Tema: homossexualidade.
Objetivo: orientar alunos sobre homossexualidade.
Palestrante: um médico urologista.
Quem ensinou o quê: um aluno, cidadania.
Embora seja estranha a ideia de convidar um médico urologista para palestrar sobre homossexualidade, mais estranho ainda é este profissional da área de saúde começar a sua conferência discorrendo sobre os males do mundo, os quais, segundo ele, são: a violência, o uso de drogas e a separação de casais.
Se você for gay e se estivesse presente no evento, certamente já ligaria o radar, né não? Assim fez um pequeno grupo de alunos.
O médico prosseguiu com o seu raciocínio e declarou que há também um mal para o mundo quando as pessoas não seguem a orientação religiosa que afirma ter sido o homem feito para relacionar-se com mulher e vice-versa, associando, de maneira indireta, a violência e o uso de entorpecentes à homossexualidade.
O grupo de alunos acima citado promoveu um abaixo-assinado e o entregou à direção da escola solicitando providências quanto aquele desserviço.
A decisão, que já está em instância superior, condenou o governo de São Paulo a pagar uma indenização no valor de R$ 50 mil ao referido aluno.
Em sua defesa, o Estado alegou que não poderia ter sido condenado pela declaração do médico. Entretanto, o Tribunal de Justiça de São Paulo ("TJSP") entendeu que a iniciativa de realizar a palestra sobre homossexualidade, bem como a de convidar o tal médico, foi da escola baseada em palestras que o doutor já realizara em outras escolas da rede pública (!?!). Logo, a sua forma de pensar já era conhecida pela direção.
Associar violência e uso de entorpecentes - duas condutas penalmente relevantes - ao homossexualismo (sic), buscou desqualificar tal opção sexual (sic), causando evidente constrangimento ao apelante e a outros alunos homossexuais que eventualmente estivessem assistindo à palestra, entendeu o relator do processo, desembargador Mauro Fukumoto.
Acredito que o governo moverá ação de regresso contra o médico, reclamando o valor que terá que desembolsar.
Antes que os defensores da liberdade de expressão se pronunciem, é bom antes levarem em conta que o médico fez a declaração num evento educativo para um número considerável de alunos adolescentes. A sua função ali, obviamente, era a de educar com bases científicas e não a de promover "bullyings" ou constrangimentos com base em 'achismos'.
Ele tem todo o direito de achar - e de dizer - que a homossexualidade é doença ou mal, mas em seu blog, em seu livro ou pras "negas" dele quando tiver tomando seus "gorós".
Fonte: Conjur.
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Tenho escrito muito sobre pais que discriminam os seus filhos homossexuais e hoje decidi escrever sobre um pai muito especial, mas que não é o pai do Ju. Quero falar sobre o meu pai.
Tenho escrito muito sobre pais que discriminam os seus filhos homossexuais e hoje decidi escrever sobre um pai muito especial, mas que não é o pai do Ju. Quero falar sobre o meu pai.
Nasci no ano em que ele se aposentou e nos meus primeiros anos era ele quem cuidava de mim. Minha mãe, 11 anos mais nova, ainda trabalhava, e isso nos dava muito tempo para conviver, brincar e interagir.
Ele foi dono de duas editoras. Homem das letras, ligado em cultura e um verdadeiro arquivo histórico. Nunca me contou histórias de Walt Disney. Líamos Monteiro Lobato, os contos dos irmãos Grimm, as histórias do parnasianismo, Getúlio e outros personagens da história do Brasil.
Fui alfabetizada em casa, por ele, e uma das coisas das quais me lembro era de ele me colocar sobre os ombros e me levar para a favela. Entravamos e ele me mostrava como as pessoas viviam. Tanto me falava sobre como eu era uma privilegiada por ter uma casa, brinquedos e tudo o que uma criança precisa, quanto me fazia ver o quanto era injusta a vida daquelas pessoas sem oportunidades que moravam ali. Acima de tudo, me ensinava que as pessoas eram iguais e que em favelas a maioria não eram bandidos e sim trabalhadores. Mas que era preciso estudar, aproveitar as oportunidades para nunca passar por situações como aquela, de injustiça social.
