A oposição já começou a declarar guerra contra a política de Barack Obama na defesa dos direitos homossexuais.
Isso me lembrou o comentário do Braccini (do blog "enfim! é o que tem pra hoje") da postagem anterior. Ele nos alertou que o moralismo e conservadorismo dos americanos seriam indícios de que a luta de Obama a favor dos homossexuais do mundo, ou melhor,  dos direitos dos cidadãos homossexuais, não será fácil.
E o primeiro a erguer o muro do 'apartheid' foi o pré-candidato republicano à presidência dos Estados Unidos e atual governador do Estado do Texas, Rick Perry. Ontem ele se manifestou contra o discurso do presidente norte-americano e da secretária de Estado, Hillary Clinton, e deixou bem clara a sua resistência. E sobrou para os gays:
É profundamente reprovável o estilo de vida gay.
Este é apenas o mais recente exemplo de uma administração em guerra com as pessoas com fé nesse país.
Investir dinheiro de contribuintes para promover um estilo de vida que muitos americanos com fé acham profundamente reprovável é errado. O presidente Obama mais uma vez confunde a tolerância americana para diferentes estilos de vida com endossar esses estilos de vida. A guerra dessa administração com valores tradicionais americanos deve parar.
Em contrapartida, Obama anunciou na terça-feira que aumentará a ajuda e os esforços para promover os direitos dos homossexuais no exterior, especialmente em países que criminalizam a homossexualidade.
Rick Perry faz a linha Collor, aquele típico político bom de papo, de aparência e cheio dos olhares 43. Ele está, claro, de olho gordo nas próximas eleições presidenciais e já vem perseguindo o presidente Obama desde o fim da política Don't Ask, Don't Tell - a qual não permitia homossexuais assumidos nas forças armadas americanas - e a proibição da prática religiosa de determinada religião, em detrimento de outras, nas escolas púbicas. Quanto a isso, declarou:
Eu não tenho vergonha de admitir que eu sou um cristão, mas você não precisa estar nos bancos da igreja todos os domingos para saber que há algo de errado neste país, quando os gays podem servir abertamente nas forças armadas, mas nossos filhos não podem abertamente celebrar o Natal ou orar na escola.Como presidente, vou acabar com a guerra de Obama sobre religião e eu vou lutar contra os ataques liberais na nossa herança religiosa. A fé fez a América forte e pode fazê-la forte novamente.
É impressionante como algumas pessoas utilzam a religião para se promoverem, não é? E conseguem. É em nome dela que muitos eleitores erram e os falsos moralistas e pseudoreligiosos se elegem nas eleições. Igualzinho ao Brasil.
As informações acima foram obtidas no site Huffington Post.

5 comentários:

  1. pois é, o mundo é ainda mais negro.

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  2. Essa postagem me soa como uma profecia confirmada do que teremos de mrcsnte no Ano do Arcano O papa: a religião sendo novamente usada como desculpas para que pessoas ignorantes e fanáticas façam o jogo cruel desses políticos que em nome de Deus desrespeitam o ser humano.
    A briga vai ser feia em 2012!

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  3. Não é a toa que os gays americanos odeiam os republicanos.

    Beijos,Ju.

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  4. A política de Obama na presidência tem um gosto a desilusão. Estas medidas aqui anunciadas têm um certo ar de agenda eleitoral, tanto para ele como para os republicanos. Sabendo como o eleitorado ianque é burro, só esperar para ver o retrocesso de políticas de vanguarda. O povo norte-americano é conservador por natureza; nada a fazer.

    Beijos

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  5. Estilo de vida gay? Nunca entendi as argumentações tanto a favor quanto contra, essas colocações são mesmo fruto de uma sociedade de consumo, pré-fabricada e pouco espiritualizada, e não me refiro à espiritualidade de centro espírita, mas a honestidade de nossas humanidades. Ou será que o gari, varredor de rua gay que eu conheci tem uma vida de estilo diferenciado com seu parco salário.

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