Não é novidade que a novela Ti Ti Ti vem dando lições de tolerância à diversidade sexual. Cada cena que aborda o tema é uma grata surpresa e os dramas de quase todos os personagens heterossexuais têm a ver com os vividos pelos personagens gays.  Eles interagem um com os outros. Isso é que é bacana. Não tem aquele negócio de cada um no seu quadrado.
Na cena selecionada abaixo, as personagens Jaqueline Maldonado e a hilária Rosário, vividas respectivamente por  Claudia Raia e a (ótima) estreante Rosanna Viegas, em poucas palavras, dão uma aula para um medroso Thales (Armando Babaioff). Digo medroso porque o cara tem todo motivo do mundo pra ser feliz, ou seja, pra assumir o relacionamento com  Julinho (André Arteche): se aceita de boa, é dono do próprio nariz, é muito rico e nem tem família. O único parente que restava era Dona Soledad (Berta Loran), a tia que já morreu e lhe deixou mais rico ainda.
Se joga, Thales, feito a Laurinha Albuquerque Figueiroa (kkkkkkk), disse Jaqueline lembrando a vilã de Rainha da Sucata, interpretada por Glória Menezes, que, no final da novela (1990), se suicidou ao se jogar do alto de um edifício... 
Agora, o que não dá pra entender mesmo é o porquê de a Rede Globo manter essa frescura de não deixar os dois se beijarem no final, já que, tudo indica, ficarão juntos. Vê se tem cabimento assistir à cena abaixo sabendo da posição da emissora. Que a sociedade ainda não tá preparada o quê? Isso é um blá, blá, blá com fins puramente comerciais.
Não é uma incoerência?

7 comentários:

  1. Aim, to descabaçando os comentários dessa postagy! Atóron!
    Junnior, a Globo não vai aprender nunca porque não quer. Você viu o pq que o seriado Aline foi cancelado? Torciam o nariz para a bigamia de Aline e fizeram de toooodo para cancelar o babado. Eu acho também que tá demorando demais pro Thales se jogar. Ele realmente tá precisando trocar umas palavrinhas com a Laurinha Albuquerque alok!
    Beijo querido.

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  2. Outro dia,eu estava jantandoquando vi a cena da Jaqueline na casa da família do personagem do Caio Castro.Emocionei com a cena.
    Detalhe importante é a música escolhida para o casal: True Colors.
    Beijos,Ju.

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  3. estou gostando da abordagem dada nesta novela, acho que é a melhor que já vi por aqui. Melhor por mostrar que o preconceito está mais na cabeça do gay do que na sociedade em si, e que viver plenamente é uma decisão sua, e não algo que dependa da autorização alheia. Não acho o beijo tão necessário, mas se aparecer será sem alarde, sem divulgação prévia, com a elegãncia que a novela vem tratando o assunto.

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  4. A sociedade ainda não está preparada? E se ninguém fizer nada quanto a isso, então nunca irá estar mesmo.

    Beijos

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  5. Bem, seria ótimo se já estivéssemos adiante, mas esse papo da C. Raia com o Babaiof, em pleno horário das 20 horas, acho que já é um avano
    ço.
    Gostei do tom dado a essa cena. Ficou muito boa mesmo.

    Quanto à Globo aprender... ah, já me cansei disso. Não acredito nessa emissora. É um mal com o qual eu simplesmente convivo. E muito pouco, porque, sinceramente, tirando alguns capítulos dessa novela, não vejo mais nada ali. É uma emissora sem nenhuma credibilidade, na minha modesta opinião. Felizmente, vivo numa democracia e posso optar por não assistir.
    Mas, Tititi, confesso, me surpreendeu e eu assisti muitos capítulos. Meu lado fútil falou mais alto. E, em matéria de homem bonito, eles capricharam!

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  6. Engraçado que nessas horas a plim plim pensa em moral, mas no bbb rola de tudo.

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  7. Foi a melhor abordagem que uma novela global já fez, mas essa questão de se contentar com um beijo " psicológico" (que fique subentendido para não chocar o espectador médio) ainda me irrita. Ainda temos que nos contentar apenas com o fato do romance entre os dois não ter sido feito de modo caricato... Em 2060, se o mundo ainda existir, o público brasileiro verá, pela primeira vez, um beijo gay em uma novela...

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