Reuni duas notícias sobre a Argentina encontradas no site "Opera Mundi" (aqui e aqui) que mostram que o País, apesar de ter vivido sua pior crise institucional e econômica na década passada, ainda mantém o seu status de competitivo e moderno. 
Não ficou claro pra mim se as medidas abaixo consideraram os transex masculinos (mulheres para homens ou 'female to male') e se permitem que os presos transexuais sejam encaminhados às penitenciarias de homens e mulheres de acordo com o gênero contemplado, ao invés de criarem celas especiais.

As matérias abaixo foram resumidas, ok?

Uniformes Femininos Aos Militares Transexuais
Militares transexuais e travestis das forças de segurança da Argentina poderão usar uniforme feminino, de acordo com uma resolução assinada pela ministra de segurança do país, Nilda Garré, anunciada em 30/11. A norma prevê o respeito à identidade de travestis e transexuais, tanto de agentes da polícia como das Forças Armadas.
“Toda pessoa que se identifica como mulher passará a usar o uniforme feminino e os banheiros e vestiários de mulheres”, explicou a diretora de Direitos Humanos do ministério, Natalia Federman, ao jornal argentino Clarín. O nome adotado pelos agentes também deverá ser respeitado pelos organismos de segurança, segundo a norma.
Decisão foi comemorada pela comunidade LGBT argentina
Além dos agentes, qualquer cidadão presente em dependências das forças de segurança argentinas deverá ter os direitos de gênero contemplados. Nas penitenciárias e delegacias, os presos poderão usar celas e banheiros de acordo com sua identidade sexual. Os detidos que não se identifiquem como homem ou mulher deverão ser alojados em celas especiais.
Entre as medidas previstas, também está a realização de palestras e assessoramento para capacitar e sensibilizar os agentes destes organismos e evitar condutas homofóbicas. 
Sistema Prisional Argentino se Torna Modelo
Desde 2003, a Argentina vem implementando uma série de medidas para melhorar o sistema penitenciário do país. Oito anos depois, o país acaba de se tornar uma referência para outros países do mundo. A avaliação está presente em relatório elaborado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), finalizado esta semana.
De acordo com o relatório, “a saúde e a qualidade de vida das pessoas em prisões – sob sua jurisdição – têm se tornado uma clara prioridade da administração penitenciária da Argentina”. O documento aponta que houve avanços “impressionantes” nos programas de saúde e de promoção da igualdade de gênero nas prisões federais, em comparação às observações realizadas em 2008.
O relatório, conduzido pela Especialista Sênior da Unidade de HIV do UNODC, Fabienne Hariga, ressaltou que “desde 2008 houve uma importante reforma no sistema penitenciário, que inclui maior atenção às necessidades de mulheres, mães vivendo com seus filhos, jovens adultos, mulheres estrangeiras, transgêneros, homossexuais e mulheres idosas”.
“Tudo isso incluiu a implementação de programas para prevenir a violência e o suicídio, ao mesmo tempo que a reforma do programa de saúde tem uma mudança de paradigma do olhar médico para um olhar integral da saúde”, aponta o relatório.

6 comentários:

  1. quem sabe o efeito Orloff vinga neste caso tb né?

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  2. Oi, tudo bem? Eu e meu ceticismo... seguinte: até que ponto uma medida dessas tem um objetivo de auto promoção e até que ponto ela é geradora de uma mudança efetiva no modo como o povo LGBT é encarado por esses órgãos oficiais?

    Acho que falta uma informação: quantos travestis e/ou transexuais, fazem parte das forças armadas e, portanto, irão se beneficiar dessas medidas? Será que dá pra contar com os dedos de uma mão?

    Junnior... brigadão, tá!

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  3. Ao ler estas novas que nos dás por momentos acreditei estar noutro planeta.
    De onde vim o povo diz que "quando a esmola é grande o pobre desconfia".
    Meu querido, acho que desta vez não sei o que dizer.

    Beijos

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  4. Não sei como os ativistas gays agem na Argentina.Só sei que eles conseguiram o direito de casamento gay.A decisão, apoiada pela presidente Cristina Kirchner, transformou o país no primeiro da América Latina a permitir o casamento gay.
    Com essa notícia,eles ganham mais um ponto.Só posso parabenizar los hermanos.
    Beijos,Ju.

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  5. Vamos morar na argentina? [2]. Estao és revolución!

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