O que você, um trintão ou quarentão, faria numa situação assim? 
Está vivendo a sua vida normalmente, tem lá as suas atrações sexuais como todo mundo, mas também preza alguns princípios básicos. No entanto, sem perceber, acaba se envolvendo com um menor de idade que deveria ter um grau de inocência muito mais evidenciado do que o seu,  mas, no final, será você a vítima de uma irresponsável cilada que poderá deixá-lo em maus lençóis.
No filme, ciente de que poderá usar a lei a seu favor se algo fugir do controle, um adolescente planeja seduzir o professor de natação. Logo na primeira investida, o jovem convence o homem a levá-lo para a casa dele alegando ter perdido as chaves da sua e não ter ninguém lá para recebê-lo.
A partir daí, tem início o perigoso jogo do rapaz. Ele se insinua todo o tempo, mas faz de conta que age naturalmente, esperando o ataque do seu alvo. Chega a comprometer o professor em situações embaraçosas na frente de outras pessoas fazendo com que elas percebam algo que ainda não existe (ou talvez nem existirá).
Todo o jogo é ainda mais provocado pela produção intimativa da trama com pouca iluminação nos momentos mais tensos. O suspense todo deixa o professor cada vez mais confuso e o espectador no impasse entre julgá-lo ou apenas manter-se neutro, mas certamente muito curioso com o desfecho sobre o qual não faço a menor idéia.
Fiquei louco pra ver.
"Ausente" tem a direção de Marco Berger (seu segundo longa - foto à dir.) e ganhou o prêmio no último dia 18 pela categoria Teddy, criada há 25 anos pelo Festival de Berlim para eleger e premiar filmes de temática gay.
Assista ao trailer aqui.
Obs: para conferir algumas considerações legais sobre a "idade de consentimento" para práticas sexuais no Brasil, clique aqui.

3 comentários:

  1. Cinema argentino é [quase sempre] coisa fina!

    Esse prêmio não será por acaso.

    Em todo caso, sou suspeito pra falar, pq sou fã de carteirinha do cinema deles.

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  2. Só agora pude conferir o trailler.

    Imperdível.

    Valeu, Junnior!

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  3. Mais uma vez o cinema argentino mostra que está uns 500 anos na frente do brasileiro... e por um motivo básico: eles se preocupam com qualidade de roteiro. Aqui, o pessoal quer fazer arte pela arte e se esquece de que precisa contar uma história... quero ver.

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