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- Isso aqui é de verdade?
Foi com essa pergunta em um tom de perplexidade que o Gaúcho expressou o que sentiu ao ler sobre a Simone aqui no Identidade G.
Fiz que sim com a cabeça.
Então ela não sumiu, você sumiu com ela, pensou alto o meu querido. E o vento a  levou.... repetiu ele ainda olhando para a tela do computador.
- Esse título foi o Junnior quem bolou.
- Vocês são fod@.....!!!!
Eu ri. Estava me divertindo com o ar atônito dele. 
- Querido, eu tinha que resolver de alguma forma.
Ele riu, releu o texto e não fez mais nenhum comentário. Estava se preparando para ir à São Paulo e viajaria na manhã seguinte, bem cedinho.
- Estou fazendo torrada, quer tomar sopa?
Eu adoro isso! Adoro mergulhar a torrada cortada bem fininha e com manteiga na sopa. 
O Gaúcho já havia colocado para assar e eu fui esquentar a sopa. Na cozinha, colocamos a mesa e nos sentamos para curtir a sopa quentinha com as torradas feitas do jeitinho que gostamos. 
O Ju já dormia. Conversamos sobre um monte de coisas.
Na verdade, continuamos um papo sobre a compra de um carro, pois o Ju faz dezessete anos no início de 2012 e eu achei melhor atualizar o meu carro comprando um zero, agora, para ele estar amaciado em um ano, pois no começo de 2013 o Ju completa 18. Apesar da tranquilidade, o papo estava meio tenso porque o foco da nossa conversa era a homofobia. 
Eu já havia pedido ao Gaúcho que ensinasse o Ju a dirigir agora, aos dezessete, para ele estar seguro aos dezoito, pois não o quero andando por aí dependendo de condução.  Minha ideia é ele completar 18, tirar a carteira imediatamente e já ter o carro para a nova fase da vida. E como somos só nós três e eu me ocupo muito da minha mãe, um carro para mim e o Ju está de bom tamanho. Falamos sobre modelos, chegamos a um consenso e combinamos o que fazer.
Foi o que conversamos. E falamos um pouco sobre preconceito e ataques a gays: assunto que nos preocupa demais.
Bem mais tarde, já deitados, e sem eu perguntar, ele me disse que gostou da coluna. Achou legal eu mandar um beijo para ele, e que jamais pensaria em algo assim. E me perguntou como eu podia ter certeza de que ela não teria feito um escândalo.
Respondi que a reação dela não era relevante. Para mim, surpreendê-la em um lugar público era a garantia de que ela ia me ouvir, ou pelo menos perceber que eu não me abalava com ela. Ela jamais poderia imaginar que eu iria a ela, que a tiraria do controle, e que isso é que fez toda a diferença, independente até do que eu disse.
- Você podia ter mudado o nome dela.
- Mas é um nome tão bonito....Simone, a que o vento levou....
- Você é má, disse ele rindo. Me surpreendeu. 
Na verdade, eu acho que o ser humano é uma surpresa. Ele mesmo tem me surpreendido muito em relação à homossexualidade do nosso filho.
Na próxima quarta começarei a falar sobre isso.
Beijão gente. Até quarta.
Cassia IG (papodemaeig@gmail.com)

5 comentários:

  1. Realmente foi uma atitude corajosa, mas era necessária, não se corta nada se não agir assim.

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  2. todo mundo aqui deve imitar sua finesse...
    hehehe

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  3. Junior tb le sua coluna,Cássia?
    Beijos,querida.

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  4. Obrigada queridos.
    O Ju lê sim. E se diverte.

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  5. É bom ver que algumas pessoas sabem que nem com barraco se resolve tudo...rsrsrsrs

    Adoro sua coluna, leio sempre que posso. Bjs

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