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O presidente norte-americano, Barack Obama, aprovou ontem, 06.12.2011, uma medida que estipula que todas as agências da Administração americana devem garantir que a assistência diplomática e a ajuda no exterior promovam e protejam os direitos humanos dos homossexuais. Desse modo, o governo americano pretende que os direitos dos gays, lésbicas e transexuais estejam no centro da política externa em todos os órgãos governamentais.
Estou profundamente preocupado com a violência e a discriminação dirigida a lésbicas, gays, bissexuais e transexuais em todo o mundo, declarou Obama.
A Secretária de Estado, Hillary Clinton, recebeu o memorando do presidente americano na sede da ONU, em Genebra, antes de iniciar o seu discurso sobre o tema. A chefe da diplomacia americana dedicou mais de meia hora argumentando sobre a luta contra o preconceito aos homossexuais. 
Segundo ela, os Estados Unidos destinarão três milhões de dólares para apoiar a luta contra a homofobia no mundo. A quantia será usada para lançar o Fundo Mundial para a Igualdade, com o objetivo de apoiar organizações da sociedade civil que lutem pelos direitos homossexuais e transexuais.
Confira alguns trechos.
  • Agredir ou matar por causa da orientação sexual ou porque alguém não se ajusta a normas culturais sobre a aparência ou o comportamento que deveriam ter homens e mulheres constitui uma violação dos direitos humanos. Ser homossexual não é uma invenção ocidental, é uma realidade humana.
  • Os direitos dos gays são direitos humanos e os direitos humanos são direitos dos gays.
  • Todas as pessoas merecem ser tratadas com dignidade, independente de quem são ou de quem amam.
  • É uma violação dos direitos humanos quando um Governo declara ilegal ser homossexual, quando as pessoas são espancadas ou assassinadas por sua orientação sexual.

10 comentários:

  1. Que esse dinheiro possa realmente fazer diferença nessa luta. Uma boa quantia eim, Sim, nós podemos!

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  2. Olha, Junnior, eu sou uma pessoa que fica sempre com um pé atrás com esse tipo de ação... destinar x zilhões de merrecas pra fazer tal coisa... mas, tudo bem, em relação à essa causa, antes isso do que nada. Eu sempre tive (e tenho ainda) uma grande dúvida sobre o conjunto de atitudes que, nós próprios gays, tomamos ou deveriamos tomar, por nossa conta e risco, sem tutela alguma, sobre esse assunto. Vou tentar ser sucinto.

    Se pensarmos bem todo esse ódio, essa discriminação, dependendo da sociedade que focamos, no fundo é uma questão de poder. E quando falo em poder, falo em poder político, no sentido grego de polis, manifestação livre dos cidadãos da polis. O que vejo na maioria das sociedades é algo do tipo “gritando conseguiremos”... será? Será que a gente só sabe fazer isso? Gritamos quando levamos porrada e continuamos gritando pra não levar...

    Já pensou na força política, agora adormecida, de algo em torno de 10 a 12 % da população humana? Olha, sinceramente, não acredito em tomada de poder, mesmo que seja de uma parcela dele, apenas através de gritaria.

    Enfim, a apropriação de poder é sempre uma ação de luta, quer seja coletiva ou individualmente. Resumo da ópera: se devemos transformar o veneno em remédio (o que provoca a doença é o que cura) acredito que deveríamos “partir pra porrada”... e nos apropriarmos do poder que nos pertence.

    Ficou confuso?

    Abraços Cesinha

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  3. Cesinha e Augusto.
    Dois pontos citados por vocês que, de cara, tenho q concordar: 3 milhões de dólares são realmente "zilhões de merrecas" se fossem todo o dinheiro a ser empregado numa causa dessa. Porém, como disse Augusto, "se bem empregado"..., ele será o clique do 'play' para movimentar algo mais grandioso. Lembre-se, falei disso aqui no IdG há poucos dias, que nos próximos cinco anos, o governo do Canadá já destinou de seu orçamento cerca de 7 milhões de dólares canadenses para financiar projetos que visem combater a homofobia - começou com um estudo promovido pela Universidade de Quebec a qual recebeu cerca de 800 mim dólares.
    Se a força vir de países sérios e comprometidos com os direitos humanos, creio que a confiança emanará dos próprios gays para que lutem individualmente pelos seus direitos.
    Novas leis internacionais poderão surgir dos grandes projetos.
    A coragem nasce através de bases sólidas, ou seja, precisamos, no mínimo, do sentimento de amparo legal. A autoconfiança para assumirmos posturas mais firmes na busca do respeito e dos direitos não virá de violência. Não adiantará sairmos de casa com porretes nas mãos (pra não dizer armas) e vivermos na defensiva procurando um motivo para usá-los.
    Enfim, precisamos é de leis que garantam nossa integridade e segurança. Através delas, qualquer gay se defenderá e correrá atrás do qualquer malfeitor que cruzar o seu caminho. Como um leão que defende o seu território.
    Agora, eu q pergunto: deu pra entender?

