Cassia deixou um comentário na postagem "Carta de um Ex-ativista Gay (Michael Glatze) à Juventude" do Identidade G:
Sou mãe de um jovem gay. Percebi quando ele tinha menos de três anos e o criei respeitando as suas características e plantando os valores que todos nós devemos ter.
É claro que não é fácil. O mundo é constituído por todos nós, e vejam como ainda estamos em um estágio primitivo. Que texto triste!
Esse conteúdo não tem valor porque contém argumentos falaciosos. A promiscuidade é tão presente entre héteros quanto em homossexuais. É humana. E ser homossexual quer dizer apenas que aquele ser se sente atraído emocional e sexualmente por pessoas do mesmo sexo. Só isso.
E um ser humano é muito mais que isso. Se aceito, amado, educado e respeitado, aprende desde cedo a corresponder, desenvolve a auto estima. E isso começa em casa, com o pai e a mãe.
Tenho orgulho do meu filho. Tem postura, educação, respeito a si mesmo e a todos. Gosta de estudar e tem planos bem concretos para a sua carreira e vida. É um rapaz normal e maravilhoso.
E para os que me leem, eu digo: só tenha um filho se estiverem preparados para enfrentar o desconhecido e aceitar uma pessoa que não é você; que tem a sua própria identidade e, acreditem, é a melhor de todas as experiências que a existência pode nos dar.
Curtam os seus filhos. Se vocês forem pais comprometidos com a felicidade dos seus, héteros ou gays, eles serão pessoas maravilhosas.
Mas, o mais importante: cada pessoa tem todo o direito de ser quem é.
Abraços a todos.
Esse depoimento de Cassia faz lembrar o filme "Prayers For Bobby" ["Orações Para Bobby"]. Na contramão do que foi registrado acima, o drama aborda a dificuldade que a maioria dos adolescentes enfrenta para falar de homossexualidade com os pais.

No filme, um jovem de 20 anos (Ryan Kelley) se suicida após sentir a rejeição da mãe (Sigourney Weaver) - que fez a série de filmes "Allien" na década de 1980 -, uma religiosa fervorosa que acreditava que a cura do filho estaria na Bíblia e na terapia.

O sucesso do filme na internet - baseado em fatos reais e originalmente feito para a TV - é causa dos desdobramentos que acontecem após a morte do jovem. Toda a família sofre de arrependimento, sobretudo a mãe que passa a se interessar e se envolver com os problemas sociais dos homossexuais como meio de suplicar o perdão do filho falecido.

Comentários como o da Cássia arrepiam até os menos sensíveis e contribuem para os mais jovens seguirem adiante. 

Assista ao filme legendado.


17 comentários:

  1. Ainda acredito que a Educação e o Respeito são a Base para Tudo, porque é a partir daí que idéias serão direcionadas e desenvolvidas.
    Estava lendo esse post e na mente foram passando flashes da minha vida e família.

    Ju,a primeira vez que entrei no seu blog,eu comentei através do MSN com um amigo que seu cantinho era show.Por que?Acredito que vc trabalha o interno das pessoas(infelizmente poucos blogs fazem essa ajuda tao necessária).Continue nos presenteando com seus posts maravilhosos pois a sociedade evolui, a moralidade evolui, o conhecimento evolui, devemos evoluir junto!
    Beijos.

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  2. Profunda dignidade e sabedoria ... q sirva de exemplo a outras pessoas ...

    parabéns

    bjux

    ;-)

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  3. Ela é verdadeiramente MÃE! Pena que muitas (a maioria, não?) não são como ela.

    Só me restaria dizer a ela: ah, se todas (as mães, e todos os pais também) fossem iguais a você... Que maravilha viver!

    O mundo sempre foi e continua sendo cruel com o diverso, mas aos poucos evoluímos para a aceitação. Já avançamos muito, e espaços como este são importantes nessa caminhada. Não será para o nosso tempo [a aceitação maior de todos], mas se cada um faz a sua parte...

    Quanta vida desperdiçada! Quantos talentos atrofiados! Quantas mortes evitáveis, se, simplesmente, os seres humanos se reconhecessem sempre como tais: simplesmente humanos, essencialmente iguais.

    P.S. Obrigado pela indicação do filme. Não conhecia. Vou conferir.

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  4. no dia em que ficar muito claro que tentar mudar o gay só traz sofrimento desnecessário, o mundo será um lugar bem melhor.

    Minha mãe e meu pai sempre tiveram orgulho de mim, por eu ter sido o filho que fui (e sou). O que eu faço na cama ou com quem eu faço é tão relevante quanto o que meu irmão e irmãs heterossexuais fazem: ou seja, não é. Ninguém pergunta o que eles fazem com esposa/maridos, então não é diferente comigo. O fato de ser gay não muda nada.

