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Olá queridos!

Hoje começarei contando como foi minha primeira experiência íntima com a homossexualidade. Quando eu acabar de contar, e não será hoje, vocês entenderão muita coisa sobre mim, meu marido e talvez até sobre a homossexualidade do meu filho.

Eu já tinha ouvido umas histórias sobre uma tia bissexual, que morava em outro estado, mas a falta de contato nunca me fez pensar nisso. 

Também conheci um primo adolescente, de segundo grau, que era gay assumido. Ele cresceu longe da família. Eu era muito jovem, não era muito envolvida com essa parte da família, mas lembro que no enterro do pai dele os meus tios queriam levá-lo ao médico para 'curar' o problema. 

Eu tinha muitos amigos gays e já acreditava que cada um é o que é. Na verdade, eu nunca havia parado para pensar nisso. Para mim, o mundo era dividido entre pessoas que eu gostava e pessoas que eu não gostava. Os detalhes nunca importaram.

Quando estava com uns vinte e tantos anos minha prima Lya, dez anos mais nova e muito próxima a mim, tomou coragem e me confessou que sentia uma certa atração por uma amiga.

Eu já morava sozinha e tinha uma espécie de status na família por ter conseguido fazer a minha independência muito cedo. Ela estava sempre comigo e isso não preocupava ninguém e nos aproximava ainda mais.

Única filha mulher de três, pai militar e uma avó que era essa tia que queria 'curar' o sobrinho gay que citei acima, com o agravante de que isso foi há muitos anos, mais de vinte, a situação era séria.

Lya vivia um conflito enorme e não precisei de experiência para entender o tamanho do problema. Quer dizer, eu entendi que havia um grande problema, mas não tinha a menor ideia de como lidar.

Comecei pelo óbvio, aconselhando minha prima a experimentar  os rapazes. Ela retrucou dizendo que não gostava de nenhum. Eu insisti dizendo que não precisava gostar, só achar bonitinho, cheiroso, agradável. Enfim, eu achei importante ela experimentar para ver como se sentia.

Rolou e ela DETESTOU.

Aí eu expliquei que as primeiras vezes de uma mulher são complicadas, que os rapazes também são inexperientes e não sabem nos tocar. Que ela devia repetir.

- Com aquele cavalo não - Ela foi enfática.
- Ok, esquece o cavalão.
- Escuta, você tem uns amigos bem gatinhos, super educados, bonitinhos. Escolhe um com quem você se sinta bem, que ache meigo, gostosinho (santa ignorância a minha).
- Não acho nenhum gostosinho. Não tenho vontade de ficar com nenhum.

Então eu sugeri que ficasse com um em especial. Chamava-se Marcos, não era exatamente um gatinho, mas era louco por ela. Minha tese era que ele faria qualquer coisa para agradá-la.

Acontece que ela não gostava nem um pouco do tal do Marcos, o achava meloso demais. Como nós, mulheres, não damos muito valor a quem gosta da gente, insisti e a convenci a dar uma chance para o rapaz. Eu realmente acreditava que ela precisava ter experiências héteros para ter certeza de que a praia dela era outra.

Marcos ficou encantado com a repentina mudança da Lya. Mal acreditou quando ela tomou a iniciativa de beijá-lo. Segundo ela, ele suou, ficou nervoso, não sabia o que fazer e não rolou.

- Lya, ele ficou assim porque gosta de você. É o cara certo. Liga para ele, convida para um cinema. Ele é tímido, você mudou de repente, sem ele esperar. Deve ter ficado assustado. Investe. Ele te adora e vai fazer qualquer coisa para te agradar.

Ela ligou e marcaram de sair. Ela percebeu a insegurança dele.

No dia, eu a produzi e ela estava realmente linda. Aconselhei a ser mais meiga, a não atacar o rapaz.

O que aconteceu? Na quarta eu conto.

Beijos.
Cassia IG.
(contato: papodemaeig@gmail.com)

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9 comentários:

  1. É bem por ai, as pessoas no inicio tem a idéia de que para sermos homossexuais temos que ter tido a experiencia hetero, pra realmente diferenciar>
    E o engraçado é que o contrário não acontece. Já pensou, o pai falar para o filho machão:
    "ei, pra gente ter certeza que você é macho mesmo, você vai experimentar outro macho, vá que você seja gay."
    Curioso com o assunto, grande beijo e obrigado sempre por compartilhar.

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  2. ah, eu qro saber... como pode me deixar assim?

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  3. nussa ... vc sabe aguçar a curiosidade alheia eim? rs

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  4. Sua chata!kkkkkkkkk.Qdo tava pegando fogo,vc jogou agua.
    Beijos pro6.

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  5. Rindo....rindo muito......
    Eu volto amores.

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  6. Na quarta ??? magoooo, odeio tudo em capítulos ....

    Mas to CUrioso :)

    Agora fiquei boiando é a primeira experiencia sua ou da Cassia IG ???

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  7. Mariposo, quarta-feira aqui é dia de publicação da coluna "Papo de Mãe" e é Cassia quem escreve, assim como a Tytchya escreve na coluna "Vid'Aloka", às sextas.

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  8. Oi Cassia!
    Já li todos os seus posts e adoro, quanto mais leio mais desejo que meus pais fossem assim como vc e seu marido. Seu filho é extremamente sortudo!

    Sou nova, tenho só 19 anos, namoro com uma garota que mora em outra cidade e sou muito feliz com ela, porém não tenho apoio ou compreensão dentro de casa. Meus pais não me proíbem de ve-la, embora já tenham tentado minha mãe sequer me olha pra mim nos dias seguintes.

    Eles descobriram minha sexualidade faz três anos e desde então fingem que nada aconteceu.

    Agora estou criando coragem pra chegar e tentar conversar, tentar pedir, pelo menos, respeito. Me deseje sorte!

    Beijos! =*

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  9. Maa, eu te desejo sorte,e muita. Boa cabeça você já tem. Cabeça erguida querida, paciência com os seus pais e muito amor no coração. Você vencerá.

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