Por Onde Andam 'Os Assumidos' ('Queer As Folks')?

Até os heterossexuais sabem que o seriado norte-americano (E.U.A. e Canadá) foi um marco no univ...

Brian (Os Assumidos)100 JustinMichael 2 (Os Assumidos)100 Emmett e Ted
Até os heterossexuais sabem que o seriado norte-americano (E.U.A. e Canadá) foi um marco no universo LGBT, o qual, não seria exagero dizer, é dividido em duas épocas disitintas: antes e depois de “Queer As Folk” (2000-2005). Bom, pelo menos no que diz respeito à abordagem do tema na televisão.
Pessoalmente, quando comecei a assisitr ao seriado, fui tomado por uma sensação de que algo ali mudaria para sempre os conceitos ou preconceitos sobre a homossexualidade. Não se tratava de mais um seriado no qual o gay era um detalhe engraçado e/ou evasivo de uma estória povoada por personagens heterossexuais mais circunspectos. Pelo contrário! Brian e Justin (transando)O enredo do seriado, que teve início na virada para o século XXI, não foi um pretexto para mostrar gays transando. Ele retratava o cotidiano de cinco personagens jovens e gays (Brian, Justin, Michael, Emmett e Ted) que viviam em função das suas trajetórias pessoais e profissionais: a carreira, os namoros, os casamentos, os filhos, os desejos, as ambições, as frustrações, os medos e, claro, o sexo. Tudo, porém, fazia parte de um todo, sem abrir mão da homossexualidade como a orientação sexual que predominava entre os personagens. Os heterossexuais circundavam como figurantes de um mundo LGBT.
Brian e Justin (fundo vermelho) Enquanto o seriado bombava, crescia cada vez mais o boato acerca da sexualidade dos próprios atores. Dizia-se que eram todos gays. Não sei se há fundamento nessa afirmação, mas, provavelmente, ela decorreu do fato de que as cenas de sedução e/ou românticas eram surpreendentemente ‘hot’, bem elaboradas e em nada deixavam a desejar se comparadas as de um seriado heterossexual. E a trilha sonora? Era algo à parte. Tão animada e sensual quanto à série. Adorava “Sexy Boy” (para ouvi-la enquanto confere mais fotos do seriado, clique aqui ou veja o clipe oficial da “Air” no vídeo que está aí, na coluna do lado direito do blog).
294 Lindsay e Melanie
E os atores principais, por onde andam? Além dos cinco personagens centrais mencionados mais acima, outros fizeram parte do elenco principal, como, por exemplo, o casal de lésbicas formado por Lindsay e Melanie (foto ao lado), e todos são mais lembrados e citados pela atuação no seriado, embora tenham seguido normalmente as suas carreiras com trabalhos em filmes e participações em outros seriados e programas de tevê, mas nada com tanta repercussão.
Veja abaixo fotos mais recentes dos atores com os links que informam sobre a carreira após o término do seriado.
300 x 200 Gale Harold
Gale Harold: nascido em 10 de julho de 1969. Mais informações sobre sua carreira clique neste link (não tenho certeza se é o site oficial). Interpretou Brian no seriado, um rebelde heterofóbico, frio pragmático e sexualmente voraz, mas fiel e apaixonado pelos amigos.
Randy Harrison (Justin - Os Assumidos)
Randy Harrison: 2 de novembro de 1977. Leia uma entrevista dele aqui (inglês). Interpretou Justin, um dos personagens mais jovens do seriado. Perdeu sua virgindade com Brian aos 17 anos e por ele se apaixonou. Persistente, mostrou que podia deixá-lo de quatro. De fato, foi o único namorado de Brian que conseguiu esquentar aquele coração de gelo.
Hal_Sparks (Michael, de Os Assumidos)
Hal Sparks: 25 de setembro de 1969. Além de ator e comediante, é apresentador e vocalista de uma banda de rocky (Zero 1). Mais informações, visite o seu site oficial aqui. Interpretou Michael, um apaixonado pelo melhor amigo Brian desde a infância. Mesmo que não correspondesse, Brian mantinha com este uma relação fraternal muito respeitosa e carinhosa, entretanto, não vacilava em tirar proveito da situação e fazia questão de nutrir o sentimento do amigo, manipulando-o em algumas situações. Mais tarde, Michael se apaixona e ‘casa’ com Ben, um bonitão HIV soropositivo.
194 x 300 Peter Paige
Peter Paige: 20 de junho de 1969. Informações sobre o ator, clique aqui e aqui. Viveu Emmett, o mais extravagante de todos. Apesar de curtir intensamente a vida – foi vendedor de loja, camareiro e até estrela pornô -, era um romântico sonhador e buscava o amor verdadeiro. Se envolveu com um milionário bem mais velho que foi seu fã durante a fase pornô, mas o homem acabou morrendo de enfarte ao transarem num avião enquanto viajavam numa ‘lua-de-mel’. Mais tarde, ao descobrir que o seu amigo Ted se apaixonara por ele, tentou transformar a relação de amizade em algo mais caloroso.
206 x 300 Scott Lowell
Scott Lowell: 22 de fevereiro de 1965. Site oficial: aqui. Fez o personagem Ted, um cara com pouca estima. No início era um um contador com um comportamento careta. Era constantemente ironizado e desprezado por Brian que o achava o estereótipo do gay enrustido. Aos poucos, Ted foi mudando a forma de encarar a vida e se enrolou no caminho: abandonou o antigo emprego e criou um site pornô através do qual transformou o entao amigo Emmett numa estrela. Se envolveu com drogas e com a ajuda do próprio Emmett conseguiu dar a volta por cima, encontrando um certo equilibrio ao lutar pela atenção do amigo por quem se apaixonou.
225 x 300 (Thea Gill) Michelle Clunie (Os Assumidos)
Thea Gill (à esquerda) nasceu no dia de abril de 1970 e Michelle Clunie em 07/11/1967. Para mais informações sobre as carreiras, clique aqui e aqui. Thea e Michelle respectivamente viveram o casal de lésbicas Lindsay e Melanie. Enquanto a primeira era muito amiga de Brian, com quem resolveu ter um filho, a segunda o odiava, mas sabia que precisava aturá-lo, pois além de amigo da companheira era o pai biológico do garoto que ela considerava seu filho. Ambas também proporcionaram cenas sensuais memoráveis que em nada deixaram devendo às mostradas pelos homens. Lindsay era uma doce professora de arte mais calma do que Melanie, uma advogada de personalidade forte que resolvia todas as pendengas judiciais da galera.Queer As Folk

