Começo a entender o povo brasileiro por ter votado em massa para eleger o comediante/palhaço Tiririca a deputado federal. Foi pra fazer companhia ao Jair Bolsonaro. Aquele Congresso tá mesmo virando um circo. Pena que o Tiririca tá levando mais a sério.
Preta Gil não entendeu a brincadeira do deputado. Ou terá sido o deputado que não entendeu que Preta Gil falava sério? Enfim, vai rolar processo!
O namoro é como um contrato. Não aquele convencional, mas um com cláusulas chamadas implícitas pelos americanos e pelos ingleses. No relacionamento amoroso, assim estabelecido, as regras não são nunca fixadas de forma escrita. E quem seria louco, né? A maioria dos casais sequer as pronuncia escancaradamente. Imagine a cena: vamos agora combinar que, para ter validade o nosso namoro, teremos que nos encontrar, no mínimo, três vezes por semana e obrigatoriamente aos sábados; Não poderá haver traição... E por aí vai.
Não precisa nada disso porque já está implícito. E, não raro, o contrato se rompe quando uma das partes descumpre uma (ou mais) 'obrigação' e, a partir de então, estão desfeitos os encontros; os beijos; os dias, meses ou anos de entrega mútua; a paixão; ou tudo isso e mais alguma coisa: o amor.
Do contrário, às vezes, há renovação, alterações, adendos e até a assinatura de outro contrato, este sim, formal e solene: o casamento.
Essa analogia jurídica ou esse blá-blá-blá todo foi pra chegar naquele que pode ser considerado por algumas pessoas o pior dos inadimplementos de um contrato de romance: a TRAIÇÃO. Você se considera uma delas (responda na enquete mais abaixo)?
Dizem por aí que a infidelidade faz parte da natureza do homem (regra) e que as mulheres que se comportam assim seriam exceção. Um leitor escreveu solicitando opinião sobre o comportamento dos casais formados por homens gays: haveria um exagerado "consumismo de corpos" (como ele chamou) no "gay way of life"? Seriam eles mais infiéis do que os homens heterossexuais ou do que as mulheres gays ou não? Leia o desabafo abaixo.
Não parei pra pensar muito e elaborar melhor uma idéia mas, não aguento mais! Tenho 40 anos, Tive quatro namoros sérios de mais ou menos cinco anos cada. Pra todos sou um cara interessante, bonito, corpo legal, cabeça ótima, inteligente, e até "um tesudo" (dizem alguns) o tipo "pra casar". Todo mundo diz querer alguém assim. Mas destes quatro namorados, três viviam na "putaria" sem eu saber. Morei com todos eles. Estou namorando atualmente e lutando muito pra sair da relação, pois ele todo dia está nas salas de bate-papo buscando alguém, uma "novidade". Me ama, quer envelhecer ao meu lado (alguém já ouviu ou falou isso?), mas não abre mão de muito sexo. Pior é que no mais, somos extremamente amigos e temos muitas afinidades. Ele tenta se valer disso pra justificar: "só por causa de fidelidade vai colocar tudo a perder? A gente se completa em tanta coisa!". Nos últimos 20 anos, desde quando me "descobri" gay, tenho vivido de "perdoar". To vivendo a base antidepressivo, terapia e quando minha cabeça parece que vai explodir, tomo um rivotril e durmo. A "cultura gay" assume ao pé da letra o consumismo da sociedade atual, só que de corpos, onde pessoas são descartáveis. As coisas ficam obsoletas, devem ser trocadas por um modelo mais interessante. Inclusive pessoas. Relacionamentos nos ensinam muito sobre nós mesmos e temos a oportunidade de ver nossas falhas e aprender com alguém que realmente nos ama ao nosso lado. Mas quem quer encarar o que tem de "não tão bom" no outro e superar juntos? Passa logo para o próximo (a fila anda). Isso parece mais evidente ainda aqui em Floripa onde todos entram no "cio" no fim do ano, carnaval, feriadões, etc. Não vejo luz no fundo desse túnel, pois cada pessoa que encontro fica mais evidente a naturalidade desde consumo de corpos. Isso que nem frequento lugares gays. Agora me pergunto: existem de fato VALORES que nos tornam mais HUMANOS? Faz sentido buscarmos sermos alguém melhor para o outro e mesmo o mundo em que vivemos? Desculpem o desabafo...