Nem sei se eu o entendia naquela época, mas sei que cresci preocupada em estudar e me tornar independente. Apesar de ser filha de um homem que nasceu em 1909, não fui criada para casar, ter filhos e ser uma dona de casa. Isso era algo que poderia acontecer ou não. Mas foi uma enorme felicidade quando o meu filho nasceu. Percebi que o sonho de um filho homem se concretizou através do neto, e me preocupei quando comecei a notar que o meu menino era diferente.
Quando o Ju tinha quase cinco anos, meu pai já estava na casa dos 90 e morava comigo. E assim eu podia cuidar de todos nós. Ele vivenciou as brincadeiras lúdicas do Ju, brincava com ele travestido e nunca fez uma única crítica.
Para a nossa Maria, que cuidava dele, ele falava da sua preocupação comigo, pois tinha dúvidas se eu estava preparada para um filho homossexual. Mas comigo nunca falou sobre o assunto e jamais perdia uma oportunidade de elogiar e valorizar o neto.
Acho que nunca vou saber o que se passava na cabeça e no coração dele, mas sei que nos seus 95 anos de vida lúcida, ele nunca proferiu uma única palavra de discriminação e nunca demonstrou qualquer sentimento que não fosse bom em relação ao Ju.
Faleceu em 2003 e as lembranças são de alguém muito especial, que soube envelhecer com sabedoria, só deixou boas recordações e que, tenho certeza, jamais aceitaria a homofobia.
Beijo no coração de cada um e até quarta.
Cassia IG.
(papodemaeig@gmail.com)
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Estava eu fuçando o jornal do Foxx, o "Blogayroz", quando me deparei com o vídeo dessa criatura que foi atriz e hoje é - e eu nem sabia - uma parlamentar. Ela foi a plenário discutir o Projeto de Emenda Constitucional, o PEC 23/2007, o qual seria votado em instantes. Após quase exigir que os demais ali presentes permanecessem e votassem contra, ela expôs os seus argumentos.
Gente, o que falar diante de argumentos tão desinformados e carentes de embasamentos científicos? Aliás, é o oposto: está comprovado que são os pais, parentes e conhecidos heterossexuais os maiores responsáveis pela pedofilia (leia aqui e aqui). Você, deputada, quis dizer então que se um motorista heterossexual tarado "pegasse" os seus filhos, o menino e a menina, e os bolinasse ou coisa pior, seria mais compreensível do que manter um motorista gay em casa que transmitisse confiança, bom caráter e dignidade? Anham.
Ela está tão aquém, mas tão lá em baixo, do patamar onde se situa a homossexualidade hoje em dia, que nem compensa a qualquer pessoa de bom senso e com um pouco de civilidade contra-argumentar.
Você, deputada, é só mais uma daquelas pessoas que dão preguiça na gente. Um bocejo pra você.
Juro que deu vontade de estar lá e até me arrependi de não ter ido. Pela internet, acompanhei a alegria de pessoas orgulhosas de serem o que são ou por apoiarem a minoria. Todos, com respeito, cantaram e dançaram o hino da paz: ‘Basta de homofobia. Amai-vos Uns Aos Outros’.
Só aquela chuva insistiu em desfazer muitas chapinhas e maquiagens. Entretanto, as drags, trans, os gays, os héteros e até os políticos e demais destaques dos trios não se importaram com isso. Deram muita pinta por lá.
Li algo sobre um pequeno grupo de adolescentes que formou um arrastão para roubar óculos da galera, mas a polícia prendeu um dos estraga-prazeres que, inclusive, continha em mãos óculos avaliados em até R$ 1500,00. Algumas phinas enrustidas tiveram de encarar a Parada de cara limpa. De fato, a Parada é um desfile de modelos diferentes de óculos e bonés (rsrs). 

Engraçado foi acompanhar as entrevistas pelo site UOL, comandadas pelo cantor Falcão, e ouvir vários caras – a maioria – se dizendo heterossexuais. Alguns abraçados com seus namoridos, inclusive (kkkk). Hilarius.
Até o momento em que esta postagem foi publicada, por volta das 10:25 h, a Av. Paulista ainda com fluxo normal. Nem parece que daqui a pouco aquilo vai bombar.
Confira aonde acompanhar o evento pela internet.
UOL- A partir de 12 h. Vídeo que será comandado pelo cantor, compositor e humorista Falcão e as jornalistas Marcela Rahal e Patricia Vicentini. Flashes ao vivo e entrevistas.
