As duas ocorrências citadas no título estão na mídia e as vítimas (mulheres gordas e homens homossexuais), sofrem do mesmo mal: a discriminação. 
No primeiro caso, "o rodeio", os caras literalmente montaram nas garotas que eles consideravam gordas durante um evento da UNESP, em outubro de 2010. Um ano após, três deles foram responsabilizados. Assinaram um termo no qual se obrigaram a destinar, cada um, 20 salários mínimos a algumas instituições. A promotoria de Araraquara-SP moveu uma ação civil pública contra o responsável pela criação da página na internet que incentivou a brincadeira de mau gosto. Leia mais aqui (Folha.com).
PROCURA-SE.
O segundo caso, nem é preciso estender. Não deve ser novidade pra ninguém a enésima agressão física e moral aos gays de São Paulo que ocorreu nos últimos dias nos arredores da Av. Paulista (aqui). Olha o que deu pra gravar da cara de um dos agressores aí na foto acima.
Sabemos que há outras vítimas país afora. Talvez sejamos um dos países mais discriminatórios do planeta e, com certeza e contradição, um dos povos mais miscigenados. 
Enquanto nos digladiamos, políticos corruptos estão em gabinetes luxuosos se lixando. Parece que estamos em pleno império romano ou, se levarmos a coisa para o lado racista - mais apropriado -, é o holocausto.
Por que não lutamos contra esses políticos e os governantes que desviam o dinheiro público e criam mais impostos absurdos? Por que não brigamos por mais segurança nas ruas e por uma uma educação que nos torne mais do que intelectuais analfabetos e melhores do que subempregados metidos a besta?
Ao invés, nos conformamos com tudo isso e com todos eles. E ainda aturamos um bando de 'pitboys' classe média sem-noção!
No Brasil é fácil o jovem alienado se sentir rico. Basta pegar o carro (presente do papai que ainda irá pagar a 2ª das mais de 40 prestações) e se achar o tal diante das centenas de pessoas que cruzar ao longo do dia: desde os adultos e crianças sem-teto até trabalhadores em longas filas de ônibus, os quais trajam roupas bem diferentes daquelas de grife que ele adora usar; que realçam os bíceps malhados na musculação ou nas aulas de jiu-jitsu - compradas, claro, com a ajuda da mamãe e sem a ciência do papai (seis vezes sem juros no cartão de crédito).
Esses pais parecem gostar que os filhos pensem que são uma família abastada e privilegiada. De fato são, já que estamos no Brasil, mas o problema é a falta de conscientização dessa ideia. Falta-lhes explicar que o cenário de quem vive na corda bamba, como os financeiramente medianos, pode mudar a qualquer momento. Há insegurança e instabilidade econômica em nosso País - mesmo que a Dilma negue -  e quando a corda arrebenta todos chafurdam na lama. 
Tem que fazê-los entender o sufoco que é pagar as contas do mês, os extratos do cartão, quitar os carnês dos bens móveis e imóveis adquiridos, arcar com o alto custo da faculdade e, de quebra, a academia de musculação.
Principalmente deve, em várias oportunidades ao longo da vida, demonstrar (e não apenas explicar) que as pessoas merecem respeito, sejam elas o que ou quem forem; que tratá-las com educação e dignidade não é somente obrigação, mas o único meio de conseguir viver ou, no nosso caso, de sobreviver...
Do jeito que estamos, daqui a pouco surgirá um ditador racista, o Hitler tupiniquim.
Se bem que há uns e outros tentando por lá, em Brasília. Só lhes falta-lhes  a inteligência o gramur.

3 comentários:

  1. Sabe Ju, as vezes eu me questiono o porque de ainda estar morando no interior e não tentar uma vida fora daqui, daí eu vejo esses absurdos que andam acontecendo e começo a me conformar. Rodeio de Gordas? Gay agredidos de novo? Quando será que essas coisas vão acabar? A resposta é: NUNCA! Nunca! Pelo menos enquanto as pessoas não mudarem sua mentalidade atrasada e os governos começarem a agir para dar um basta nisso tudo.

    Grande matéria meu querido. Bjos

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  2. olha, Junior, eu concordo com o q vc disse, contudo, acho q vc pecou pelas palavras. esse não é um problema da classe média, não são somente pitboys malhados que estão matando homossexuais por ai. não acredite q os travestis mortos a pauladas em pernambuco são mortos por pitboys de classe média. o problema é mais amplo, muito mais amplo...

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  3. Oi Fox. O problema é mais amplo, com certeza. Mas, na postagem, foram pontuais e específicos. As espécies de violência aqui citadas são causadas, na sua maioria, por garotos, moleques deslumbrados com com nada.
    E, já que vc mencionou amplitude, aproveito pra esclarecer que também não são todos. Aqui mesmo, em Copacabana, onde moro, há garotos classe média de ótima índole, educados..
    É só ter pais educados e atenciosos para os filhos seguirem o mesmo caminho. Ou, pelo menos, a probabilidade disso acontecer é maior.

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