Foto: divulgação (AgNews)
Há alguns meses a modelo e estilista Lea T divulgou que não gostaria de ser citada pela mídia como uma transexual, mas sim reconhecida pela profissão de modelo. Contudo, fica a pergunta que não que calar: teria sido ela elevada ao status de topmodel internacional não fosse uma transexual? A sua beleza andrógina seria capaz de por si só alça-la ao posto?
Quando foi convidada pelo estilista da Givenchy, Ricardo Tisci, para fazer a campanha de inverno da marca no ano passado, ela já trabalhava como sua auxiliar e era quase a "provadora" oficial dos modelitos a serem lançados devido a sua esbelta silhueta. Entretanto, n'outra entrevista, ela afirmou que a intenção não foi a de causar rebuliço, mas a de fazer um trabalho e só. Topou o desafio desde que fosse informado que era uma transexual. 
Foto: AgNews
Acho que houve aí uma sacada de alguém: dele, dela ou de ambos. Fato é que se ascenderam muitos holofotes à grife e à modelo. Aqui no Brasil, a própria Lea se disse surpresa com tamanha repercussão ao desfilar para a marca Alexandre Herchcovitch (foto à direita) no SPFW, em 29/01/2011.
Mas, ao que parece, ela desencanou com o destaque que a mídia dá a sua transexualidade e até vem usando isso nas várias entrevistas que faz mundo afora. No programa da Oprah, do último dia 17, ela só foi questionada e só falou sobre isso. Comentou da crise de identidade, do drama diário ao ser apontada ou falada, da família e das mudanças que o seu corpo vem sofrendo por conta dos hormônios e demais procedimentos que vem realizando há algum tempo. A modelo agora se prepara para a cirurgia de troca de sexo que a transformará definitivamente numa mulher e lhe proporcionará a mudança oficial do nome de batismo para o que a tornou mundialmente conhecida.
Na entrevista do "Fantástico", exibida hoje, ela reitera o desejo e o processo em andamento para a cirurgia de mudança de sexo e faz uma ressalva: não é fácil ser uma transexual. Com isso, pretende romper barreiras. Assista aqui a entrevista do "Fantástico".
Assista abaixo ao vídeo de sua participação no programa da Oprah (em inglês).

3 comentários:

  1. Acho que se não fosse transexual, a Lea T chegaria sim onde está hoje. Ela tem uma beleza exótica. Talvez a mídia não daria tanta atenção a ela mas, cedo ou tarde, alcançaria o status de modelo internacional.

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  2. Acho que ela não teria nada disso se fosse uma mulher "orgânica" rs... E penso que ela gosta um pouco dessa coisa de se lamentar viu? Ela fala de um jeito, mas a gente sabe que ela - felizmente - não passou por um décimo do que as trans mais pobres ou com famílias menos compreensivas passam.

    Não acho que ela seja exatamente bonita, mas gosto do jeito que fotografa.

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  3. Eu acho que a grande questão dos trans é que desejam muito mudar de sexo. Ao conseguirem, tudo o que querem é esquecer o que foram e viverem uma vida normal, com reconhecimento e valorização pelas conquistas profissionais.

    O problema é que questões ligadas à sexualidade vendem muito e só se fala disso. Acho que a pessoa cansa. Mas o âmago da questão é o desejo de conquistar e se realizar amorosamente e aí entra o preconceito.

    Ser mulher, já tendo sido homem, vai deixá-la mais confortável e em sintonia com a sua cabeça, mas também vai colocá-la em uma situação complicada em relação aos homens. É difícil um que assuma e leve a sério. Isso sempre vai pesar! No fundo, acho que os trans pensam que, se ninguém falar, será como se nunca tivesse acontecido....

    Sorte para ela, mais sucesso e muita maturidade.

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