Brandon Mclnerney, matou aos 14 anos de idade foi condenado aos 17.
[Matéria atualizada em janeiro de 2017]

O julgamento do adolescente Brandon McInerney, 17 anos, ocorreu em 2011 na Califórnia (EUA). Ele foi acusado de matar em 2008, aos 14 anos de idade, seu colega de escola, gay assumido, Lawrence King, de 15.

As leis do direito penal americano são diferentes das do Brasil para menores de idade. Em alguns Estados, crianças podem ser julgadas como adultas se acusadas de crimes hediondos. Aconteceu com McInerney a quem foi imputado o crime de homicídio premeditado motivado por ódio ou vingança. A promotoria pediu pena mínima de 53 anos ou a prisão perpétua ao adolescente.

Lawrrence King, vítima de Mclnerney, assassinada aos 15 anos de idade. 
Lawrence, Larry ou Letícia, eram nomes relacionados à vítima. Amigos o chamavam de Larry. Nos últimos dias de vida, quando começou a frequentar as aulas usando adereços femininos, maquiagem e sapatos de salto alto, Larry assinava documentos escolares como Letícia e chegou a pedir a um professor que o chamasse dessa forma.


A situação provocada por Larry na escola mostrou que o sistema de educação dos EUA não estava em 2008 preparado para lidar com o novo paradigma do gay ou transexual adolescente que assume a orientação sexual perante colegas e professores.

Anos atrás, a grande maioria - pelo menos aqueles que não podiam esconder traços de feminilidade - evadia-se do ambiente escolar por não suportar o 'bullying'. Alguns eram transferidos pelos pais para instituições dedicadas a alunos problemáticos porque se recusavam a voltar aos estudos.

Larry era conhecido por ser corajoso, um jovem que enfrentava situações difíceis. Ele inverteu o jogo. Ao invés de recuar, foram os professores e alguns alunos que se sentiram incomodados.


Enquanto Larry era alvo de críticas e gozações pelos colegas de escola por ser afeminado, a situação era 'normal' para os professores. Porém tudo mudou quando começou a se vestir de menina e comparecer as aulas maquiado e de salto alto. 

Na primeira vez, um professor pediu para ele se retirar da sala por causa da regra escolar que impedia o uso de adereços que causam distrações aos demais alunos. Larry obedeceu, mas procurou a direção da escola. Lá, através de Joy Epstein, uma das diretoras da escola que é lésbica assumida, tomou conhecimento de que há uma lei do Estado da Califórnia que impede a discriminação de gênero.

No dia seguinte King compareceu ainda mais maquiado e produzido e se defendeu quando um professor tentou enquadrá-lo novamente. Alegou que estava exercendo seu direito e que não podia ser expulso da aula. E mais, disse ao professor que era ele quem estava cometendo uma grave infração por restringir a liberdade de um aluno.

Um comunicado chegou a ser divulgado pela direção da escola aos professores, em 29 de janeiro de 2008 - 14 dias antes da morte de King -, nos seguintes termos:
Temos um estudante no campus que escolheu expressar sua sexualidade através do uso de maquiagem. É um direito seu fazê-lo. Algumas crianças estão descobrindo que é divertido, outros se incomodam com isso. Desde que não cause interrupções em sala de aula, ele está exercendo seu direito. Pedimos que conversem com seus alunos sobre civilidade e não-julgamento. Eles não precisam gostar, mas precisam dar-lhe seu espaço. Pedimos também que prestem atenção aos possíveis problemas. Se quiserem falar mais sobre isso, por favor procurem por mim ou por Joy Epstein. (fonte: Wikipédia)
A partir de então, ninguém mais inibia Larry. Ele não se importava mais com as zombarias. Numa ocasião, no intervalo entre aulas, ele cantarolou a música "Somewhere Over The Rainbow" e foi motivo de gargalhadas e provocações pelo grupo de colegas ao seu redor. Um deles pediu para o grupo parar, mas foi censurado por Larry: Deixa. Isso não me incomoda. Todos vocês se arrependerão quando eu me tornar famoso.

Em outra oportunidade, no refeitório da escola, de salto alto e bandeja na mão, Larry se dirigiu à cadeira vazia na mesa onde estavam os alunos mais populares e perguntou quase gritando: "Se incomodam se eu me sentar aqui?". A julgar pela esperteza, quis chamar a atenção com o objetivo de obter testemunhas, caso algo desse errado.

Porém, como é previsível em situações assim, um dos alunos se sentiu mais incomodado.

Larry despertou o ódio de Brandon McInerney, 14 anos, porque decidiu externar a atração física que nutria pelo jovem, sem imaginar - neste caso, não era previsível para ninguém - que se tratava de seu algoz.

Tudo começou quando os professores incentivaram os alunos a procurarem seus pares pela escola para a grande festa que aconteceria no "Valentine's Day", dia dos namorados nos E.U.A.

