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| Maria Gadú (à esquerda), no palco, deu um beijo no cantor Leandro Leo durante a apresentação de um de seus shows. Julho de 2010. |
Não dou nome ao que sou. Por que vou falar que viado é do caralho? É do caralho mesmo, mas hétero também é. Além do mais, eu não sei quem vou conhecer amanhã.
Sou mãe de um jovem gay. Percebi quando ele tinha menos de três anos e o criei respeitando as suas características e plantando os valores que todos nós devemos ter.É claro que não é fácil. O mundo é constituído por todos nós, e vejam como ainda estamos em um estágio primitivo. Que texto triste!Esse conteúdo não tem valor porque contém argumentos falaciosos. A promiscuidade é tão presente entre héteros quanto em homossexuais. É humana. E ser homossexual quer dizer apenas que aquele ser se sente atraído emocional e sexualmente por pessoas do mesmo sexo. Só isso.E um ser humano é muito mais que isso. Se aceito, amado, educado e respeitado, aprende desde cedo a corresponder, desenvolve a auto estima. E isso começa em casa, com o pai e a mãe.Tenho orgulho do meu filho. Tem postura, educação, respeito a si mesmo e a todos. Gosta de estudar e tem planos bem concretos para a sua carreira e vida. É um rapaz normal e maravilhoso.E para os que me lêem, eu digo: só tenha um filho se estiverem preparados para enfrentar o desconhecido e aceitar uma pessoa que não é você; que tem a sua própria identidade e, acreditem, é a melhor de todas as experiências que a existência pode nos dar.
Curtam os seus filhos. Se vocês forem pais comprometidos com a felicidade dos seus, héteros ou gays, eles serão pessoas maravilhosas.Mas, o mais importante: cada pessoa tem todo o direito de ser quem é.Abraços a todos.
Essa foi especialmente para o IdentidadeG.
Uma pausa pra puxar um ferro [foi só pose pra foto].
| Foto: STJ. |
- Ministra Nancy Andrighi (relatora - à esquerda na foto acima), iniciou a seção e relatou o seu voto: SIM (para o reconhecimento da união estável homossexual).
- Ministro João Otávio de Noronha: SIM.
- Luis Felipe Salomão: SIM.
- Aldir Passarinho Junior (que nesta semana entrou com pedido de aposentadoria a qual está prevista para abril deste ano): SIM.
- Ministro Sidnei Beneti (o do meio na foto): NÃO.
- Desembargador Vasco Della Giustina (convocado para compor a mesa): NÃO.
- Ministro Raul Araújo (o da direita na foto): pediu vista dos autos e interrompeu o julgamento.
Atenção: um colegiado formado por 10 ministros do Superior Tribunal de Justiça - STJ decidirá hoje, 23/02/2011, se as regras do direito de familia poderão ser aplicadas a casais gays. A decisão do colegiado irá uniformizar o entendimento sobre o assunto e criar uma jurisprudência consolidada para todas as turmas da corte superior. Vale ressaltar que a justiça brasileira, em todas as instâncias, já vem reconhecendo a união estável entre pessoas do mesmo sexo, conforme veremos em alguns exemplos abaixo. No entanto, o tema carecia de uma jurisprudência clara a qual evitará decisões díspares, sobretudo, as proferidas por juízes naturais e desembargadores.
O afeto homossexual saiu da clausura e a ausência de previsão legal jamais pode servir de pretexto para decisões omissas.
Ministra Nancy Andrighi, da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça ("STJ"), sobre o julgamento de um recurso especial do Paraná em defesa da igualdade dos direitos civis advindos da união estável formada entre casais homossexuais e heterossexuais. 09/02/2011.
O homossexual não é cidadão de segunda categoria. A opção ou condição sexual não diminui direitos e, muito menos, a dignidade da pessoa humana. Por isso, a relação homoafetiva geraria direitos analógicos aos da união estável.
Ministro aposentado do STJ, quando em exercício, Humberto Gomes de Barros, numa decisão que permitiu a inscrição do companheiro homossexual em plano de saúde.
Nos casos de adoção, deve prevalecer sempre o melhor interesse da criança. Esse julgamento é muito importante para dar dignidade ao ser humano, para o casal e para as criança.
Ministro Luiz Felipe Salomão, relator do voto que reconheceu a adoção de duas crianças por um casal de lésbicas. O voto foi acompanhado por todos os demais ministros da Quarta Turma do STJ. 31/01/2011.
Não estamos invadindo o espaço legislativo. Não estamos legislando. Toda construção do direito de família foi pretoriana. A lei sempre veio a posteriori.
Ministro e presidente da Quarta Turma do STJ, João Otávio de Noronha, após elogiar e apoiar o voto do ministro Luiz Felipe Salomão (acima). 31/01/2011.