CIDADE DE SÃO PAULO - No site oficial, o vídeo já mostra flashes ao vivo da Av Paulista. Há opção de 'zoom' (em tela pequena) e "full screen".
Dicas de segurança.
A todos que estarão lá, boa diversão e não esqueçam: AMAI-VOS UNS AOS OUTROS...
Confira aonde acompanhar o evento pela internet.
UOL- A partir de 12 h. Vídeo que será comandado pelo cantor, compositor e humorista Falcão e as jornalistas Marcela Rahal e Patricia Vicentini. Flashes ao vivo e entrevistas.
CIDADE DE SÃO PAULO - No site oficial, o vídeo já mostra flashes ao vivo da Av Paulista. Há opção de 'zoom' (em tela pequena) e "full screen".
Dicas de segurança.
A todos que estarão lá, boa diversão e não esqueçam: AMAI-VOS UNS AOS OUTROS...
| Foto: Jamie McGonnigal |
Há 61 anos, eles disseram o primeiro "sim". Agora, se preparam para o oficial que será dado diante de testemunhas e de uma lei que os tornaram cidadãos novaiorquinos completos. A lei que trouxe mais dignidade para Richard Dorr, 84, e John Mace, 91.
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| Foto: Fred R. Conrad - New York Times. |
O casamento já estava no plano deles desde quando tentaram e não conseguiram após o histórico confronto da polícia e ativistas no bar gay "The Stonewall Inn", em 1968.
- Começar uma nova fase da vida, casados, após 61 anos de convivência, significa completar algo que foi muito maravilhoso pra nós dois.
- Vai ser ótimo dizer 'somos casados' pra todo mundo.
- Somos novaiorquinos e, depois de 61 anos de união, sentimos que temos o direito de nos casar em Nova York. Já estáva na hora, não?
- Mace - Foi um momento que nunca esquecerei....
- Dorr - ....Eu disse assim pra ele: "quero cantar pra você".
- Mace - Sinto como se tivesse batido um recorde. Tivemos pouquíssimas discussões...
- Dorr - ...É. Nunca vá dormir brigado.
Não posso deixar de dizer: que delícia de postagem. Uma aula de vida, né não?
Para ler mais sobre a nova lei do Estado de Nova York e ver imagens/vídeo da comemoração nas ruas da cidade, clique aqui.
Fonte: Portal Terra.
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| Foto de Jessica Rinaldi/NewYorkTimes |
Nova York em festa. O Senado aprovou a lei que permite, enfim, o casamento entre homossexuais em um dos mais populosos estados americanos. E foi apertado: 33 votos favoráveis contra 29.
Dentro, fora e nos arredores do histórico bar gay The Stonewall Inn, centenas e milhares de pessoas acompanharam a votação diretamente do Senado americano e, assim que os votos da maioria dos parlamentares confirmou a aprovação, as pessoas gritaram e comemoraram.
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| Foto de Nathaniel Brooks/NewYorkTimes |
A expressão acima do governador Andrew Cuomo, que acompanhou a votação diretamente do Senado, confirma a satisfação de quem era favorável à evolução das lei do país mais poderoso do mundo.
Celebration, good times!
Dentro do 'The Stonewall', gays cantam animadamente "Celebration", um clássico que explodiu já no final da era 'disco', em 1980, do tão famoso "Kool And The Gang".
Confira no vídeo a seguir as reações das pessoas durante e após a votação/aprovação da lei no senado americano.
Junto há 61 anos, casal gay pretende oficializar a união pelo casamento em Nova York.
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Olá meus glitterosos e minha glitterosas do IdG. Hojy Titchya vai phalar sobre as gays rycas. São comuns nas baladas, mas às vezes você não consegue identificá-las. Vou te dar umas dicas.
As Rycas Sempre Estão Bem Vestidas
Fashionistas, acompanham as tendências comprando roupas ou fabricando-as. Geralmente, as que phabricam, usam umas coisas do tipo “Reginaldo Rossi Gay” ou “Wando tendo Orgasmo”, que expressam forte opinião devido aos tons quentes.
As Rycas São Muito Narcisistas
Elas “se” amam e passam horas se olhando no espelho noite adentro.
As Rycas São Egocêntricas
Elas têm sempre a idéia de que são as únicas observadas nas baladas. Por isso, capricham na 'dancefloor' executando coreographias que te fazem pensar que ensaiaram bastante. Lembre-se, elas realmente ensaiaram.