Cada um tinha que se aproximar de seu interessado e perguntar: "Wanna be my valentine? (Quer ser meu namorado?).

De salto alto e maquiado, Larry invadiu a quadra de basquete durante um treino, se dirigiu até McInerney e lhe fez a pergunta.

Os colegas do treino zombaram de McInerney, o escolhido de Larry ou Letícia, dizendo que o casal teria muitos filhos gays. 

Antes disso, Brandon McInerney havia passado por outro constrangimento na frente de colegas quando tentou provocar e constranger Larry por causa de seu comportamento feminino. Para surpresa de todos, a situação se inverteu quando Larry simulou um beijo e respondeu "I love you, Brandon".

McInerney durante uma aula de educação física tentou convencer alguns colegas a dar uma lição em Larry, mas não conseguiu. Contudo, o episódio da quadra de basquete lhe desencadeou tanto ódio que, horas mais tarde, ao cruzar com um dos amigos de Larry, avisou: "Se despeça de seu amigo porque nunca mais o verá".

E aconteceu. No dia seguinte, durante a aula de informática, o professor pediu que os alunos se dirigissem a outra sala. Larry sentou-se no meio e McInerney logo atrás com um livro na mão.


Simulando uma leitura, o estudante não parava de olhar para Larry King. Minutos depois, se levantou, tirou o revólver calibre 22 de dentro da mochila, apontou para a nuca de King e deu o primeiro disparo. O professor perguntou aos gritos o que ele estava fazendo. Ato contínuo, Brandou atirou pela segunda vez na cabeça de King.

Assim que viu o corpo do colega deitado no chão, jogou a arma para o lado e saiu calmamente da sala e da escola, mas foi capturado pela polícia minutos depois andando por uma rua próxima. Os tiros foram ouvidos por todos os presentes na escola naquele 12 de fevereiro de 2008.

Brandon levou a arma de sua casa onde, após a busca e apreensão policial, foram encontradas outras 15. A polícia identificou também um material considerado nazista, relacionado à supremacia branca.

Há muitas outras nuances relacionadas aos envolvidos nesse crime. Ambos, acusado e vítima, durante a infância tiveram pais separados e envolvidos com drogas. Foram alvos de litígios por causa da guarda. Larry chegou a ser diagnosticado com hiperatividade; de sofrer agressões do pai e foi transferido para uma casa de menores. 

A mãe de McInerney perdeu a guarda do filho após ter sido internada por uso de drogas. Antes de completar 14 anos de idade, ele praticou aulas de tiro incentivado pelo pai.

Em 21 de novembro de 2011, após um longo julgamento de meses, McInerney decidiu se declarar culpado de assassinato em segundo grau, homicídio voluntário e uso de arma de fogo. Ele recebeu uma pena de reclusão (prisão) de 21 anos, sem direito a redução por bom comportamento ou crédito pelo tempo cumprido antes do julgamento. Ele cumpriu a sentença em instituição juvenil até os 18 anos, depois foi transferido para prisão de adultos.

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24 comentários:

  1. que horrível, gente!
    que horrível!

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  2. Tinha perfeita consciência do que fazia! Com 14 anos, nos dias que correm e com toda a informação a que os jovens têm acesso, não se pode invocar ingenuidade. Se ele tivesse emprenhado uma menina, ninguém iria considerá-lo inimputável e logo lhe atribuiriam a paternidade. Que a sentença seja justa e implacável.
    Concordo perfeitamente com o preceito de julgar acusados de crimes hediondos de igual modo sem distinção de idade.

    Beijos

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  3. Também concordo que a lei seja severa, afinal, eles podem ate se juntar nessa idade, usam drogas e matam com a desculpa de que não serão punidos.

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  4. Apoio sim! Se existissem leis para punirem menores infratores no Brasil, muita coisa seria evitada; Esse negócio de Fundação Casa e o escambau, forma hoje, os bandidos de amanhã.

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  5. Na verdade não vejo essa história como um crime motivado pela orientação sexual das vítima, mas sim por sua identidade de gênero.

    Sem querer tirar a culpa do assassino, mas a vítima também forçou a barra. Acho que isso vai acabar sendo um atenuante no julgamento.

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  6. Acho prisao perpétua um exagero.
    Horrorizado com esse caso.
    beijos,Ju

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  7. Muito triste esse caso.

    Ah se no Brasil as leis fossem iguais as americanas....seria ótimo!

    Abraço amigo!

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  8. brandon é um heroi. o cara assediava ele porra, nao merecia morrer, mas tomar uma surra deveria sim!

