Uma matéria publicada ontem pelo "ESTADÃO", intitulada "Militantes Gays Esperam Lei Que Criminaliza Homofobia", vem provocando polêmica entre os usuários do "Twitter". Os jornalistas que a escreveram afirmam que o reconhecimento da união estável para os gays pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no último dia 05, "deve impulsionar no Congresso o projeto de lei que criminaliza a homofobia".
A matéria apontou Marta Suplicy como uma das parlamentares "impulsionadas" pela decisão do STF, citando a senadora como relatora do PCL 122/2006, mas induz o leitor a erro porque não esclareceu que aquele projeto de lei mencionado logo no primeiro parágrafo do texto é o mesmo do qual a senadora é relatora,  velho e conhecido de todos (para entender o PLC 122/06, clique aqui). À primeira vista, parece que o Congresso estaria "criando" outro projeto de lei complementar sobre homofobia.
Entretanto, nem é este o maior problema. A provocação desnecessária se dá mesmo é no final do texto, quando os jornalistas alegam que "a avaliação é de que padres e pastores serão proibidos de pregarem contra o homossexualismo (sic) nas igrejas e templos religiosos". 
Após esse final, dá pra imaginar que os jornalistas só podem ser pastores evangélicos, pois isto é o que pregam aos quatro cantos.
Agora, reflita: desde quando padres e, principalmente, os intolerantes (sentido literal, por favor) pastores e pseudopastores foram proibidos de falar sobre pecados/pecadores? Qual o gay seria louco suficiente para mover uma ação judicial contra um padre só porque que ele teria afirmado no sermão da missa que a homossexualidade é pecado?
Bem diferente é se um padre, ou qualquer outro sujeito que exerça influência na conduta das pessoas em razão da função que ocupa, afirmasse, por exemplo, que os homossexuais são portadores de doenças contagiosas e que deveriam ser excluídos do convívio da sociedade; ou se denegrisse a moral e induzisse a violência física dos gays ao incitar o ódio dos heterossexuais. 
Imagine o que todos os fiéis católicos de uma determinada igreja fariam após ouvir o padre falar que as mulheres solteiras que praticam ou praticaram sexo com um ou mais parceiros, e as casadas que mantiveram relações sexuais antes do casamento não merecem o respeito da sociedade e deveriam ser odiadas/rejeitadas por todos? No mínimo, mandariam esse padre à merda, né não?
O máximo que ele pode falar é que, segundo a doutrina cristã, tal conduta é pecaminosa e ponto final.
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