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  4. Seguinte: antes de mais nada, adoro seu blog! Bem, quando eu falo em “dar porrada” não quero que me entendam “at the foot at the letter” (kkkkkkk... se bem que tenho essa vontade, ser na porrada mesmo, até já me preparo para alguma eventualidade). É que, se ficamos nessa de “esperar” a lei como uma benesse, uma dádiva dos donos do poder, a coisa vai demorar outros “zilhões de anos”.

    A grande questão que tenho é a maneira de fazermos a luta, pois, como disse, sem luta não acredito em conquista alguma. Falando mais diretamente: essa dominação hegemonicamente hetero adora enviar pra gente formas estereotipadas, “padrão” de comportamento. E, o que a grande maioria de nós faz? Vestimos, de corpo e alma essas formas e, com isso reforçamos o preconceito. Então vem os famosos: tá vendo, lá vem essas bichinhas, com as viadagens delas!

    Desculpe, longe de mim ofender quem quer que seja, muito menos meus pares... mas fica difícil uma discussão dessas nesse espaço. Pelo menos tento colocar meu ponto de vista.

    Abração pra você! Cesinha

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  5. "Desculpe, longe de mim ofender quem quer que seja, muito menos meus pares... mas fica difícil uma discussão dessas nesse espaço. Pelo menos tento colocar meu ponto de vista."

    Cesinha, Cesinhaaa...
    Você não imagina o quanto o debate, no nível proporcionado por você, é algo tão imaginado e prazeroso pra mim.
    Talvez pequemos na forma de fazê-lo, pois, na forma escrita, muitas vezes, o que colocamos não é lido como pensamos ou como gostaríamos. Ainda mais quando nos preocupamos com o tamanho do texto para não ficar cansativo.
    Estou mega lisonjeado com os seus argumentos/comentários e pelo tempo que vc disponibilizou para fazê-los.
    Se as minhas respostas não foram da maneira que você esperava, eu sinto demais por isso.
    Por exemplo, a intenção não foi a de levar ao pé-da-letra a questão da luta como vc se referiu - e q mencionei violência. Nós, blogueiros, prestamos um serviço aberto ao público geral e temos q nos preocupar com as várias cabeças que aqui passam e leem tudo o que está escrito. Eu penso dessa forma e muitas vezes sou mal interpretado por isso. Deixo de registrar pontos de vista pessoais pensando no difuso e, às vezes, me dou mal.
    Não se sinta tolhido a nada aqui. Esse espaço é aberto para isso mesmo, para debates, principalmente inteligentes e agregadores como o seu.
    Peço-lhe mil desculpas pelo mal-entendido, ok?
    Acho q mehor eu não reponder aos comentários, rs.

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  6. Eu de novo... já voltei do almoço. Oh, nada disso de não responder aos comentários! Esse seu jeito de falar com a gente é a coisa mais legal que tem aqui!
    Beijão Cesinha

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  7. eles não deveriam antes permitir o casamento em todos os estados, por ex?

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  8. Foxx, acredito que Obama, com essa 'força-tarefa', pretende comer pelas beiradas, ou seja, ele próprio precisa de reforço internacional para trabalhar internamente. Os Estados dos Estados Unidos (rs) têm autonomia maior e o poder de legislar é exclusivo do Congresso. O presidente não pode sequer expedir medidas provisórias como ocorre aqui no Brasil.

    Cesinha, obrigado pelo seu incentivo. ; )

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  9. Achei legal a postura do governo americano, mas não vamos nos empolgar muito não pois eles são representantes de um país cua sociedade é extremamente "moralista" e conservadora ... lá tb eles têm muito o q fazer para q todo este discurso seja válido ... mas enfim ... é um passo sem dúvida neste processo ... e vai ser muito útil para combater o genocídio de muitos países como Uganda ...

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  10. Essa medida da administração Obama me recorda uma medida semelhante do primeiro ministro inglês. Política é política; uma esgrima de argumentos que podem parecer muito e afinal resultar em nada. Mas é nesses vai-vens da política que vamos obtendo as leis que nos possibilitam enfrentar individualmente a nossa realidade quotidiana. O resto tem de ser feito por uma contínua educação de massas, seja por discurso de políticos ou por aplicação de penalizações através do poder judicial.
    Estou contigo que uma nova realidade se constrói com determinação e legislação protectora dos direitos de cada indivíduo e não andando por aí à trolitada e berraria. Não há nada mais irracional que uma multidão excitada.

    Beijos

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