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  9. deveria ter levado na esportiva,mas infelizmente o ódio é plantado nas pessoas pelos próprios pais.
    uma criança que vive em meio a idas e vindas e guerras e problemas vividos pelos pais as chances de ser uma pessoa tolerante é quase zero e nesse caso os dois tinham dificuldades no lar e deu no que deu.
    Cabe a nós ensinar nossos filhos que ninguém e melhor que seu semelhante e falo isso porque meus filhos já são quase adultos e graças a Deus aprenderam comigo e o pai deles a olhar para as pessoas e ver o ser humano nada mais alem.a opção sexual,religiosa,politica ou futebol,isso não é da nossa conta.respeitamos as pessoas.
    tenho esperança que essa coisa de pre-conceito acabe um dia.

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  10. Aprovadissimo, La existem Leis serias, e não essa presepada que chamam de constituição de 88 cujo objetivo unico é ser conivente com o crime, com as injustiças sociais e a corrupção.

    É so na cabeça dos demagogos alienados e hipocritas, que infelismente habitam esse pais, que uma pessoa de 15 anos não tem plena conciencia dos seu atos.

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  11. Foi legitima defesa!!! Eu conseguiria inocentar ele facil facil em juri brasileiro, mesmo se fosse " de maior"...

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  12. Há ainda coisas que não concordo, se comportar como sexo oposto é um exagero(minha opinião). Brandon é culpado por tirar a vida de alguém que o lhe queria bem...mas o comportamento de Larry deve ser levado em consideração por submetê-lo em constrangimento.Assunto bastante complexo...ele tinha consciência de seus atos..

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  13. Acho injusto dizer q ele provocou... ok! ele meio q disse coisas erradas... mas, pow, matar so po causa disso é ridiculo?
    Por mim mandava esse assassino pra cadeira elétrica!!

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  14. É impressão minha ou estão considerando os gays melhores que os demais? Sim, e todo mundo sabe que é verdade... se fosse uma pessoa hetero, os pais pagariam uma fiança e já foi... agora vai condenar a prisão perpétua porque matou um homosexual? AHHHHHHHHH, IGUALDADE está passando longe...
    esse tipo de mudança radical, só piora as coisa, não precisa ser muito inteligente pra saber disso!

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  15. Prisão perpétua é pouca? Ele retirou a vida do garoto, sendo assim o outro merece como pena máxima (talvez ele não pegue) levar as consequências também

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  16. Há algumas variantes aí. Primeiro, nada justifica a atitude de assassinar um homossexual, por mais que houvessem motivos para isso. Contudo, não podemos deixar de repreender esse homossexual que quis manifestar, de modo esdrúxulo, sua sexualidade. Acredito que até pra ser homossexual tem que ser macho. As atitudes grotescas de alguns homossexuais são enojantes. Direito à liberdade sexual, SIM. Bom senso sempre. Portanto, prisão para esse garoto.

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  17. Seu blog tem conteúdo de qualidade!
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  18. Eh muita maldade e muita intolerância no coração de uma criança de apenas 14 anos.
    Ele merece sim, porque apesar de ainda se uma criança, tinha perfeita consciência do que estava fazendo, tanto pela frieza que teve após matar.
    Ele merece morte sim, mas que seja julgado como deve ser quando estiver diante do Pai.
    Triste esta história. Uma vida cheia de sonhos interrompida simplesmente pelo fato de ser diferente, de amar diferente, de querer ser algo que a sociedade hipócrita ainda julga por ser ''Anormal'. Triste, muito triste!

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  19. Não ACREDITO que tem gente defendendo esse monstrinho! Ele é um herói? É por causa da opinião de pessoas assim que o mundo está como está. Esse garoto estava COMPLETAMENTE consciente de seus atos. E nem vem com essa de que ele estava sendo assediado pelo menino. Pelo amor de Deus. Se fosse esse o caso, se ele estivesse realmente incomodado com isso, era só ter reclamado na direção, que medidas teriam sido tomadas. Seria até plausível mudar de escola, sei lá. MAS ELE MATOU O GAROTO A SANGUE FRIO! Legítima defesa coisa nenhuma. Merece apodrecer na cadeia. E eu realmente tenho nojo do advogado que defender ele de seus próprios atos, e das pessoas que apoiam esse tipo de comportamento.

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  20. Desculpe aos que apoiam a marginalidade no Brasil, mas as vezes sinto ódio de morar em um país onde os bandidos são protegidos e o resto que se dane,"Brasil preparando bandidos pro futuro".
    E nem vem querer me dar lição de moral me mandando ir morar em outro país, amor se você quiser bancar minha viagem pra outro país eu aceito com o maior prazer.

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  21. Sinceramente, acho que o garoto não merece prisão perpétua. O tal de Larry não tinha limites.

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  22. Noêmi Ribeiro e também pra quem está falando que é um exagero a pena dele, queria ver se quem tivesse morrido fosse um grande amigo seu, ou até mesmo seu irmão ou outro parente próximo. Queria ver o que vocês iam falar. Vocês estão olhando esse caso com os olhos errados, fica a dica ae.

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