As Rycas São Beebarraqueiras
Ficam louca do edí quando esbarram nela ou pisam nos seus sapatênis. Compram briga das amigas, falam alto e adoram fazer carões pra todo mundo.As Rycas São Magras
Economizam aqué a semana inteira para gastarem na balada. No quê? Na comida! As rycas passam fome a semana inteira pra depois comprarem ingressos VIP e olharem todas as outras gays “por cima”. Em geral, estão sempre com um chicletchy na boca pra disfarçar o mau hálito, típico de quem está com o estômago vazio.
As Rycas Estão Sempre Colocadas
Bebida, padê e outras coisas, sempre fazem parte dos gastos delas. Compram as bebidas mais caras, cheiram padê a noite toda e ficam que nem loucas cantando e dançando pros bophes que as olham.As Rycas Sempre Voltam Pra Casa Acabadas
Desmontadas, sem um centavo no bolso e quase mortas, passam o domingo todo dormindo e acordam no final do "Domingo Maior" reclamando que o filme era ruim.
Pra quê isso não é mesmo? Eu falei semana passada e repito: pé no chão, meu amô! Você não é filha da Madonna pra exagerar nos gastos e nem deve passar fome a semana inteira pra se exibir para os outros. É como viver um eterno personagem, sem nenhuma personalidade. Além do mais, usar drogas faz mal a saúde e abusar da bebida causa dependência. O negócio é ser feliz.
Semana que vem Titchya volta.
Beijos.
Lembrem-se: Titchya Alda está no seu blog Abapha todos os dias e às sexta-feira aqui, no IdG.
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Quem assistiu ao Jornal Nacional de ontem viu os beijos de alguns casais gays em frente às câmeras da Rede Globo.
Que absurdo! Horário em que tantas crianças e pessoas de idade estão assistindo tevê.
Que absurdo! Horário em que tantas crianças e pessoas de idade estão assistindo tevê.
Não pode, gente. Olhem os beijos das fotos acima e abaixo que esses 2 homens e essas 2 mulheres se deram em plena televisão de casa. Pior, William Bonner e Fátima Bernardes permitiram e ainda anunciaram no telejornal!
Aonde isso vai parar? Fico imaginando aquela senhora, de um interior qualquer do nordeste do Brasil, que acabara de chegar da novena na casa da vizinha e adentrou ao lar com essas cenas na sua tevê e as crianças comentando:
- Ó mãe, que legal. É casamento gay na televisão...
- 'Queísso minino'? Que canal é esse?
- Globo, mãe!
- !?!
Tá tudo nos jornais, na internet, nas revistas. Teve até festa pra comemorar!
É o fim [da hipocrisia] !
Mais imagens do "casamentão" gay do Rio.
Se quiser ver a matéria do JN de ontem, na íntegra, clique na primeira imagem da postagem.Cuidado: cenas muito fortes.
Imagens: cada foto foi publicada com os nomes do fotógrafos em arquivo. Se copiá-las, deixem os créditos.
Um momento descontração para quem viu, lembra e curtiu a postagem "Flagras de Um Casamento Gay" publicada no IdG há alguns meses. Nesta, a fase romântica mostrada da outra vez está em baixa. Os jogadores estão em polvorosa: provocações e hormônios à flor da pele dos músculos. Uhhh.
Que pegada, hem David? Olha a cara do safado de trás...
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Um ângulo sugestivo, né não?
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Pena que não dá pra ver a expressão do da frente. Será que gostou?
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Ah, Ronaldo! Este provoca.
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É muita "coxada" pra apenas um. E que coxas!
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Não é brincadeira, não!
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Ahh, que preguiça...Queria está numa cama agora [de casal].
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Fala mais baixinho. Assim eu gamo, viu?
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Olhares [de cima e de baixo] na mesma direção.
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Encaixe perfeito!
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A "coxada" deu em empurraõzinho naqueles dedos.
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Uiii, de nooovoo...
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Fazia um tempão que eu não via a Tania. Estudamos juntas, entramos para a mesma empresa, ela casou e a última vez que nos vimos foi quando ela teve o Breno, há vinte anos. Logo após, ela se desligou da empresa e se mudou para a Venezuela, onde vive até hoje, e nossos contatos passaram a ser esporádicos, por carta, e-mail e, umas poucas vezes, por telefone.
