Drag Queens não costumam andar montadas no dia a dia, só em ocasiões especiais: baladas, shows em casas noturnas, para os namorados. Neste último caso, seria mais uma coisa "cross-dressing", sem o 'look' extravagante das primeiras.

Há algum tempo, em São Paulo, marquei com um amigo de nos encontrarmos em um bar na região dos Jardins para dali partirmos para uma balada.

Peguei um táxi. No caminho, próximo do meu destino, o motorista comentou: Quer ver uma coisa? Ali, olha aquelas duas ali. Não são travestis, não... 


Quando olhei não acreditei. Dois caras de uns 20 anos de idade, ambos de saia curta, meia-calça escura, salto alto, peruca e maquiagem. Tudo sem exagero. Algo que qualquer garota de 20 anos usaria.

Procurei os seios para ter certeza, embora não houvesse como confundir por causa dos traços masculinos. Usavam blusas apertadas de mulher sobrepostas com  casacos entreabertos, mas sem nenhuma protuberância nos peitos.

O motorista me flagrou boquiaberto e caiu na gargalhada: No Rio não tem essas coisas, não?

Um gay discreto, um bissexual, quem tem tesão por aquele visual andrógino? A resposta talvez possa vir de quem nesse mundo.

São Paulo, essa cidade é mesmo maluca. Ao mesmo tempo que tem seu lado marcantemente provinciano, surpreende com loucuras típicas das maiores metrópoles cosmopolitas, como New York ou Londres.

Dica de filme: "Kinky Boots". comédia gostosa baseada em fatos reais. O negócio de uma família é fabricar sapatos masculinos. À beira da falência, eles resolvem seguir os conselhos inusitados de um transformista e cantor de cabaré.


Um comentário:

  1. Ai que delicia de post, adoro o universo Cross, Trans, enfim, é tão gostoso ver uma boa produção ao mesmo tempo algo meio andrógino causando nas ruas.Luxo!
    Eu tenho um lado Cross, já fui pra balada com amigos produzido e olha, realmente em termos de pegação é engraçado como esse tipo de persona atrai os ditos H.
    adorei o video, bjs!

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