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Saudades de Maria!

Na época morávamos na mesma rua. Animada como ela só, dava umas festas que duravam todo o final de semana. Me convidou para uma festa familiar que ia acontecer em janeiro e já foi me avisando que ia me apresentar o homem da minha vida. Um gaúcho que, segundo ela, era meu tipo, o homem que eu vivia descrevendo.

Naquela época, a mulherada curtia Robert Redford e Paul Newman enquanto eu me derretia pelo Elvis, Alain Delon e outros de cabelos pretos e olhos claros. Nunca curti os loiros.

Recém-separada, eu nem conseguia pensar em outra relação. Estava estafada, tal o problema enorme que tinha sido a primeira união. Respondi para ela que estava de quarentena e que era pelos próximos 40 anos.

- Estou enjoada amiga. Sem chance!

Ela riu e disse que eu ia mudar de ideia quando visse o monumento que era o amigo dela.

Eu esqueci o assunto. No dia da festa, eu estava na frente da casa conversando com as vizinhas quando ela veio e me pegou pela mão dizendo que eu tinha que entrar para conhecer o Gaúcho. Praticamente me obrigou a  ir para a parte de trás da casa. Lá, me apresentou ao tal amigo.

Imagine um homem branco de 1:80m, cabelos lisos escuros (muitos cabelos até hoje); olhos profundamente azuis (muito azuis mesmo), ligado a esportes, saradíssimo, descendente de italianos. No rosto, uma mistura de Alain Delon com Alec Baldwin. Imaginou?

É o Gaúcho, pai de Ju.

Nem eu acreditei quando vi. Ele tinha vinte e alguns anos e eu pensei que tinha saído de uma capa de revista. Lindo era pouco para adjetivá-lo. Mesmo hoje, quarentão (eu sou mais velha seis anos), acho que nunca  vi um homem mais bonito do que ele.

Não amigos, eu não estou apaixonada. Nem sei se um dia estive. Mas, eu me encantei. Conversamos a noite inteira e percebi o quanto ele era tímido. Estava meio triste.

A noiva tinha se estressado e a família a mandou esfriar a cabeça na casa de familiares, em Portugal.

Deu para perceber que ele se sentia solitário e que não era o tipo de homem que se aproveitava da beleza que tinha. Naquela altura, todas as mulheres presentes estavam de olho nele. Eu estava hipnotizada. Ali estava o príncipe encantado que permeava os meus sonhos. E muito mais bonito do que eu imaginei nos meus mais ousados delírios.


Quando o dia amanheceu, ele disse que ia chamar um táxi, pois estava sem carro. Me ofereci para levá-lo em casa. Atravessei a rua e entrei na minha garagem para tirar o carro. Ele entrou e continuamos conversando pelo caminho. O deixei na porta do prédio, são e salvo.

No dia seguinte, entrando em casa, Maria me parou para dizer que o Gaúcho havia ligado para ela pedindo o meu telefone. Disse que queria agradecer a carona, que eu fui muito gentil. Já falou rindo e dizendo que tinha dado o meu número. Eu ri também.

- Fez bem Maria, fez bem!

Ele ligou naquele domingo mesmo para 'agradecer' a carona e conversamos bastante. Ele queria sair para 'agradecer' mais. Eu tinha compromisso com Lya e o grupo dela e não convinha levar alguém que eu mal conhecia.

Percebemos que estava difícil os nossos horários coincidirem e marcamos de nos encontrar no sábado seguinte.

Ele me telefonou todos os dias daquela semana e teve dias que nos falamos duas vezes. Quando o sábado chegou, já sabíamos bastante da vida um do outro.

Como ele trabalhava aos sábados, marcamos de jantar. E foi assim que tudo começou.

Na quarta me encontrem aqui que eu vou contar mais.
Beijos.
CassiaIG (papodemaeig@gmail.com)

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3 comentários:

  1. Cássia,essas pessoas, que dizem que nunca mais vao casar,sao as primeiras a colocare uma aliança no dedo.#fato
    Beijos,querida.

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  2. Verdade Lobinho....rsrsrsr
    Obrigada rapazes. Na quarta tem mais um cappítulo de ssa novela.

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