Foi ela quem me procurou para dizer que estaria aqui em férias e queria muito me rever. Marcamos um almoço e tudo foi muito emocionante para mim.
Me mostrou um albinho de fotos da família - Tania teve mais três filhos - e nesse albinho tinham algumas fotos minhas com o Breno no colo.
Mas eu parei mesmo foi para olhar a foto atual dele: o típíco moreno, alto, bonito e sensual. Um monumento!
- Tania, se eu soubesse que ele ia ficar assim, raptava. Que "COISA" que ele ficou. Adoro garotos crescidos!
Rimos muito e o papo rolou com ela me contando sobre sua vida, filhos, viagens e eu falando da minha e, claro, mostrei fotos atuais do meu Ju, que ela já conhecia por fotos de quando ele era pequeno.
- Cassia, que gato! Mas ele está muito alto para 16 anos!
- É o meu orgulho, eu disse. E comecei a falar do Ju, seus talentos, personalidade e sua orientação sexual.
Eu já havia escrito para ela sobre isso quando o Ju era pequeno e não foi novidade. A novidade foi que ela começou a chorar e me contou que o Breno, aos 18 anos, assumiu pra ela que era gay. Falou da enorme dificuldade que ela enfrenta para manter o segredo do filho, pois o pai é um machista que não aceita a homossexualidade sob nenhum aspecto. É aquele tipo que diz que prefere filho morto a filho gay.
- Quando o Breno me contou fiquei muito assustada, nunca notei nada e fiquei sem chão. Aí, pensei em você, Cássia. Fui reler os seus e-mail e decidi que eu devia dar apoio ao meu filho. Como eu quis te ligar, me desabafar, me orientar, mas as nossas vidas são tão diferentes. Não tive coragem.
Por mais que eu me esforçasse, minhas lágrimas insistiam em descer sem parar.
- Os irmãos, como são?
- Iguais ao pai, respondeu ela.
E me contou que o Breno se apaixonou e que ela faz mil malabarismos para que ele possa estar com o namorado sem que ninguém desconfie. O namorado é da mesma faculdade, um colombiano que mora na Venezuela, e todos acham que o rapaz é o melhor amigo do Breno. Eles viajam juntos e é assim que conseguem viver o romance.
Como resultado, Tania desenvolveu pressão alta, engordou mais de 20 kilos, e agora seu coração apresentou arritmia.
Tania é uma mulher totalmente dependente do marido. Ambos nasceram no interior do Mato Grosso, vida convencional. Ela, mais aberta, por ter saído de lá e ter estudado em uma grande cidade. Ele, o marido, continua um matuto.
Conversamos muito e eu percebi a extrema dificuldade da situação. Percebi também que o melhor era deixar a coisa fluir e acontecer no seu tempo, e sugeri que ela procurasse um bom psicólogo. Os problemas com a saúde justificariam tal ação. A conscientizei de que ela precisa se fortificar e tornar essa questão mais leve, pois o filho só terá condições de se assumir quanto puder sair de casa, o que ainda vai demorar para acontecer. E ela precisa apoiar o Breno sem danificar a própria saúde. Do contrário, não vai conseguir emagrecer e os problemas com o coração e a pressão alta podem levá-la ao infarto. Se a causa é emocional, não adiantam apenas os cuidados clínicos.
Acabamos descontraindo e ela comentou que o Breno e o Ju formariam um casal muito lindo.
- E bota lindo nisso, eu falei.
A abracei e disse que não sabia como ajudar, mas que ela contava comigo. Aí ela disse que eu ajudei há anos, quando comecei a contar sobre o Ju, e ela nem imaginava que tinha a mesma questão dentro de casa. Que eu fui a inspiração dela.
É meus amigos, tem horas em que é impossível segurar as lágrimas...
Na quarta que vem eu volto. Até lá.
Cássia IG.
(contato: papodemaeig@gmail.com)
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Prevista para quarta-feira, dia 22 de junho, às 17 h, a maior celebração de casamentos gays de que se tem notícia. Pelo menos é o que garante o superintendente dos Direitos Individuais e Difusos do Estado do Rio de Janeiro, Claudio Nascimento, animado porque também se casará com o "namorido", o assistente social João Silva - 12 anos juntos e há 1 como conviventes homoafetivos.
