O Rock In Rio ontem foi maravilhoso, mas acabou comigo. Tô velho pra tanta bagaça. Amanhã retorno com as postagens e pra visitar os amigos.
Um pedaço do show da Janelle Monáe que é realmente incrível, como disse Foxx.
Um pedaço do show da Janelle Monáe que é realmente incrível, como disse Foxx.
Tomou proporções ainda mais chocantes aquele caso, que chamou atenção do mundo, do adolescente de Buffalo, Nova York, de apenas 14 anos, Jamey Rodemeyer. Ele se suicidou no dia 18 de setembro, após gravar um vídeo dias antes por causa do "bullying" na escola.
A sua irmã, com o apoio dos pais, resolveu ir a um baile da escola onde também estudavam Jamey e os causadores das ameaças, do assédio moral e, porque não dizer, de sua morte. Quando começou tocar uma música da cantora Lady Gaga todos acompanharam e a dedicaram ao adolescente morto. Os valentões que lá estavam - por certo comemorando - não gostaram e passaram a cantar em coro: Você é melhor morto. Estamos felizes por ter morrido.
A garota voltou pra casa arrasada e seus pais não deixaram barato. Aproveitaram a grande repercussão do caso na mídia e compareceram ontem, pela manhã, ao programa Today Show para relatarem o ocorrido.
No último final de semana, Gaga fez um tributo a Jamey - com direito a imagens e mensagens no telão - dedicando a ele uma versão especial da canção "Hair". Ela estava extravagante como sempre, mas muito comovente [assista ao show clicando na imagem acima].
No vídeo gravado antes de sua morte, Jamey relatou o seu suplício, falou de morte, mas parecia otimista. Ele também ressaltou a sua admiração por Lady Gaga em razão de seu apoio à comunidade gay: Ela me faz tão feliz e perceber que nasci desse jeito. Para assisti-lo, clique na primeira imagem (legendado).
Jamye Rodemeyer acreditava numa solução para todas as pessoas que passavam pela mesma situação. Ele gravou o vídeo para dar-lhes força e para aderir à campanha americana antibullying "It Gets Better".
[para ler a postagem anterior, clique aqui]
Até hoje não consegui compreender como se deu a saída do armário do pai do meu filho.
Até hoje não consegui compreender como se deu a saída do armário do pai do meu filho.
Embora sempre amoroso e disposto a apoiar e defender o nosso filho, ele se recusava a ver o que realmente todos aqueles sinais queriam dizer. Para ele, era coisa de criança ou confusão de adolescente.
Quando o Ju saiu da infância e entrou na pré adolescência, convencido de que o menino estava "confuso", ele resolveu ajudar mostrando o mundo masculino para o filho. Saia com ele e o levava para o grupo de amigos, onde todos são aparentemente héteros, os programas são masculinos e se fala sobre garotas. Os amigos queriam "ajudar".
Como resultado, o filho começou a não querer sair com o pai e isso causou no Gaúcho uma enorme frustração. Foi um tempo ruim porque eles se afastaram. Eu me preocupava com o distanciamento e tentava ajudar. Nesse momento, quem criou dificuldade foi o Ju. Eu conversava e mostrava para ele o que se passava na cabeça do pai. E fazia o mesmo com o pai. Mas acho que ambos estavam confusos e isso foi complicado de lidar.
O tempo passou e quem sempre teve que ceder foi o Gaúcho. Ele só conseguiu que o filho saísse com ele quando o fez compreender que tudo seria do jeito dele. Então, era o Ju quem ditava as regras: onde iam e o que fazer. Mas não falavam sobre o assunto.
Aliás, os dois são bem iguais! A diferença é que o Gaúcho é completamente apaixonado e cede em tudo para o Ju.
Mas para mim era visível a dificuldade do pai em admitir que o filho dele era gay. E o meu sexto sentido me dizia que o filho percebia isso e, inconscientemente, rejeitava o pai por essa razão. São muito complexos esses mecanismos psicológicos.
O Gaúcho é meloso com o Ju. Desde que o filho nasceu que ele se revelou assim: um pai que sente uma enorme necessidade de contato físico. Ambos somos desse jeito e amar o Ju, para nós, passa necessariamente pelo físico. O criamos no colo, como não se deve fazer, segundo os especialistas. Mas não conseguíamos resistir.
