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Tudo começou quando eu tinha 18 anos, morava e trabalhava em Guarulhos para uma famosa rede de drogarias de São Paulo. Foi onde conheci e comecei a namorar a minha ex-esposa, mas o desejo homoafetivo sempre esteve presente em minha vida desde que me conheço por gente. Nesse mesmo momento estava inciando a graduação em Ciências Biológicas, atuante e muito envolvido na igreja que congregava, estava ciente que minha vida seria completamente transformada, princiapalmente enquanto eu não assumisse minha identidade.

Nos casamos e esse "sonho" de libertar-me durou três anos. Tudo acabou: familiares me excluíram, me humilharam, afinal todos somos evangélicos e sempre me disseram que era pecaminoso, sodomita... Chorei muito, me senti sem DEUS (razão pela qual existo). No término do relacionamento estava concluindo o TCC sobre "A Análise da Influência Genética no Comportamento Homossexual Masculino", salientando que nenhum professor quis me orientar. Enfrentei as dificuldades, até que minha querida mestre e biomédica Marta Bastos assumiu esse desafio e realizamos um grande trabalho que resumiu em nota máxima: 10.
Muitas foram as dificuldades de assumir essa sexualidade, tinha medo, angústia da decepção aos pais e sociedade, mas, com a finalização deste trabalho acadêmico, entendi que nasci assim, podem dizer o que quiser, esse sou eu, com uma cruz leve e suave. Entendi que na vida a cruz tem que ser carregada de alguma forma, uns a carregam de forma dolorosa e pesada, porém outros a trocam pela cruz suportável de carregar. Resumindo: a cruz da liberdade, da vitória e da esperança.
Com isso, não quero registrar que a cruz seja leve e indolor, mas é mais suportável quando se tem amor.
Uma ótima semana a todos meus queridos leitores e muito obrigado pela recepção calorosa que tive na semana anterior.
Pb. Sidney Bertino
CCNE Comunicação
comunicacao@ccne.org.br
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Um comentário:

  1. é, qndo se tem amor, infelizmente nem sempre todos podem contar com amor...

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