Até o final da última semana, estavam previstos 50 casais para o acontecimento, mas o número pode ter aumentado já que o prazo para inscrições de novos interessados se estendeu até a última segunda-feira, dia 20 de junho..
Tudo ocorrerá no auditório do 7º andar do prédio onde está localizada a Central do Brasil e onde funciona o 6º Ofício de Notas, cartório no qual serão registradas e oficializadas as uniões pelo ex-desembargador Siro Darlan.
Como padrinhos, foram escolhidos os secretários de cultura e de meio ambiente, Adriana Rattes e Carlos Minc, respectivamente.
O evento será promovido pelo Programa Rio Sem Homofobia e os custos financiados pelo governo do Estado, através da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos.
A maioria dos casais é formado por mulheres - cerca de dois terços - e quase todos têm entre 25 e 35 anos de idade.
Veja aqui as imagens do "casamentão" gay e assista ao vídeo do Jornal Nacional.
Veja aqui as imagens do "casamentão" gay e assista ao vídeo do Jornal Nacional.
Fonte: Subsecretaria de Comunicação Social do Rio de Janeiro.
Pela primeira vez, o Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) se manifestou contrariamente à discriminação da orientação sexual, através de uma resolução criada por causa dos abusos das autoridades governamentais e legais da maioria dos países do continente africano.
Ironicamente, o pedido foi encaminhado pela África do Sul que, apesar de pertencer ao continente mais homofóbico do mundo e ainda apresentar, na prática, algumas restrições aos homossexuais, parece ter sucumbido à pressão mundial que evidencia os países da África como os mais desrespeitosos dos direitos humanos fundamentais.
No texto foi incluído uma solicitação para que a violência e as leis discriminatórias por causa da orientação sexual e da identidade de gênero sejam revisadas em todo o mundo : ...todos os seres humanos nascem livres e iguais no que diz respeito a sua dignidade e seus direitos e que cada um pode se beneficiar do conjunto de direitos e liberdades (...) sem nenhuma distinção.
A resolução foi aprovada sem folga: 23 votos a favor - dentre os quais o do Brasil -, 19 contrários e 3 abstenções.
Claro que a maioria dos votos contrários partiu de grupos que representaram países africanos e islâmicos, os quais desconsideram a alegação de que a resolução tenha algo a ver com direitos humanos fundamentais. A Nigéria, que representou os países africanos, acusou a África do Sul de ter quebrado a tradição local, já que mais de 90% da população sul-africana seria contra à homossexualidade e, via de consequência, à resolução.Tomamos um passo importante no reconhecimento de que os direitos humanos são, de fato, universais, teria declarado a representante dos E.U.A, Eileen Donahoe, após a aprovação da resolução na reunião dos países pertencentes ao Conselho da ONU.
Alessandro Bernaroli, 40 anos, se submeteu à cirurgia de troca de sexo em 2009, quatro anos depois de ter se casado com uma mulher. Ao que parece, não foi uma decisão unilateral porque tanto ele quanto a esposa, segundo divulgado na mídia, não pretendiam romper o casamento após a cirurgia.
Tudo começou quando a agora Alessandra (foto) entrou com o processo na prefeitura para atualizar a certidão de casamento, após ter obtido, no último mês de outubro, o reconhecimento de continuidade do matrimônio por um tribunal de Modena, cidade onde foi celebrado.
O órgão não somente recusou o pedido como anulou o casamento com o fundamento de que, na Itália, não há permissão legal para a união civil entre pessoas do mesmo sexo, decisão esta ratificada numa sentença proferida pelo tribunal de Bolonha, onde reside o casal. A decisão impôs ainda que os dois entrassem com o pedido de divórcio.
O casal está perplexo porque, domo dito, quer permanecer casado. O advogado que defende a causa alegou que as leis italianas não permitem o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas, em contrapartida, não há uma que obrigue alguém a divorciar sem o seu consentimento. Sequer, "a lei de ratificação da identidade sexual prevê a dissolução automática do casamento. E ainda que a mudança de sexo seja motivo para pedir o divórcio, a iniciativa deve partir de um ou dos dois cônjuges", concluiu o advogado.
Caso os transexuais (operados) consigam casar normalmente por lá, aí sim, a decisão do tribunal de Bolonha, pode ser torta, mas faz algum sentido.
O que você acha? O casal deve permanecer casado?






































