As regras para a análise de solicitações de asilo político da União Europeia ("UE") foram alteradas para incluir os pedidos de transexuais que sofrem perseguição em potencial com risco eminente em seu país de origem.
É bom lembrar que para ser considerado transexual não é necessário que a pessoa tenha se submetido à cirurgia de troca de sexo, embora a sua máxima vontade seja esta.
As leis sobre asilo político da UE até então previam que aspectos relacionados com gêneros podiam ser considerados pelos examinadores. O texto foi modificado para constar com precisão que "aspectos relacionados com o gênero, incluindo a identidade de gênero, devem ter a devida consideração".
A resolução foi elaborada e negociada por Jean Lambert, membro britânico do parlamento europeu do grupo Greens/EFA, e aplica-se a todos os membros da UE, com exceção do Reino Unido, Irlanda e Dinamarca, países que não aderiram às políticas de asilo político da UE.
O estranho é a proposta ter sido apresentada logo por um membro britânico. Talvez o motivo de o Reino Unido não participar da política de asilo da UE seja o fato de suas regras serem mais abrangentes.
Pelo mundo afora os transgéneros podem ser perseguidos por serem quem são. Esta nova diretiva reconhece o perigo que enfrentam e vai obrigar os estados membros da UE a terem em consideração a identidade de gênero nos pedidos de asilo. Espero que numa futura revisão a orientação sexual dos candidatos se torne mandatória também, comentou Dennis de Jong, vice presidente do LGBT Intergroup e responsável pelas políticas de asilo do grupo GUE/NGL (Green United European/Nordic Green Left).
Assista ao vídeo do programa Amor e Sexo no site da Globo. Duas transexuais da plateia esclarecem a diferença entre travestis e transexuais. O programa inteiro é sobre sexualidade, mas se preferir ir direto ao ponto, adiante o tempo do vídeo para 7'32''.
Se quiser aprofundar o tema há alguns filmes que poderá assistir. Uma indicação do Lobinho (Intercine Gay) é o longa "20 Centímetros", um drama-comédia que narra a trajetória de uma travesti. Ou procure no mesmo site a tag "Tansexual" para ver mais opções.
Fonte de pesquisa para a postagem: PortugalGay.

4 comentários:

  1. Acho que no filme 20 Centímetros explica essa parte da cirurgia.

    Beijos,Ju.

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  2. realmente, transexuais precisa desse tipo de proteção.

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  3. Passo a passo vamos fazendo o caminho... mas há ainda muito caminho a percorrer. Há ainda muita discriminação e perseguição por esse mundo fora.
    É um mundo muito triste! E a necessidade de medidas destas, em prol da protecção dos direitos de cada um, mostra o quanto estamos atrasados e bestializados ainda.

    Beijos

    PS: Obrigado pelas tuas visitas e comentários lá por casa. Na verdade o vídeo é comovente. Não sei quem o dirigiu, mas o estilo me lembrou muito a fotografia de Sebastião Salgado. Bjaum

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  4. Primeiro que as fotos que ilustram o post são de drags, não de trans. Nós não somos uma fantasia que se retira no fim de um show. Segundo que nem todas as pessoas trans querem fazer a cirurgia de redesignação genital (e não "troca de sexo", termo usado por gente ignorante), o que torna uma palhaçada falar que esse é o nosso máximo desejo. Meu máximo desejo é ter um emprego, uma vida digna e poder sair na rua sem sofrer nenhum tipo de constrangimento. Coisa que gays não entendem, pois nos veem como aberrações que só querem chamar atenção e "causar" na rua. Na verdade eu prefiro passar despercebido mesmo, inclusive na hora de apresentar meus documentos. Não é só por perseguição religiosa e agora política que o asilo me parece uma boa opção, me livrar da transfobia vinda do meio LG (porque o B é de banana e o T é de transparente) também é um objetivo. A população gays cis no Brasil (pois existem gays e lésbicas trans, pasmem) às vezes é mais intolerante e ignorante que o resto da população, e já estamos cansados de lidar com essa militância festeira, machista e autocentrada que pouco se importa em tratar pessoas trans como normais, só nos usam pra engrossar estatísticas de mortes de gays e lésbicas e como curiosidade pra exibir em festas. Raros são os gays e lésbicas que de fato nos são aliados.

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