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  5. Achei muito forte o depoimento dessa mãe, meu nome é vilton, e vivo a bastante tempocom medo de me descobrirem, é óbvio que não deveria me comportar assim, mais é que toda a minha família é preconceituosa, sinto que alguns dos meus familiares ja desconfiam mais eles não se manifestam e eu ainda continuo sofrendo.

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  6. Vilton, querido, por hora só posso lhe falar para perder este medo. Mantenha a sua postura discreta perante a sua família para não perder a sua paz interior e poder lidar com tudo isso de forma mais madura quando chegar a hora. Porém, não deixe o medo crescer e lhe transformar também numa pessoa preconceituosa, pois, assim, se negará e se tornará infeliz.
    Tenha consciência de que precisará buscar a sua independência logo e, para tanto, mergulhe nos estudos para finalizá-los o mais rápido possível e conseguir a sua independência através do seu trabalho.
    Você e os demais que ficaram sensibilizados com a Cassia, peço que visitem a postagem mencionada logo no início deste 'post'("Carta de Um Ex-Ativista Gay..."), através do link ali disponibilizado, e leiam mais um depoimento registrado hoje por esta mãe. É emocionante.
    Abraços a todos.

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  7. Me sinto realmente inspirado ao ver uma mãe demonstrando tanto amor, orgulho e compreensão por seu filho!
    Cada palavra que eu li me anima e traz de volta as minhas esperanças de viver numa sociedade que preza pela igualdade e compreensão.
    Essas palavras realmente provam que o verdadeiro amor de mãe supera tudo, assim como eu comprovei no último domingo, dia 20, quando me assumi para meus pais e obtive deles seu apoio e a comprovação de seu amor.
    E se alguém que estiver lendo isso, pensa em ter essa conversa com seus pais, eu sugiro que você a tenha, realmente é uma libertação. Vá com calma, planeje direitinho como vai falar e fique tranquilo, pois se seus pais o amam de verdade, isso não vai mudar nunca!

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  8. Inspiradora é a sua mensagem, (-I. Obrigado por compartilhá-la aqui no Identidade G.

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  9. Junnior e todos,
    Eu nunca havia escrito na net e nunca imaginei que meu breve relato fosse ser valorizado dessa forma. Agradeço muito.

    Ler vocês me fez ter contanto com o outro lado da moeda. Parece ironia, mas o meu problema foi justamente ter percebido sobre o meu filho, ter que aprender como lidar com um menininho que aos dois anos já era diferente, e com tudo e todos que o cercava desde o jardim de infância, nas colônia de férias, onde moramos, nas demais escolas, enfim, com toda a sociedade ao redor.

    O meu problema foi como contar para o meu filho. O de vocês é como contar para os seus pais.

    Vejo como é difícil chegar a idade adulta e precisar assumir perante a família para ter a liberdade de ser quem é. E fico imaginando o exercício psicológico e emocional que pais que criaram seus filhos até esse ponto, cultivando expectativas baseadas em uma heterossexualidade, teem que fazer para entender e aceitar uma realidade completamente diferente. É mudar de vida, se pensarem bem.

    Não sou uma mãe especial. Realmente não sou. Embora meu filho tivesse um bioptipo bem másculo, nunca se interessou por nada do mundo masculino. Nunca se identificou com meninos e sempre curtiu as amiguinhas, os brinquedos e brincadeiras delas. Assistia a desenhos típicos de meninas e criava figurinos para sí mesmo, sempre femininos.

    Então, eu nunca criei expectativas, digamos, héteros, em relação ao meu filho. Eu criei e crio um filho gay desde sempre.

    Sendo assim, minha expectativa é que ele venha a me apresentar um namorado e não uma namorada. Estou preparada para ter um genro e não uma nora.

    Acho que se ele chegasse em casa com uma menina e me contasse que estava namorando ela, eu levaria um susto. Perderia o chão e ficaria muito preocupada. Eu não consigo nem me imaginar mãe de um hétero, simplesmente porque nunca fui. Não sei como é isso.

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  10. Imaginem a situação inversa. A questão homossexual é muito delicada para ambas as partes.
    Todos sofrem! E é preciso que os gays também se disponham a compreender a dificuldade dos pais no processo de aceitação.

    Gostaria muito de ajudar.

    O que posso sugerir para aqueles que sentem necessidade de contar, mas não se sentem seguro, é que procurem "preparar" os seus pais. Sei que é difícil, mas a única forma é introduzir o assunto.