Vamos ajudá-lo? Ele solicitou também dicas de outros 'sites' que abordem o tema de forma mais direta.
"Deus condena a homossexualidade, e isto é muito evidente. Ele se opõe à homossexualidade em todas as épocas. Na época dos patriarcas (Gn 19.1-28) Na época da Lei de Moisés (Lv 18.22; 20.13) Na época dos Profetas (Ez 16.46-50) Na época do Novo Testamento (Rm 1.18-27; 1 Co 6.9-10; Jd 70-8) Por que Deus condena a homossexualidade? Porque ela transtorna o plano fundamental de Deus para as relações humanas – um plano que retrata o relacionamento entre um homem e uma mulher (Gn 2.18-25; Mt 19.4-6; Ef 5.22-33). Então, por que as interpretações homossexuais das Escrituras têm sido tão bem-sucedidas em persuadir inúmeras pessoas? A resposta é simples: as pessoas se deixam convencer. Visto que a Bíblia é tão clara a respeito deste assunto, os pecadores têm resistido à razão e aceitado o erro, a fim de acalmarem a consciência que os acusa (Rm 2.14-16). Conforme disse Jesus: “Os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más” (Jo 3.19-20). Se você é um crente, não deve comprometer o que a Bíblia diz a respeito da homossexualidade – jamais." [palavras de John Furlleton MacArthur, escritor evangélico dos E.U.A. e autor de mais de 150 livros]
Sei que não precisamos de mais um pastor que condena os homossexuais ao fogo do inferno - nem tampouco importar um. Porém, diante de um texto bem elaborado (ou traduzido), a gente até presta atenção - não somente ao conteúdo, mas pelo prazer de ler assuntos diversos. Entretanto, uma coisa leva à outra e parei pra refletir sobre um trecho contido no parágrafo acima transcrito.
O evangélico pergunta ao leitor o porquê de Deus condenar a homossexualidade e ele mesmo respondeu como vocês leram. Mas, daí, eu que pergunto agora: o que adiantaria então, nós, gays, deixarmos de praticar a homossexualidade e vivermos sem transar (com pessoas do mesmo sexo, claro), rezando e pedindo forças para não cairmos em tentação se, da mesma forma, não contribuiríamos em nada para "retratar o relacionamento entre homem e mulher"? Pelo menos no meu caso, transar com uma mulher não seria nem sacrifício, seria perda de tempo pra ambos. Para ela então, seria o cúmulo! Com tanto homem gato por aí louco pela 'periquita' dela...
Enfim, entre ser condenado no juízo final por se tornar um(a) triste, solitário(a) e abstêmio(a) beato(a) ou assumir o que você é e transar com quem achar que deve, o que você prefere? Sim, porque gay que é gay não irá mesmo transar com uma pessoa do sexo oposto, muito menos constituir com ela família pro resto da vida.
Se tiver curiosidade/interesse em ler o texto acima na íntegra (tem muito mais panos pra manga), clique aqui.
Até os heterossexuais sabem que o seriado norte-americano (E.U.A. e Canadá) foi um marco no universo LGBT, o qual, não seria exagero dizer, é dividido em duas épocas disitintas: antes e depois de “Queer As Folk” (2000-2005). Bom, pelo menos no que diz respeito à abordagem do tema na televisão.
Pessoalmente, quando comecei a assisitr ao seriado, fui tomado por uma sensação de que algo ali mudaria para sempre os conceitos ou preconceitos sobre a homossexualidade. Não se tratava de mais um seriado no qual o gay era um detalhe engraçado e/ou evasivo de uma estória povoada por personagens heterossexuais mais circunspectos. Pelo contrário!
O enredo do seriado, que teve início na virada para o século XXI, não foi um pretexto para mostrar gays transando. Ele retratava o cotidiano de cinco personagens jovens e gays (Brian, Justin, Michael, Emmett e Ted) que viviam em função das suas trajetórias pessoais e profissionais: a carreira, os namoros, os casamentos, os filhos, os desejos, as ambições, as frustrações, os medos e, claro, o sexo. Tudo, porém, fazia parte de um todo, sem abrir mão da homossexualidade como a orientação sexual que predominava entre os personagens. Os heterossexuais circundavam como figurantes de um mundo LGBT.
