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Olá meus brilhosos e brilhosas do IdG. Estão todos dignos e iluminados hoje? Claro que sim. Cher não deixa os filhos lindos dela sem suas bênçãos glitterosas.
Hoje titchya vai falar um pouco da gay “in concert”. Sabe aquelas, que passam dias, semanas, meses nas filas dos estádios, quando uma atração internacional aguardadíssima vem phazer uma apresentação por aqui? Algumas dessas atrações, diga-se, vêm apenas para dar uma elzada nos bolsos de seus admiradores, como a Srta. Minogue, que, em 2008, fez o favor de trazer ½ show para os phãs brasileiros. Mas, o post de hoje é pra falar mais das gays phanáticas do que das suas divas.
Geralmente, o gosto musical da gay é todo trabalhado nas divas: Mariah, Madonna, Whitney, Kylie, Beyonção, Gaga... Esses são apenas alguns exemplos. Quando a gay acessa a internet, entre uma caçada e outra no bate-papo, e se depara com a notícia de que Madonna, por exemplo, fará 5 shows em solo brazuca, ela se levanta louquíssima do edí, põe pra tocar uma música e se joga na dublagy, comemorando o acontecimento.
Quase sempre a gay não tem sorte ou aqué, para ser sócia co-proprietária do fã clube oficial, então ela começa sua jornada até a diva, passando umas 5 noites tentando comprar o ingresso. Ela se descabela, rói as unhas, chora, dubla as músicas tristes de frente ao espelho fazendo carão, além de, protagonizar belíssimas performances sozinha, derramando pelos cantos sua aflição.
De repente, quando está cheia de olheiras e acabada de tanta tristeza, ela consegue comprar um ingresso para ver o show da pista onde, acredita, terá uma visão privilegiada do espetáculo. Ingresso comprado, vamos aos preparativos. 
Ela liga p'ras amigas e combinam como irão ao show. Se moram longe, encaram a condução com dignidade. Tem sempre uma que não consegue comprar o ingresso ou não tem money - essa precisará da gay helper (será tema de outra futura postagy). A helper ajuda as amigas, dá dicas para circularem nos shows sem serem elzadas e adianta vários detalhes do espetáculo, mesmo que elas já tenham baixado pela internet.
Agora, o tão esperado momento: a fila! É impressionante a resistência e os anticorpos que as gays têm para permanecerem na fila do show durante meses, enquanto seus ídolos estão frente à lareira, rachando o koo de tanto ganhar dinheiro e rindo delas que estão comendo miojo cru e tomando água quente para economizar o aqué. 

Finalmente chega o dia. Os vendedores ambulantes brotam do centro da terra vendendo um pouco de quase tudo: camisetas, bandanas, pulseiras, colares e o diabo a quatro. A gay, que passou fome durante meses, resolve desembolsar até o último centavo e garantir todos os souvenirs para se lembrar eternamente. 
Os portões do estádio se abrem e a gay sai louca pra arrumar uma posição favorável. A bunita, coitada, já está parecendo uma árvore de natal, de tanta coisa que pendurou no corpo. Junto a ela, estão as sacolas e as amigas, igualmente montadas. As luzes do estádio se apagam, então, todas as outras gays que estão no show resolvem levantar os braços. 
Daí acabou. A gay coitada, que sofreu tudo o que uma gay pode sofrer para ver seu ídolo, não tem visão nenhuma do show. Descontente, ela acompanha o que pode pelo telão e faz uns atendimentos free  para garantir o deslocamento e a espera, que, no fim das contas, não valeu de quase nada. Assim, ela volta pra casa cheia de tranqueiras nas mãos e reclamando que tudo estava uma droga.
Filhinhas, vamos conversar.
Titchya vai deixar aqui umas dicas pra vocês. Se você é muito fã, mas, muito fã mesmo de uma diva internacional, ou até mesmo nacional, e gosta de assisti-la ao vivo (todas nós gostamos), primeiro de tudo, filie-se a um fã-clube, qualquer um que seja, assim a senhora tem acesso a ingressos privilegiados, com preços acessíveis e não precisa desembolsar quase nada por mês para isso. 
Evite também, passar meses em filas, acampada, sem banho, sem uma refeição decente e sem banheiros. Esse tipo de esforço não é válido. Além de todos os riscos, a senhora pode ficar doente e sofrer até de estafa depois que tudo passar. 
Tem mais, não compre nenhum produto de seu ídolo que não seja oficial! O que os ambulantes vendem nas filas, a preços exorbitantes, não duram mais do que um mês, sem contar o fato, que são, maioria das vezes, de procedência duvidosa e mal feitos. Os oficiais são mais caros (quase do mesmo preço dos falsificados), porém duráveis.
Agora, se você não tem aqué para se associar a um fã clube ou ter tudo que gostaria do seu ídolo para enfeitar o seu quartinho cor-de-rosa, faça somente aquilo que está dentro das suas possibilidades. Pé no chão sempre!
Um super beijo a todos os leitores do IdG e semana que vem tem mais Vid’Aloka! 
Titchya Alda.
Ps.: Essa gay que lhes escreve, foi ao ½ show de Kylie Minogue em 2008, no Show da Mariah Carey em 2010 e no show da Madonna em 2008. As situações desse post, são baseadas em relatos ouvidos durante a espera para o show.
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