Eu não sou gay, sou um espião! Hahaha. Estou infiltrado no mundo gay.

Dizem por aí que temos uma voz interior que nos alerta ou nos dá sinais de um perigo iminente. E que é melhor não ignorá-la.

Retrato falado do assassino.
Não dá pra saber se o radar do analista de sistemas, Eugênio Bozola, 52, assassinado no último dia 23 de agosto, o alertou sobre seu algoz, Lucas Cintra Zanetti Rossetti, 21.

O Twitter de Lucas está cheio de mensagens aterradoras as quais, a priori, podem ser interpretadas como passatempo pelos seus leitores. Mas para quem conhecia o seu lado obscuro e secreto, poderia ser um sinal de alerta.

A mensagem mais acima foi escrita por Lucas no dia 28 de julho - quase um mês antes do crime. É apenas uma de várias. Todas demonstram, no mínimo, agressividade e preconceito acima da média.

Se Lucas é gay ou bissexual, somente ele pode responder, se é que é possível numa mente tão conturada. Por outro lado, a palavra "infiltrado", usada por ele no Twitter, é a interpretação dele para um relacionamento homossexual. "Espião" foi a que ele utilizou para se referir à convivência com sua vítima gay. 

O motivo do crime

Rejeição. Parece que Eugênio não o queria mais hospedado em seu apartamento na rua Oscar Freire, área nobre da cidade de São Paulo. Talvez esteja aí a causa do segundo crime cometido por Lucas no mesmo local e momento: o assassinato do modelo Murilo Rezende, 21 anos.

Murilo era do Piauí, representou o seu Estado no concurso Mister Brasil 2011, foi capa da revista Junior e morava há alguns meses com Bozola. Ele pode ter sido morto por Lucas porque ocupava um lugar que tinha "dono", um conforto garantido quando quisesse. Ou por queima de arquivo.

O suspeito está foragido (fugiu no carro da vítima), mas teve prisão temporária decretada pela justiça.

Veja abaixo mais mensagens publicadas no Twitter de Lucas.
  • Na dúvida, soca a porrada que resolve. Sou muito vingativo e jogo sujo se necessário. A vida me fez assim. (12 de julho de 2011).
  • Acordei com vontade de cometer um crime, o de pena mais longa! (14 de julho de 2011).
  • Ainda bem que homofobia ainda não é crime kakaka (28 de julho de 2011).
  • Tô com vontade de agredir alguém! candidatos? (03 de agosto de 2011).


Segundo Alex, meio-irmão de Lucas (de camisa vermelha na foto), ele não atacaria ninguém, a não ser que fosse para se defender de algo ou de alguém. Minha mãe está arrasada e à base de calmantes, declarou no site R7.

Mordida de cachorro foi a justificativa dada por Lucas para sua mãe (de criação) e seu irmão, quando chegou em casa com as mão feridas no dia seguinte dos crimes. Logo depois ele fugiu.

Atualização: Lucas Cintra foi preso no início da tarde de hoje, 29/08/2011 (foto abaixo), através de denúncia anônima, na cidade de Sertãozinho, interior de São Paulo. Fonte: Site "Último Segundo".

Atualização (fevereiro de 2013):

Lucas foi condenado a 60 anos de prisão em regime de reclusão

A juíza Isaura Cristina Barreira, da 30ª Vara Criminal da Barra Funda, concluiu a sentença. “A violência desmedida, por meio cruel com emprego de faca, por motivo fútil unicamente patrimonial, com total desprezo pela vida das pessoas, uma delas tendo um saco plástico amarrado à cabeça, espalhando sangue por todo o apartamento, adulterando o local do crime e por fim pedindo acolhida a um traficante de sua região justifica plenamente a pena máxima, correspondente a 30 anos de reclusão e pagamento de 360 dias-multa para cada latrocínio", disse Isaura. A juíza negou ainda o direito ao recurso em liberdade, segundo nota divulgada no site do Tribunal de Justiça de São Paulo.




9 comentários:

  1. Assassino, calhorda, bandido! Tem que apodrecer na cadeia esse desgraçado.
    Até quando nós vamos viver num país sem uma lei justa que nos proteja?

    Bjos Ju

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  2. Fico triste e aterrorizado com o crime assim como todo mundo. É complicado tecer algo sobre coisas que na verdade ainda não sabemos muito, afinal podem ser tantas coisas, o que ficou claro é que esse tal de Lucas não é boa coisa!

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  3. Murilo era mineiro, Junior, ele apenas concorreu pelo estado do Piauí.

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  4. Dormindo com o inimigo, literalmente. Acho que o twitter do cara era mais de zoeira, viu? Não dá pra levar a sério essa história de infiltrado.

    Estava conversando com o maridão, no sábado: os gays insistiram na criminalização da homofobia, e como ela não "virou" crime, agora até os próprios gays vão alegar homofobia pensando que vão ficar livres da cadeia. Esse caso para mim é bem típico.

    Houve um caso muito, muito, muito pior (no sentido de mais escabroso)de um cabeleireiro assassinado, mutilado e que teve até as vísceras arrancadas e fritas (!), mas não rendeu a mesma repercussão nem recebeu a atenção de nossa "otoridades" do "movimento" gay. Ah, um detalhe: aconteceu numa cidade menor, e o cara era pobre. Significa.

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  5. É pra mim não homofobia, mas ele pelo que postava, era o tipo hetero que vivia com gay as custas de estabilidade , ai nao deve ter cumprido bem a parte que lhe cabia ,foi expulso, e pior, outro bofe em seu lugar, mesmo que possa nao ter tido nada com o gay, pensa!

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  6. tudo isto é fruto da impunidade deste país em todos os âmbitos ... mas cá entre nós ... os gays têm este péssimo hábito ... se aproximam e se aninham com qualquer tipo ...

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  7. Extremamente lamentável o ocorrido. Será até quando vamos ter que conviver com isso, sem que nada seja feito?
    Bjão

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  8. Concordo com o Paulo! Muitos gays são irresponsáveis e mantem relações intimas com desconhecidos. Triste de aceitar, mas é realidade!

    Vamos ficar mais atentos, e conhecer bem as pessoas com quem saímos, namoramos, chamamos de amigo ou meu amor.

    Há muito lobo em pele de cordeiro!

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  9. Infelizmente, esse tipo de relação desigual, principalmente quando, como se supõe inicialmente no caso, mantida por interesses financeiros de um e carência ou exibicionismo de outro, não costumam acabar bem.
    Mesmo quando se trata de encontro casual -- como os relatados por Roldão Arruda em Dias de Ira.
    Triste, mas, infelizente, não foi o primeiro nem será o último.
    E quem se julgar a salvo que atire a primeira pedra.

    [Eu, saio de fininho, sem atirar nada...]

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