O texto do projeto de lei que pretende criminalizar a homofobia passou por uma varredura para atender a gregos e troianos. No dia 31 de maio, os senadores Marcelo Crivela (o sobrinho do bispo Edir Macedo), Marta Suplicy e Demóstenes Torres, juntamente com o presidente da ALGBT, Toni Reis, se reuniram para alterar os pontos mais controversos do projeto, ou seja, aqueles sobre os quais os religiosos, principalmente os evangélicos, criam polêmicas, como a falácia de que se estaria privando pessoas de falarem o que pensam sobre os homossexuais.
Crivela, evangélico e declaradamente contrário à prática da homossexualidade, pontuou as insatisfações dos religiosos e todos reformularam o texto com base nisso. Parece que houve consenso e a solução, segundo explicou a senadora Suplicy, foi incluir um trecho que esclarece a punição para quem induz à violência contra homossexuais, garantindo a liberdade de expressão - manifestar opinião própria a respeito e contra a homossexualidade/homossexuais sem que isso possa ser considerado crime - e punir apenas quando ficar comprovado que houve estímulo à homofobia.
Trocando em miúdos, deixar evidente que não estará cometendo crime algum aquele que chamar os gays de pecadores ou de "otras coisitas más" e que caberá a quem acusar provar que o acusado estaria incitando a violência contra homossexuais.
Isso já é previsto pelo processo penal brasileiro: em regra, o ônus da prova incumbe a quem alega. Por isso, por exemplo, a vítima do crime de lesão corporal se submete ao exame de corpo e delito no IML...

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