Um casal heterossexual passeia com o seu lindo bebê de quatro meses no carrinho quando é interrompido por uma mulher:
-Ai, que coisa mais fofutcha...Posso me aproximar?
- Sim, claro.
- Sou recém-casada e estou louca pra engravidar e ter uma coisinha tão linda assim, nééé meu aaamoor? [agachada em frente ao carrinho com uma das mãos alisando o sorridente rosto do bebê]
- É menino ou menina?
- Ainda não sabemos [respondeu educadamente a mãe olhando e sorrindo para o marido, que também sorri].
- Hã? Desculpe, não entendi. [cara de boba]
- Ainda não sabemos o gênero sexual do nosso terceiro bebê. Vamos esperar ele crescer pra decidir se quer ser homem ou mulher, entendeu?
- Terceiro, é? Entendi!?!... [pausa]...E por acaso os outros dois já decidiram? Quero dizer, os irmãozinhos do..da...
-....Ah, não. Com elas foi mais fácil. São duas meninas. 
- Aaahh tá !?! Que interessante!?! Então tá, gente [desconcertada]...Tchau  meu aaamooor [olhando para o bebê, desolada].
Situação fictícia, mas que acontecerá muitas vezes com Storm, 4 meses de idade e terceiro  filho(a) do casal canadense Kathy Witterick, 38,  e David Stocker, 39 (foto acima).
O casal só revelou o que se passa com Storm às irmãs do bebê, de cinco e dois anos, aos amigos mais íntimos e aos avós.  A intenção é deixar que Storm decida quando estiver maior.
Provavelmente este é um caso de intersexualidade - quando a criança nasce com ambiguidade da anatomia masculina e feminina em graus variados e com cromossomas diferentes dos convencionais. 
O procedimento mais comum, nestes casos, é os pais decidirem após o parto e os médicos operam a criança preservando o órgão sexual de acordo com o gênero escolhido. Entretanto, muitas vezes, a escolha não coincide com os desejos sexuais que a pessoa passa a desenvolver na adolescência - ou até antes - e aí complica pra todo mundo. Os pais se sentem culpados e desamparados e o(a) filho(a) será o(a) maior prejudicado(a): viverá como gay? Pensará em fazer outra cirurgia de mudança de sexo? Imagine a confusão!
Gente, confusão por confusão, considero melhor a gerada pela decisão deste casal canadense. Difícil? Sim, principalmente quando pensamos em roupas, professores, colegas, amigos e parentes que não saberão se tratarão Storm como menino ou menina. Contudo, acho que cientes da verdadeira situação da criança, todas as pessoas poderão tratá-la conforme os sinais que ela demonstrará ao longo do tempo. Não demorará mais que três anos para isso e, até lá, os bebês são praticamente tratados da mesma forma, independentemente do gênero, não é mesmo?
O que acha você? Como reagiria se estivesse no lugar da mulher citada na situação imaginária acima?

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