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Jantamos juntos no sábado, como havíamos combinado, e fomos andar na praia e conversar mais.
De certa forma, era um começo diferente, pois passamos uma semana inteira nos falando por telefone como se fossemos velhos amigos que precisavam atualizar o papo. Na hora do encontro, a coisa não teve sabor de primeiro encontro. Era como um reencontro. Eu não conheci o Gaúcho. Eu o reconheci.
A noite estava quente e linda e rolou uns beijos enquanto andávamos na areia. Lá pelas tantas ele me acompanhou até em casa. É claro que o convidei para entrar e, claro, ele aceitou. E é claro que eu já tinha planejado tudo: oferecer algo para beber, colocar uma música envolvente, sentar do ladinho....
Bem, entramos em casa e ofereci o sofá -  não se deixa a visita em pé. Sugeri uma bebida e ele disse que queria mesmo era um belo copo de água. Era janeiro – calorão. Liguei o ar e fui buscar a água. Já sabia da preferência dele por água mineral com gás e dos bons hábitos adquiridos pela vida de atleta. Voltei com  copos lindos e uma garrafa de "schin", daquelas bem gasosas. Sempre foi a nossa água favorita.
Sentei ao seu lado e nos servi. Bebemos água e ele me atacou.  Estou falando sério. O cara me beijou e, ali mesmo, sem qualquer cerimônia, tirou a minha roupa e me comeu. Exatamente assim. Nessa ordem.
Que sujeito abusado! E eu achando que ele era tímido. ADOREI!
Colamos desde então. Pelas nossas conversas, naquela primeira semana, eu já sabia que ele tinha problemas com mulheres ciumentas e que tinha sido esse o motivo do estresse dele com a tal noiva que estava no exterior. Ele também já sabia que eu tinha me separado pela mesma razão. O ex era boa gente, mas muito inseguro e não agüentei a pressão.
Nossa relação sempre foi calma e sempre nos sentimos seguros. Nunca rolou aquela coisa louca de início de relação, por isso eu digo que nunca me apaixonei pelo Gaúcho. Nós começamos pelo amor.
Somos filhos únicos, porém ele já entrou na minha vida com uma mãe com um câncer horroroso que a consumia há anos. Desde o começo, achei que a prioridade era ela e foi assim até o seu falecimento, um ano depois que o Ju nasceu.
Então, mesmo tendo “colado” desde que nos conhecemos, só passamos a realmente morar juntos após o falecimento de minha sogra, uma grande amiga por sinal. Gaúcho se dividia entre nós duas e quando ela estava nas fases melhores, nós três nos curtíamos, pois sempre inventávamos um passeio, uma festa junina, uma água de coco na praia que fosse, para distraí-la.
Quando eu engravidei foi uma alegria. Minha sogra jamais imaginou que fosse viver para ver um neto. No dia do parto estávamos todos lá na maternidade, a família toda, e foi uma festa, apesar de seu estado já bastante grave (leia a postagem "Maternidade Foi Uma Festa").
Bem antes disso, ela me confessou que levou um "susto” quando me conheceu. Acostumada a falar comigo por telefone, quando me viu, não entendeu nada. Me contou que o Gaúcho só namorava loiras e que ela pensou que eu fosse loira também. Quando viu uma multiétnica chegar estranhou (mas não demonstrou), e depois que fui embora, foi perguntar ao filho o que ele tinha visto em mim (mestiça e seis anos mais velha). E me disse que ele não soube responder. Morremos de rir. O mais interessante é que até hoje ele não sabe responder o que viu em mim. Então, enquanto ele não descobre, a gente vai vivendo. E tem sido uma experiência muito rica. Podem acreditar.
Mas, voltando ao começo. Um mês depois que começamos a namorar, a tal noiva voltou.....Ô moça 'trabalhosa'!!!!
Na quarta eu conto essa parte da história. Até lá e um beijo doce em cada um.
Cássia IG  (papodemaeig@gmail.com).
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6 comentários:

  1. Adorandoooo, ai como eu tô romantico, kk!

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  2. Mais uma vez você nos brindando com sua delicadeza.

    Bjo

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  3. Adoro essa coluna.
    Morri com a parte: ele me comeu.huahauua.
    Beijos,querida.

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  4. Esperando a próxima parte, romance in the air ^^

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  5. Seguindo e adorando.
    Obs: nunca fui ao bar do Paulo, acho muito familiar rsrsrsrs
    Bjão

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