O Ju entendeu isso e, eu acho, para castigar o pai, passou a não deixar o Gaúcho abraçá-lo e beijá-lo. E foi assim por um bom tempo. Eu também não sabia exatamente o que fazer. Era uma espécie de guerra fria, pois não havia briga ou complicações maiores. Era tudo muito sutil. O pai sempre se colocava ao dispor do filho, sempre aproveitava qualquer oportunidade para estar perto e demonstrar afeto. Mas eu acho que o Ju queria mais, embora não soubesse.
Hoje, eu acho que o Gaúcho estava no meio do processo dele. Mesmo comigo ele nunca conseguiu conversar sobre o assunto porque ele não acreditava nos fatos e se enclausurou nas próprias certezas. Então, eu tratava o asunto como "sim, ele é gay" e ele como "não, ele não é gay" e, depois, como "talvez, mas eu tenho esperança".
A verdade é que ele sempre teve grandes amigos gays e, por ser um homem lindo, sempre os atraiu demais. Mas aceitar essa realidade em um filho implicava em entender que ele não havia falhado como pai, que essa era a natureza dele e que o nosso Ju poderia ser feliz e ter uma vida normal, pois os tempos são outros e, mesmo com todos os problemas sociais que os gays enfrentam, temos estrutura e alguma experiência. Talvez, para ele, o grande dificultador tenha sido o velho e conhecido machismo. Mas não faz o gênero do Gaúcho desrespeitar ou excluir o filho, pelo contrário, se tem uma característica que ele tem, e forte, é a da aceitação. Eu decidi deixar que o tempo mostrasse as soluções, mas sempre estive convicta de que era necessário que ele, como pai, saísse do armário.
E, inexplicavelmente aconteceu. Prometo contar na próxima quarta.
Beijos.
CassiaIG (papodemaeig@gmail.com)
[Leia a próxima: "O Que Passa na Cabeça dos Pais de Adolescentes Gays"]
[Leia a próxima: "O Que Passa na Cabeça dos Pais de Adolescentes Gays"]
Sei que muitos fãs do Brasil que já curtiam Stone Sour antes da sua apresentação ontem no Rock in Rio vão odiar e muito a possível popularidade que a banda vai ter por aqui a partir desse evento.
É que roqueiro de verdade tem essas coisas mesmo; se gaba ao descrever as melhores bandas de rock pesado e adora quando seus interlocutores ficam com caras de paisagem, sem a menor noção do que está falando.
Entretanto, são inegáveis o apelo do/da Stone Sour e o talento/carisma de Corey Taylor, o vocalista. E como não perceber e afirmar? Ele é um gato!
O show ontem foi um dos melhores que já assisti e a primeira coisa que fiz hoje, ao acordar, foi pesquisar. Descobri algumas surpresas.
Para quem, como eu, não conhecia o histórico dessa banda norte-americana, um fato interessante é que apesar de ter sido formada em 1992, pelo próprio Corey Taylor e James Root (guitarrista), o grupo se dissipou em 1998 após Corey e, um ano depois, Root entrarem no "Slipknot" - banda metal famosa, que se apresentará hoje no Rock in Rio, cujos integrantes usam, cada um, uma máscara diferente (Wikipedia).
E aqui está o fato mais curioso. Não sei o quê ou quem fez um mix bizarro dos hits "Psychosocial", do Slipknot, e "Baby", do Justin Bieber, formando o "Psychosocial Baby", mas ficou muito bom mesmo. Fato. [detalhe: 8 milhões de acessos no YouTube].
De volta aos caras do/da Stone, em 2002, eles retornaram à banda e gravaram o primeiro álbum autointitulado "Stone Sour" e, atualmente, estão no terceiro: "Audio Secrecy".
Com aquela voz visceral de trovão, o cara ontem hipnotizava a plateia todo o tempo, mesmo quando se comunicava com os ouvintes. E ele chegou chegando: Vamos botar pra fuder, Rock in Rio.
E botou! Pelo que notei, fuck/fuckers são as palavras favoritas de Taylor:
Estamos na porra do Rock in Rio!
Estão prontos para perderem as porras de suas cabeças comigo, seus "mothersfuckers"?'
"Crazies mothersfuckers..." [algo como porras-loucas]
O estilo 'stonesouriano' é meio hard meio punk. Incrível é que, apesar de conter aquela pegada metal pesada, as melodias estão fortemente presentes em quase todas as músicas, senão em todas. E isso faz toda a diferença para um fã de rock como eu, nada radical. Gosto de rock e sei que muitos gays são fãs também. Não conhecia os caras do Stone, mas, a partir de ontem, me tornei um big ass fan (rsrs).
