Uma das coisas que mais me orgulham na vida é ter curtido boas e alternativas músicas na juventude. Aos 19, ainda na primeira faculdade, conheci pessoas "cools" e especiais. Elas nada tinham a ver com o curso que eu fazia e me foram apresentadas por acaso. Elas mudaram minha vida desde o primeiro dia.
Fui transportado para um mundo inexplorado. Inconscientemente, aquele universo já fazia parte de mim porque, embora novo, havia a sensação de descobertas. Homens e mulheres, héteros, bi e gays se entrosavam sem discriminação e aparentemente sem preconceito. Eles eram mais livres e desapegados das caretices que eu carregava até então.
Naquela época (1984 para 1985), fui apresentado ao estilo indie cult do The Smiths, dentre outras bandas de estilos diferentes (rock, pop rock, synthpop, etc). O mundo não era globalizado como hoje, não havia internet e lançamentos chegavam ao Brasil meses ou até anos depois. Mas sempre havia alguém que trazia de fora o que estava bombando em países como E.U.A. e Inglaterra.

Até hoje e por causa da associação com aquela fase, tenho o prazer nostálgico de escutar as músicas daqueles quatro caras desunidos, comandados pelo vocalista Morrissey. Tempos depois, por pouco tempo, eles se tornaram cinco e dizem que os estresses causados pelos não sei quantos desentendimentos fizeram a banda se desfazer em 1987. 
Destaco algumas músicas do primeiro álbum auto-intitulado The Smiths:

Cada uma melhor do que as outras.
O segundo álbum, Meat Is Murder, lançado em 1985, não lembro o porquê de não ter curtido e sequer de algum single que tenha marcado ou trazido boas recordações.

O terceiro, The Queen Is Dead (1986), este sim, delírio. Destaques para:

Já disse Marylin Manson uma vez que quem gosta ou sequer pensa no The Smiths é gay. 
Mesmo quando a banda começou a bombar no Brasil, bem depois daquela galera me apresentar aos caras, eu não percebia limitação de tribos, a não ser a divisão entre caretas e cools.

Por outro lado, é inegável o perfil gay hoje associado ao The Smiths. E esse é o gancho para falar de uma das três músicas citadas logo acima, do álbum The Queen....

Segundo os queridos e também "fanzaços"do The Smiths, os DPNN, umas daquelas três canções é o verdadeiro hino gay. Você seria capaz de apontá-la?

Nos links acima têm outras músicas de fases diferentes da banda, inclusive as ótimas Panic e Ask, que fazem parte de uma coletânea lançada pela gravadora em 1987, quando a banda já estava se desintegrando.

Se preferir, clique no canal do Identidade G e confira as demais músicas selecionadas.




Curiosidade

Foram noticiadas várias e vultosas tentativas para o retorno do The Smiths (cifras milionárias foram ofertadas), mas Morrisey sempre negou. Em duas oportunidades, 2005 e 2006, perguntado sobre a razão de sempre recusar - e farto de sempre ser questionado - ele teria respondido: 
Prefiro comer os meus testículos do que me reunir ao 'Smiths' de novo.
Na outra, ele teria dito:
Não somos amigos, não nos vemos mais. Por que diabos estaríamos em um palco juntos?

8 comentários:

  1. taí uma banda q eu ouço falar muito e nunca parei para conhecer direito...
    farei isso agora

    ResponderExcluir
  2. Marilyn Manson tem toda a razão...rsrsrsrsrsrsrsrsrsr
    Lembro dos primeiros clips do "The Smiths"...gaaaaays até a medula dos ossos.
    Ótima banda, com um dos melhores vocalistas que o mundo já conheceu e também um dos mais gays.

    ResponderExcluir
  3. respondendo seu comentário no blog: eu não teria coragem de falar nada com ele, já levei um fora uma vez, não levaria outro.

    ResponderExcluir
  4. A única música que me vem a mente nesse momento é How soon is now?.
    Espero a resposta.hauhaua.
    Beijos,Ju.

    ResponderExcluir
  5. Eu vou procurar alguma coisa ouvir e conhecer de fato. Conheço até alguma coisa, mas nunca me aprofundei.

    ResponderExcluir
  6. Vou esperar alguém acertar... Onde andam os viados com bom gosto musical?????

    ResponderExcluir
  7. Olá, Julio. Sim, foram ótimos tempos.

    ResponderExcluir

Para se cadastrar, preencha o formulário na coluna do lado direito do blog.
Seu comentário é bem vindo, desde que:
1. possua nome e link válidos;
2. não contenha cunho racista, discriminatório ou ofensivo a pessoa, grupo de pessoas ou instituições;
3. não contenha cunho de natureza comercial ou propaganda.
Grato pela compreensão.