E os atores principais, por onde andam? Além dos cinco personagens centrais mencionados mais acima, outros fizeram parte do elenco principal, como, por exemplo, o casal de lésbicas formado por Lindsay e Melanie (foto ao lado), e todos são mais lembrados e citados pela atuação no seriado, embora tenham seguido normalmente as suas carreiras com trabalhos em filmes e participações em outros seriados e programas de tevê, mas nada com tanta repercussão.
Veja abaixo fotos mais recentes dos atores com os links que informam sobre a carreira após o término do seriado.
Gale Harold: nascido em 10 de julho de 1969. Mais informações sobre sua carreira clique neste link (não tenho certeza se é o site oficial). Interpretou Brian no seriado, um rebelde heterofóbico, frio pragmático e sexualmente voraz, mas fiel e apaixonado pelos amigos.
Randy Harrison: 2 de novembro de 1977. Leia uma entrevista dele aqui (inglês). Interpretou Justin, um dos personagens mais jovens do seriado. Perdeu sua virgindade com Brian aos 17 anos e por ele se apaixonou. Persistente, mostrou que podia deixá-lo de quatro. De fato, foi o único namorado de Brian que conseguiu esquentar aquele coração de gelo.
Hal Sparks: 25 de setembro de 1969. Além de ator e comediante, é apresentador e vocalista de uma banda de rocky (Zero 1). Mais informações, visite o seu site oficial aqui. Interpretou Michael, um apaixonado pelo melhor amigo Brian desde a infância. Mesmo que não correspondesse, Brian mantinha com este uma relação fraternal muito respeitosa e carinhosa, entretanto, não vacilava em tirar proveito da situação e fazia questão de nutrir o sentimento do amigo, manipulando-o em algumas situações. Mais tarde, Michael se apaixona e ‘casa’ com Ben, um bonitão HIV soropositivo.
Peter Paige: 20 de junho de 1969. Informações sobre o ator, clique aqui e aqui. Viveu Emmett, o mais extravagante de todos. Apesar de curtir intensamente a vida – foi vendedor de loja, camareiro e até estrela pornô -, era um romântico sonhador e buscava o amor verdadeiro. Se envolveu com um milionário bem mais velho que foi seu fã durante a fase pornô, mas o homem acabou morrendo de enfarte ao transarem num avião enquanto viajavam numa ‘lua-de-mel’. Mais tarde, ao descobrir que o seu amigo Ted se apaixonara por ele, tentou transformar a relação de amizade em algo mais caloroso.
Scott Lowell: 22 de fevereiro de 1965. Site oficial: aqui. Fez o personagem Ted, um cara com pouca estima. No início era um um contador com um comportamento careta. Era constantemente ironizado e desprezado por Brian que o achava o estereótipo do gay enrustido. Aos poucos, Ted foi mudando a forma de encarar a vida e se enrolou no caminho: abandonou o antigo emprego e criou um site pornô através do qual transformou o entao amigo Emmett numa estrela. Se envolveu com drogas e com a ajuda do próprio Emmett conseguiu dar a volta por cima, encontrando um certo equilibrio ao lutar pela atenção do amigo por quem se apaixonou.
Thea Gill (à esquerda) nasceu no dia de abril de 1970 e Michelle Clunie em 07/11/1967. Para mais informações sobre as carreiras, clique aqui e aqui. Thea e Michelle respectivamente viveram o casal de lésbicas Lindsay e Melanie. Enquanto a primeira era muito amiga de Brian, com quem resolveu ter um filho, a segunda o odiava, mas sabia que precisava aturá-lo, pois além de amigo da companheira era o pai biológico do garoto que ela considerava seu filho. Ambas também proporcionaram cenas sensuais memoráveis que em nada deixaram devendo às mostradas pelos homens. Lindsay era uma doce professora de arte mais calma do que Melanie, uma advogada de personalidade forte que resolvia todas as pendengas judiciais da galera.