O ordenamento jurídico coíbe quaisquer formas de discriminação do cidadão e, entre estas, evidentemente a diferenciação em razão do sexo ou orientação sexual.
Juíza de Direito Vera Regina Cornelius da Rocha Moraes, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, em sua sentença que permitiu a inclusão do companheiro de um servidor público falecido como beneficiário de sua pensão. 05/08/2010.
O preâmbulo da Constituição é expresso ao dispor que a sociedade brasileira é fundamentalmente fraterna, pluralista e sem preconceitos, sendo que os princípios da igualdade e da dignidade da pessoa humana, ambos consagrados pelos artigos 1º, inciso III e 5º, inciso I da Carta também impõem uma interpretação ampliativa do texto constitucional a fim de assegurar às pessoas de orientação homossexual o mesmo tratamento legal dispensado aos de orientação heterossexual.
Juiz Augusto Drummond Lepage, da 2ª Vara da Família e Sucessões de Pinheiros - São Paulo. Sentença que reconheceu a existência de relação homoafetiva entre duas mulheres e, consequenemente, a união estável. 17/11/2011.
Família não é mais sinônimo de casamento de um homem com uma mulher. Logo, no Estado Democrático de Direito todos têm o direito de se unirem em relações monogâmicas, independentemente da orientação sexual.
Juiz Augusto Drummond Lepage na mesma ação judicial acima citada, ao finalizar a sua decisão. 7/01/2011.
O transexual não se confunde com o homemossexual ou o travesti, já que a transexualidade é a condição sexual da pessoa que possui uma genitália, mas sua personalidade e atos são completamente do sexo diverso. Negar-lhe a possibilidade de nova identidade sexual, compatível com sua atual realidade fática, ofender-lhe-ia a dignidade humana, ante o constrangimento que, por certo, sofreria pelo fato de seu nome e sexo registral não corresponderem ao seu aspecto físico.
Juiz-substituto da 5ª Vara de Família, Sucessões e Cível de Goiás, Luciano Borges da Silva, ao fundamentar e deferir o pedido de registro civil de uma transexual para alterar o prenome e o sexo de batismo em seus documentos pessoais. 14/01/2010.
[este último exemplo não está relacionado às causas dos gays. Foi inserido porque o blog também aborda questões correlatas à sexualidade e, neste caso, à transexualidade]
Fontes: IBDFAM e site do STJ.
Foto: “sunface13” (Flickr)
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| T.a.t.u. - Símbolo da adolescência lésbica no início de 2000. Lembra delas? Clique na imagem. |
Obs: para conferir algumas considerações legais sobre a "idade de consentimento" para práticas sexuais no Brasil, clique aqui.
O SEGUNDO
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| João Batista Júnior e Tiago Soliva: vítimas de homofobia num cinema. |
Alguns casais heterossexuais se abraçam e se beijam normalmente. No meio deles, um casal formado por dois homens homossexuais (foto à dir.) também se beija e se abraça. Um segurança do cinema que já havia olhado de forma estranha para os dois desde o momento da entrada, conforme foi informado depois, se incomodou quando viu o casal se beijando - e somente aquele casal. Ato contínuo, se aproximou dos enamorados, apontou para a saída e pediu que se retirassem do local porque estavam constrangendo os demais ali presentes.
Vou propor e protocolar no dia do lançamento da frente. Existe um projeto tramitando de união estável, nós vamos propor outro. Não é “casamento gay”. Quando a imprensa coloca assim, provoca um equívoco quanto à noção do sacramento do casamento. Não estamos tratando disso, mas de um direito civil. O Estado é laico e o casamento é um direito civil, ele tem que ser estendido ao conjunto da população, independente da orientação sexual e identidade de gênero. Se os homossexuais têm todos os deveres civis, então têm que ter todos os direitos. É assim que funciona uma república democrática de verdade.Fontes: Notícias R7; CliquePB; e Revista época.
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| Foto: divulgação (AgNews) |
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| Foto: AgNews |
Na entrevista do "Fantástico", exibida hoje, ela reitera o desejo e o processo em andamento para a cirurgia de mudança de sexo e faz uma ressalva: não é fácil ser uma transexual. Com isso, pretende romper barreiras. Assista aqui a entrevista do "Fantástico".
[Amo vocês Dois, mesmo sem conhecê-los pessoalmente]
Fotos: 'site' "De Calças Curtas".
Fotos: (1) Por Greg Vaughan e Pantelis para Coitus Magazine; (2) Por Francesco Carrozzini; (3) e (4) twitter do modelo.
Esta postagem teve a finalidade despretensiosa de traçar um resumo simplificado do histórico movimento LGBT brasileiro e foi um pedido do querido leitor Lobinho (Intercine Gay). Caso injustamente omitidos outros ativistas que ajudaram nas causas dos homossexuais, fica registrado, desde já, que os mesmos poderão ser acrescentados. As fontes foram todas ressaltadas pelos links.
