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Olá queridos e queridas do IdG. Estão phelizes hoje? 
Titchya será bem phranca com vocês: eu ando meio pra baixo ultimamente, pois não ando tendo muito tempo de cuidar do meu querido Abapha O Blog, mas, isso faz parte né amô. No ar, Vid’aloka! A coluna mais polêmica do IdG (isso pelo menos na última semana).
Hoje eu quero falar um pouquinho da Gay Helper. Se você escrever no Google tradutor a palavra helper, irá encontrar três traduções: auxiliar, ajudante e máquina de ajudar. Das três traduções, a que mais se encaixa é: máquina de ajudar!
As helpers geralmente esquecem-se de si mesmas e se dedicam integralmente em ajudar o próximo. E isso se torna cômico as vezes, pois vai além do “levar 15 amigas pra balada e bancar toda conta”, ou, “sempre ser a motorista da vez” e até “pegue esse bofe que eu estou apaixonada, eu o deixo pra você”.
Certa vez, nesses dark rooms da vida, encontrei uma gay em pé bem na porta, com um braço esticado e olhando pro sentido contrário. Fiquei intrigadíssima com aquilo e perguntei:
- Amô, o que a senhora está fazendo aí, além da egípica é claro, parada na porta do dark?
Então ela me respondeu:
- Meu amigo hétero, veio comigo na balada, escondido da amapô, achando que ia se dar bem com as léshmicas, e acabou que não rolou nada. Então béin, ele me pediu uma mãozinha amiga e eu estou ajudando, entendeu?

Olhei bem pra ela, e disse:
- Filhinha, mas a senhora faz isso assim, de coração aberto, só pra ajudar?
E ela me respondeu falando no meu ouvido:
- Não titchya, eu na verdade, sou apaixonada pelo bophe né? Mas, imagina, a minha amiga, a namorada dele, também é...E olha bem pra mim, eu não tenho a menor chance!
Quando ouvi isso, fiquei louca com a Gay e a puxei pelo braço. Ela se assustou, mas aceitou me ouvir.
Falei um monte de coisas que talvez ela não se lembre jamais, porém uma coisa que ela me disse me deixou estupefata:
- Existem pessoas que nascem pra isso. Umas para serem felizes, outras para contribuir com a felicidade dessas pessoas, nem que pra isso, precisem renunciar à sua própria felicidade.
Acredito que deve existir um equilíbrio na gente: nem totalmente bom, nem “cruel a lá Odete Roitman”.
Renunciar a própria felicidade para fazer a dos outros, é quase um crime, uma tentativa de suicídio parcelada. Se for gay, então, coloque a coisa toda ao cubo. As gays são sempre mais carinhosas, amáveis, educadas e as de personalidade mais “fuck-off” de todos os seres humanos. Lembro bem de um episódio de “Os Normais” em que a Vani (minha guru) diz assim: Ah eu fui sapatão numa encarnação passada... Nossa menino, sofri tanto... muito amor né!
Entenderam o ponto?
Semana que vem, titchya fala um pouco mais da Gay Helper pra vocês.
Um super beijo no coração.
Alda.
[para ler a segunda parte, clique aqui]

5 comentários:

  1. gostei, interessante o tema! acompanharei os próximos posts!

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  2. Bicha tem vocação para mártir. Isso me irrita profundamente. Adorei o texto.
    Bom finde
    Bjux

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  3. maridão não chega ao extremo, mas é bem helper! Eu falava pra ele que ele sofria de síndrome de superman, pois não pode ver alguém precisando de ajuda que vai lá resolver - felizmente, nada de mão amiga!

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  4. Nunca tinha ouvido esse adjetivo "helper". Achei tão chique!
    Meu filho não chega a ser helper, mas tem a síndrome do superman. Adoro essa coluna. Aqui,eu aprendo e me descontraio. Beijos especiais.

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