Desde que o ex-presidente Lula assinou o Decreto de 4 de junho de 2010 instituindo 17 de maio como o Dia Nacional de Combate à Homofobia, a data vem sendo ressaltada por movimentos ligados à defesa dos direitos dos homossexuais. Vários eventos estão previstos para hoje, ao longo do dia, em Brasília, dentre os quais o VIII Seminário LGBT (Câmera dos Deputados) com participação de artistas e ativistas. Para conferir, clique aqui  ou aqui (site da ABGLT).

O mundo já celebrava a data porque neste dia, no ano de 1990, a Assembléia Nacional de Saúde (AMS), órgão máximo de tomada de decisão da Organização Mundial de Saúde (OMS), excluiu a homossexualidade da classificação internacional de doenças. Até então, a homossexualidade era considerada transtorno mental.

Em 1990, estava com 24 anos de idade e assumia pra mim e para um grupo seleto de amigos a minha homossexualidade, porém, tinha medo da família, da faculdade, de outros amigos (nem tão amigos), etc.. Era medo de incompreensão do resto do mundo.

Como pode? Até aquela data, poderíamos ser diagnosticados, por um psiquiatra qualquer, como mentalmente transtornados. No mínimo, alguns comprimidinhos para combater a "doença" seriam prescritos pelo "dotô".

Pense quantos homossexuais, há várias décadas ou séculos, assumiram a orientação sexual com a certeza de que nada havia de errado naquilo, mas esbarraram com a rejeição/raiva/vergonha/medo/preconceito da família e da sociedade e não conseguiram dar conta do recado, tamanho era o peso que não puderam suportar?

Hoje em dia, temos a data para lembrar à sociedade de que isso é passado. Somos todos iguais. Com diferenças, mas iguais.

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