Veja também

Vídeos 8850811883792363629

Postar um comentário aqui ou

  1. Nunca fui fã, ainda prefiro Will & Grace, mas é inegável o papel que QAF teve na popularização de um tipo de gay way of life.

    ResponderExcluir
  2. Assisti ao seriado até a quarta temporada.
    Confesso q qdo comecei a ver,me assustei com a ousadia.Nao tinha visto um seriado gay.
    Beijos,Ju.

    ResponderExcluir
  3. Apenas pude ver alguns excertos, de alguns episódios (não gosto muito de séries televisivas), mas louvo a ousadia em marcar um estilo, claramente em oposição às extratégias hipócritas de cativar o público homossexual através da introdução politicamente correcta e socialmente branqueada do homossexual sob controlo dos heteros. Ao assistir às cenas cruas retratando uma existência de guetto, senti uma emoção de livre e corajosa afirmação.
    Sempre sonhei com um mundo de homossexuais em que os heteros seriam a excepção tolerada.

    Gostei!

    Beijos

    ResponderExcluir

Para se cadastrar, use o box do Google (coluna do lado direito do blog): "Participar deste Site".
Seu comentário é e será sempre bem vindo, desde que:
1. possua nome e link válidos;
2. não contenha cunho racista, discriminatório ou ofensivo a uma pessoa, grupo de pessoas e/ou instituições;
3. não contenha cunho de natureza comercial ou de propaganda.
Grato pela compreensão. Pode comentar.

emo-but-icon

Acompanhe

x

Vem curtir

Tags

Arquivo

item