Selecionei algumas músicas e arquivei no canal YouTube do Identidade G. A que está no vídeo abaixo é do próprio Rock in Rio, da música "Your God", que algum fã 'motherfucker' (rs) já disponiblizou no YouTube. Escolhi este porque percebe-se nele a integração de Corey com o público e a "vibe" do show de ontem.
Na próxima quinta-feira, dia 29, acho que estarei lá, se rolar convite. Não é, pra mim, um dos melhores dias (Janelle Monáe + Ke$ha + Jamiroquai + Steve Wonder), mas, com certeza, valerá a pena.
O vídeo abaixo é o clipe oficial da música "Haunt me".
E hoje tem Glória, banda de rock nacional muito, mas muito boa. Os caras arrebentam.
O Especial Cafuçus acabou, mas a final está rolando porque há candidatos empatados. Se ainda não votou , clique aqui.
Agora vamos entrar na era "BEARS".
O que é isso? 'Bear' é a descrição para um tipo físico masculino adotada pela cultura gay o qual dispensa maiores definições. Basicamente são aqueles caras (gays ou bissexuais) peludos, barbudos e grandes (fortes ou gordos), como os ursos. Aliás, esta é a tradução para o português e um dos poucos casos em que não demos predileção à forma americana de usá-la - apesar de sua origem ser mesmo esta (surgiu na década de 1960, em São Francisco-Califórnia).
E ninguém melhor para abrir o Especial Bears do que a extinta banda musical gay "Bearforce 1", a qual, em 2006, ajudou a promover o estilo urso de ser (acho que também podemos chamar assim). Até então, nunca havia sido lançado um grupo musical que se autoidentificasse 'bears'.
Formada por quatro holandeses que se conheceram no verão americano de 2005, eles explodiram no YouTube com o seu primeiro hit, "Bearforce" (acima), e chamaram a atenção da mídia. O Washington Post escreveu: Finalmente há uma bandboy para os gays mais velhos e peludos.
Eles realizaram turnês nos E.U.A. e em países europeus. Conseguiram fazer sucesso com mais dois singles: "Christmas Is Here" (2007) e "Shake That Thing", até que, em 2009, a banda quebrou após sucessivas substituições de seus integrantes.
Eles realizaram turnês nos E.U.A. e em países europeus. Conseguiram fazer sucesso com mais dois singles: "Christmas Is Here" (2007) e "Shake That Thing", até que, em 2009, a banda quebrou após sucessivas substituições de seus integrantes.
Dica de filme: "BearCity" é uma comédia meio romantica que retrata o universo dos ursos. Para ler a sinopse, comentários e, principalmente, baixá-lo, clique aqui.
Ele foi escolhido como o protetor dos gays há muitos anos. Explicações para tal predileção não faltam. A mais comum é a de o santo ter omitido a sua religiosidade ao entrar para o exército romano.

Com receio de ser prejulgado incapaz de exercer plenamente a carreira militar, ele escondia o lado cristão. A imagem do homem de fé, amoroso, não condizia com a de soldado romano. Escondê-la foi mesmo interpretada como algo clandestino/secreto. Daí o motivo pelo qual os gays o associam ao seu modo de vida, pois que, quase todos, experimentam a vida dupla antes de assumirem a homossexualidade.
Acabou "desmascarado" pelo imperador Dioclesiano que, dizem, o desejava além dos dotes profissionais. Foi rejeitado. Verdade ou não, o fato é que o poderoso mandou amarrá-lo numa árvore para ser flechado em partes do corpo que não atingissem os órgãos vitais. O objetivo era matá-lo aos poucos. Esse ritual cruel e assassino já era adotado pelo imperador e ninguém sobrevivia.
Acabou "desmascarado" pelo imperador Dioclesiano que, dizem, o desejava além dos dotes profissionais. Foi rejeitado. Verdade ou não, o fato é que o poderoso mandou amarrá-lo numa árvore para ser flechado em partes do corpo que não atingissem os órgãos vitais. O objetivo era matá-lo aos poucos. Esse ritual cruel e assassino já era adotado pelo imperador e ninguém sobrevivia.
Ele sobreviveu! Porém, foi morto tempos depois, aos 38 anos de idade, por ordem do mesmo Dioclesiano. Desta vez, esquartejado e jogado nos esgotos de Roma.
A figura do belo homem seminu, amarrado numa árvore com flechas atravessando o tronco, é a mais divulgada e conhecida do santo. Claro que os gays adoram.
Além de ícone gay é também padroeiro da cidade do Rio de Janeiro e, ainda, o santo protetor dos enfermos de grandes doenças contagiosas e epidêmicas, como a AIDS.
