a tinta. Sem perceber, porém, alguns cantos das unhas permaneceram com a tinta até o dia seguinte, quando, durante a aula naquele dia, um colega da carteira ao lado deu-lhe um susto ao puxar com força as suas mãos, impedindo-lhe de trazê-las de volta. A seguir, cutucou o colega da frente e mostrou o "esmalte" do Técio. Diante às expressões de ironia e reprovação dos colegas, Técio puxou as mãos de volta e continuou com as tarefas escolares.
Esse fato isolado, apesar de sugestivo, não pesou tanto na cabeça do Técio porque, ao fazê-lo, não imaginou-se uma menina pintando as unhas. Foi algo espontâneo. A reação e atitude dos colegas, sim, foi o indício que havia algo diferente.
Enquete: o que o leitor achou do Técio, aos cinco anos, ter pintado as unhas com a tinta vermelha da caneta enquanto estudava em casa (favor responder no campo "comentários") ?
Foto publicada nesta postagem: "dinar am la trupe", de George Alvolante.
Foto publicada nesta postagem: "dinar am la trupe", de George Alvolante.
"É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo." (Clarice Lispector)
Técio nasceu em 1970, numa pequena cidade do interior do Maranhão. Foi o quinto integrante de uma família de classe média. O patriarca, Vicente, um homem de origem simples e de média estatura, esforçou-se e conseguiu boas colocações na vida. Sisudo e quieto dentro de casa, era considerado engraçado e sociável pelos amigos e irmãos. A mãe, Aracy, era uma mulher bonita e vaidosa que nunca entendeu, segundo ela própria, a razão de ter-se casado com Vicente. Duas irmãs mais velhas, Maria, de 4 anos e Juliana, de 1 ano, completavam, até entao, o núcleo famíliar. Sete anos mais tarde, veio o caçula e último integrante, chamado Ícaro.
Alguns acontecimentos marcaram a infância de Técio e é sobre eles que os próximos textos falarão, sob o título de "A infância". Um em especial, chamou-lhe a atenção. Foi o seu aniversário de 4 anos. Naquele dia, ganhou de presente do pai um bonito carro de bombeiro. Era grande, cerca de 40 centímetros, forte, feito de um material resistente, pesado e cheio de detalhes. Deve ter custado caro. Mas o marcante foi a forma como ganhou. Seu pai o acordou bem cedo, carinhosamente, com o presente na cama, que ficava ainda no quarto do casal.
Foi a única vez na vida, pelo menos que se lembre, ter sido tratado com aquela atenção e carinho pelo pai.
Enquete: o que o leitor acha?
...da afirmação de que somente uma única vez na vida do Técio, seu pai tratou-lhe com carinho (favor responder no campo "comentários")?


















