Lembra de Jess Jennings?
Ela surgiu ao grande público pela primeira vez com 6 anos de idade no programa 20/20 apresentado por Barbara Walters em 2007. Junto com ela, estavam Riley Grant (ex-Richard), de 11 anos, e Jeremy (ex-Rebecca), de 17. Os três são norte-americanos e foram diagnosticados com transtorno de identidade de gênero. Para ver ou rever os três blocos legendados da matéria Meu Eu Secreto, clique aqui.
Jess agora é Jazz, uma linda garota de 11 anos, aparentemente feliz e ansiosa pelo resultado da estreia de seu documentário - produzido pela apresentadora Oprah.


Gostaria de ter escrito essa postagem abordando os três, mas não foi possível encontrar informações atuais sobre Riley e Jeremy. Como estarão hoje aos 15 e 21 anos, respectivamente? Seria interessante sabermos por exemplo se realizaram o tratamento hormonal e a suposta cirurgia de adequação do sexo à mente.

Jeremy já tomava hormônios quando apareceu no 20/20, mas Riley, aos 11, estava assustada com a aproximação da puberdade. Junto com a puberdade, vem o desenvolvimento da testosterona que possivelmente a deixaria com pelos na face e no resto do corpo e a voz grossa. Ambos podem ter preferido seguir as vidas longe dos holofotes.

Quem hoje passa pelo mesmo problema é Jazz. O documentário que estreou ontem, 27/11/2011, se chama I Am Jazz: A Family In Transition (Eu sou Jazz: Uma Família em Transição). O filme fala sobre esses e outros problemas de toda a família Jennings - os pais e três irmãos - que lida com a transexualidade, possibilidade de terapia hormonal e bloqueio da puberdade de Jazz.


Outro documentário que estreou logo antes de I Am Jazz, também pela OWN, é Being Chaz (Sendo Chaz), a segunda parte do premiado Becoming Chaz (Tornando-se Chaz). Aquele narrou e exibiu o processo de transformação de Chaz Bono, o filho da cantora Cher. Neste, Bono segue a vida como homem e até exibirá a cena em que pede a namorada, Jannifer Elia, em casamento (foto acima).

Jazz se diz grande fã de Chaz Bono: Fiquei chocada ao vê-lo pessoalmente. Ele é um dos meus maiores heróis, confessou Jazz na entrevista ao Advocate após conhecê-lo no programa americano Rosie Show (clique aqui para assistir - em inglês).

Quanto ao seu próprio documentário, Jazz declarou:
Definitivamente estou animada para compartilhar a minha história, pois quero ajudar outros transgêneros a ser fiéis consigo mesmos. Um monte de crianças transexuais não têm o apoio da família como eu. Quero dividir isso e mostrá-las que é certo sair de suas sombras e contar a seus pais como realmente se sentem. Então, estou feliz de mostrar a minha vida para outras crianças e dizer-lhes que ainda podem ser amadas sendo transexuais e amarem a si próprias também.

14 comentários:

  1. Nossa, que bom ler sobrea materia, é sempre tão enriquecedora!

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  2. Admiro essas pessoas que se expoem.

    Procurei tanto esse programa Meu Eu Secreto em ai,mas só encontro no youtube em partes.

    beijos,Ju.

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  3. Também queria saber o que aconteceu com os outros dois... :(

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  4. A midia apoia, a mãe como se sente, isso é espirito dominante,
    fadas, entidades sonhos não passa de satanismo que ilude a humanidade!

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    1. Acho que não é questão de apoiar e sim respeitar, porque se um médico consegue diagnosticar a transexualidade, acho que não existe por nossa parte, outra atitude melhor. Acho que satanismo está em querer que uma pessoa seja escrava de um tabu que não condiz com sua verdadeira essencia.Abs!

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    2. Crianças são crianças, não devem sofrer influencias desse tipo, elas não são capazes de descinir as intenções de quem as manipulam. Jogue-mos então os livros de ciências do corpo humano no lixo. Um adulto faz sua escolha e responde por isso, uma criança é facilmente levada por não ter consciência doque faz.

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    3. Discordo! Ou se nasce homem ou se nasce mulher. Uma criança deve conhecer essa essência, e depois de adulto decide sua vida.

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    4. E quem disse que foram manipuladas? E quando um menino de 10 anos sente que sua mente não é de menino e sim de menina, influenciar seria tentar convencê-lo de que esta errado.

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  5. Respeito mas acho que todos na sua adolescencia sabiam muito bem em termos de sexualidade e genero o que realmente eram, o que fizeram foi afirmar e é claro, é muito fácil ser o machão ou a gatona porque isso e o que consideram normal. Falta aceitar que existe diversidade!

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  6. Ah claro, aí acontece oq vemos : Um monte de travestis ou gays que por mais que se esforcem, nao terao o corpo feminino. Não entra na cabeça de vocês, a pessoa escolhe sofrer, ser rejeitada e discriminada porque quer?! Aí vem dizer que é o demônio... Acreditem no que quiser, mas na própria fé de vocês, julgar é pecado. Sou hetero, namoro e sou ateu, minha família é religiosa e nao julgo a fé alheia. Julgar é errado, e... Pecado!

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