Nunca o Reino Unido ("RU") teve um primeiro-ministro tão gay friendly.
A bem da verdade, David Cameron vem fazendo um trabalho de justiça social não somente com os gays, mas com as mulheres e as minorias étnicas, além de se comprometer com a moralidade da política. No seu partido, ele vem eliminando as velhas lideranças desde que se tornou o líder conservador em 2005.
Cameron é casado com Samantha (abaixo, com o filho Arthur) e o casal teve quatro filhos (um deles, Ivan, morreu aos seis anos).É o mais jovem primeiro-ministro em 200 anos de história - acabou de completar 45 anos e assumiu o cargo aos 43.

Ao contrário da maioria dos conservadores, Cameron, com toda razão, não associa orientação sexual à moralidade. Ele entende que esta reflete os hábitos e os costumes da sociedade.
Prova disso são algumas recentes, importantes e polêmicas decisões voltadas aos direitos dos homossexuais do mundo e do RU proferidas por ele:
  • Suspendeu apoio financeiro aos países que não reconhecem os direitos dos homossexuais (sobre isso, leia aqui); e
  • Revogação parcial, a partir de dezembro de 2011, da Civil Partnership Act. Esta lei entrou em vigor em 2005 e permitiu a união civil dos homossexuais do RU, estendendo a eles os mesmos direitos civis dos casais heterossexuais. O problema é que a lei manteve proibição da celebração/registro do casamento gay em lugares de culto. E será esta a parte que será em breve revogada (DailyMail).
As igrejas britânicas ou do RU não estarão obrigadas a celebrar casamentos gays, mas também não estarão mais proibidas por lei.
David Cameron vem declarando que acredita no casamento gay. Segundo ele, o matrimônio é valor dos conservadores.

Um comentário:

  1. Os britânicos têm um savoir faire muito próprio e peculair de tratar dos seus problemas. Não se pode comparar o seu conservadorismo com a tacanhez mental de outros ditos conservadores de outras nações.

    De David Cameron, esperemos que continue a implantação de políticas justas e inspiradoras. Não esqueçamos que o RU é nação líder da Commonwealth, que congrega variadas nações com variados níveis de desenvolvimento social e político, muitas das quais precisando de fazer uma forte inversão nas suas políticas obsoletas e altamente lesadoras das liberdades individuais e dignidade humana. Com essa liderança cabe-lhe a responsabilidade de forçar o desenvolvimento dessas sociedades tão carentes.

    Quanto ao casamento de homossexuais em Igreja... continuo a achar que uma coisa é Estado e outra é Religião. Se não queremos os líderes religiosos controlando as políticas, também não podemos forçar as religiões no seu próprio feudo. Me parece que deverão ser os próprios homossexuais religiosos a debater com as suas próprias hierarquias religiosas os seus direitos dentro das suas igrejas. Como agnóstico teísta entendo que as coisas do foro pessoal e religioso devem ser tratadas em sede própria e não por terceiros.

    Não sei se fui claro, mas tentei. rsrsrs

    Beijos

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