"Temos meninos para o nosso prazer, concubinas para as nossas necessidades sexuais e esposas para cuidar da casa e dar-nos filhos."
Antigo ditado grego.

Imagens: (1) Canal de História; (2) e (3) Dan Branderburg.
As cenas são muito legais e falam por si (Ti Ti Ti, novela das sete).
Visualizar Carnaval 2011 em um mapa maior
Foto: Alfredo Rodrigues.
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| Foto: Gregory Kramer. |
"Rio de Janeiro, 03 de fevereiro de 2011
Ao Sr. Toni Reis
Presidente
ABLGT - Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais
Prezado Toni,
Em nome de Octávio Florisbal, agradeço a sua carta (PR 353/2010) com relação ao tem "beijo gay" e parabenizo a ABLGT pela relevante atuação no promoção do respeito à divesidade sexual.
O combate ao preconceito, à discriminação e a defesa de direitos é casua que nos une. O reconhecimento desta entidade ao papel que a Rede Globo vem cumprindo ao longo dos anos neste sentido - por meio do jornalismo, da teledramartugia e demais programas de entretenimento - sem dúvida nos motiva a seguir trilhando este caminho, colaborando com a discussão ampla e qualificada pela sociedade e a consequente mudança de atitudes e comportamentos. Gostaria, também por isso, de comentar determinados pontos de sua carta.
Sobre a classificação estabelecida pelo Ministério da Justiça para a programação televisiva, entendemos que, como existe hoje, esta não se limita a ser "indicativa", uma vez que efetivamente proíbe a veiculação de programas que apresentem conteúdo considerados "sensíveis" fora das faixas horárias determinadas. Não se trata de mera recomendação, embora a Constituição Federal vede qualquer tipo de censura prévia. É algo, inclusive, que substitui o poder parental, uma vez que não há possibilidade, como no cinema, por exemplo, de os pais autorizarem a entrada de seus filhos em sessões de filmes classificados para crianças ou adolescentes mais velhos. Infelizmente este é apenas um dos mecanismos e iniciativas que representam restrições às liberdades individuais atualmente em nosso país.
Quanto à possibilidade de a emissora vir a recomendar o do beijo gay aos seus autores, entendo que cabe fazer uma distinção. Estimular que os autores abordem causas de interesse da sociedade, promovendo princípios, valores e direitos universais, é sem dúvida papel de uma empresa de comunicação consciente de sua responsabilidade social, uma vez que o convite à reflexão sobre a realidade por meio da ficcção contribui com a formação social...." (os grifos são meus)
"A teledramartugia, diferentemente das questões éticas e sociais, não é o ambiente adequado para levantar bandeiras de comportamento moral no campo da sexualidade baseada na individualidade." (grifei)
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| Foto: Henry Horenstein. |
O que significa esterotipar o gay? Contribuir com a imagem figurada e, por vezes, patética, do homossexual:
Lésbicas 'fanchonas' (muito masculinas): você já vi alguma no "Big Brother" ou em novelas? Não mexem com o imaginário dos homens; não são "engraçadas" = zero de audiência.
Lésbicas femininas: Há muitas (novelas, "Big Brother", etc). Longe de serem engraçadas, em contrapartida, atiçam a libido de 99 a cada 100 homens heterossexuais = audiência certa.
Gays não afeminados: as novelas começam a inserir personagens assim por conta do crescimento deste universo. Os homens másculos e gays estão cada vez mais saindo do armário e participando do convívio social. Porém, ainda não têm prevalência entre os que aparecem nas novelas. No Big Brother, então....
Gays afeminados: nem precisa comentar, basta citar: novelas, "Zorra Total", "Big Brother", "Amor e Sexo" e etc. São o que há de engraçadíssimos, néam?
O autor de "Insensato Coração", Gilberto Braga (que é homossexual), parece que formará um romance de casal gay nesta novela parecido com o dos casais heterossexuais, ou seja, o público acompanhará a relação desde o momento em que os dois se conhecem até namorarem, passando pelos mesmos dramas que um casal hérero geralmente vive nos folhetins. Nos antigos, quando havia um casal homossexual, ele caía de pára-quedas. Juntos, claro.
Quando uma importante emissora dos E.U.A. ou de outro país desenvolvido quebrar este paradigma e conseguir um considerável sucesso de audiência por meio de uma divulgação que aborde a questão de forma inteligente e digna, aí, sim, a Globo copiará o feito dando pinta por aqui de pioneira e transgre$$ora.
Me lembrei agora de um comentário do Aguinaldo Silva - que também é gay e um dos autores de novelas da Globo - em seu "twitter" no ano passado: digam o que disserem os meus colegas tolinhos, eu reafirmo: nunca haverá um beijo gay no horário nobre da tevê.
Fonte: Site Terra.
