    Conversem sobre a Léa T, que é um tema bem atual, sobre o comportamente do casal Angelina/Brad, cuja filha Shiloh, de quatro anos, verbaliza que não é uma menina e sim um menino e não aceita nem o seu nome. Falem sobre a Ariadna do bbb, sobre o Ricky Martin, que já lançou um livro sobre o assunto.

    Presenteiem pais que gostam de ler com biografias de atores hollywoodianos ou não, que falam sobre o sofrimento que passaram por não poderem assumir publicamente a sua verdadeira condição. E quando conversarem sobre isso, exponham como imaginam o quanto isso deve doer. Como gostariam que fosse diferente se fosse com vocês.

    Os que se reunem para assistir a um DVD, podem assistir com vocês um filme dessa temática. Se estiver em cartaz uma peça sobre o assunto, levem seus pais. Lí uma história linda aqui: http://www.armariox.com.br/conteudos/comoassumir.php

    Sejam cuidadosos em prepará-los.

    Deem pistas, deixem artigos dessa temática expostos. Façam seus pais pensarem a respeito. Mesmo que a reação deles nao seja boa, insistam. Repitam que os gays nascem gays, que não é uma escolha, e que o processo é muito sofrido. Comecem defendendo a causa gay e falando o quanto entendem a dificuldade dos pais, e vai chegar uma hora em que eles já saberão, ou terão certeza, caso desconfiem, e estarão mais preparados.

    Acredito que cada um de vocês sabe se será mais fácil começar pela mãe ou uma irmã. Pedir ajuda a uma amiga da mãe, a médica da confiança dela, a dentista. Pensem a quem vocês podem se aliar para terem uma ajuda nessa hora que é tão difícil.

    Normalmente, com o pai é que a coisa é mais complicada, mas tendo alguém em casa para ajudar, vocês se sentirão mais seguros, e ele também.

    Se acharem difícil o que sugeri, um outro caminho é procurar um psicólogo e pedir ajuda para contar. E pode ser um profissional da área que seja um familiar ou amigo.

    Eu realmente acredito que a maioria dos pais "sente" quando o filho ou filha é diferente. Inconscientemente, sabem. E um profissional tem as técnicas corretas para desenvolver o tema, mediando a questão entre o gay e seus familiares.

    O que quero enfatizar, sem minimizar a dor que vocês sentem, é que seus pais não foram preparados para terem filhos gays. A maioria não tem nenhuma informação e nem se interessa pela causa, simplesmente porque não sabem que teem essa questão dentro de casa.

    Sejam cuidadosos. Sejam carinhosos. Mesmo se ofendidos por eles, sejam compreensivos e fortes. E nunca esqueçam que intolerância gera intolerância, logo, sejam tolerantes com seus pais, e eles aprenderão com vocês.

    Recebam o meu beijo.

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  11. Só posso dizer uma vez mais a essa mãe: se todos fossem iguais a você, que maravilha viver!

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  12. extremamente digna. que seu filho retribua seu amor te dando muita felicidade. parabéns por tudo e fique com Deus.

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  13. Cassia.Prazer imenso ter Lido tudo o q escreveu.Estou passando por isso aqui.Descobri recentemente.Mas,Acho q por força divina .De Jesus mesmo,Estou bem.Parabéns!!!!!!Meu filho é uma dádiva de Deus.Chorei,não vou mentir...Decepcionada tbm.Mas o tempo cura tudo.Hoje,estou bem.Ele melhor ainda.Vc disse q esta preparada para um genro.Já conheci e que eles sejam felizes.Junto comigo com certeza.

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  14. landa,

    Não tenho dúvidas de que o seu filho é uma dádiva. Você também é.

    Entendo que esteja decepcionada. Pelo que escreveu, vejo que só soube agora, com o seu filho adulto, depois de muitos planos e expectativas criadas..... mas, acredite, você vai se renovar, se fortificar e se recriar. E nesse processo, vai descobrir que tudo o que é da natureza é natural. E não é diferente com a sexualidade.

    Faça contato com o tema. Veja filmes, leia artigos, entre em fóruns. Descubra como eles sofrem, como é difícil e o quanto é necessário e fundamental que nós, mães, os aceitemos para que eles sejam respeitados e felizes.

    Mas não se limite a aceitar. Curta. Mergulhe no mundo dele e vai vivenciar muitas alegrias.

    Sei que é recente e que você ainda vai chorar. Mas logo estará rindo, realmente feliz com o que vai descobrir.

    Muito amor e felicidades para você, seu filho e o companheiro dele.

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  15. Lobinho, alex, DPNN, Vilton, (-l., Junnior , ManDrag, Landa e todos, passo para deixar um beijo e desejar que o carnaval seja uma festa de paz.

    Se cuidem e se divirtam.

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  16. Meu Deus não aguento esse papo de gay não

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