A COX, marca de roupas destinadas principalmente aos consumidores LGBTs, realizou, em 2010, uma campanha de sungas de praia explorando tal imagem (abaixo), além de distribuir santinhos em boates, bares e demais casas noturnas GLS.
Quem é ele? São Sebastião (250-288/séc.III).
Uma dica muito bem lembrada pelo Lobinho é o filme "Sebastiane" o qual você poderá baixar no Intercine Gay. O filme causou muita polêmica.
Cada vez mais a gente tem lido notícias de pais que consideram transexuais seus filhos ainda crianças.
Aqui no Brasil ainda não encontramos casos 'midiáticos', porém, países mais desenvolvidos como E.U.A. e, principalmente, Inglaterra, cada vez mais os jornais anunciam famílias que decidiram apresentar à sociedade seus filhos já 'transexualizados' com idades entre 3 a 12. A partir daí, iniciam, com a terapia de hormônios, o tratamento para a cirurgia de troca de sexo (geralmente realizada na adolescência).
Aqui, no Identidade G, alguns casos já foram mostrados. O da vez é Livvi.
Até o encerramento do último período escolar, Samuel era um garoto de 10 anos de idade que se apresentava na escola como os demais colegas do mesmo sexo em Worcester, Inglaterra. Após as férias, quem retornou em seu lugar foi Livvy, uma bonita garota de cabelos loiros na altura dos ombros, vestindo blusa com estampas femininas, saia curta, meia calça combinando com a cor da roupa e botas.
Não há como confundi-la com um menino. Ou seja, Samuel só existe agora no papel. Foi uma decisão conjunta, entre Livvi e seus pais, Saffron e Philip:
Essa é a Livvy. Ela nasceu assim. Sempre foi desse jeito. Não acordou numa manhã e disse ' quero ser uma menina', declarou Saffron.
É uma tendência que, a super longo prazo, porá fim às crianças afeminadas, no caso dos meninos, e, via de consequência, os gays afeminados adultos?
Fonte: Revista Crescer.
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Eu já havia pedido ao Gaúcho que ensinasse o Ju a dirigir agora, aos dezessete, para ele estar seguro aos dezoito, pois não o quero andando por aí dependendo de condução. Minha ideia é ele completar 18, tirar a carteira imediatamente e já ter o carro para a nova fase da vida. E como somos só nós três e eu me ocupo muito da minha mãe, um carro para mim e o Ju está de bom tamanho. Falamos sobre modelos, chegamos a um consenso e combinamos o que fazer.
- Isso aqui é de verdade?
Foi com essa pergunta em um tom de perplexidade que o Gaúcho expressou o que sentiu ao ler sobre a Simone aqui no Identidade G.
Fiz que sim com a cabeça.
Então ela não sumiu, você sumiu com ela, pensou alto o meu querido. E o vento a levou.... repetiu ele ainda olhando para a tela do computador.
- Esse título foi o Junnior quem bolou.
- Vocês são fod@.....!!!!
Eu ri. Estava me divertindo com o ar atônito dele.
- Querido, eu tinha que resolver de alguma forma.
Ele riu, releu o texto e não fez mais nenhum comentário. Estava se preparando para ir à São Paulo e viajaria na manhã seguinte, bem cedinho.
- Estou fazendo torrada, quer tomar sopa?
Eu adoro isso! Adoro mergulhar a torrada cortada bem fininha e com manteiga na sopa.
O Gaúcho já havia colocado para assar e eu fui esquentar a sopa. Na cozinha, colocamos a mesa e nos sentamos para curtir a sopa quentinha com as torradas feitas do jeitinho que gostamos.
O Ju já dormia. Conversamos sobre um monte de coisas.
Na verdade, continuamos um papo sobre a compra de um carro, pois o Ju faz dezessete anos no início de 2012 e eu achei melhor atualizar o meu carro comprando um zero, agora, para ele estar amaciado em um ano, pois no começo de 2013 o Ju completa 18. Apesar da tranquilidade, o papo estava meio tenso porque o foco da nossa conversa era a homofobia.
Foi o que conversamos. E falamos um pouco sobre preconceito e ataques a gays: assunto que nos preocupa demais.
Bem mais tarde, já deitados, e sem eu perguntar, ele me disse que gostou da coluna. Achou legal eu mandar um beijo para ele, e que jamais pensaria em algo assim. E me perguntou como eu podia ter certeza de que ela não teria feito um escândalo.
Respondi que a reação dela não era relevante. Para mim, surpreendê-la em um lugar público era a garantia de que ela ia me ouvir, ou pelo menos perceber que eu não me abalava com ela. Ela jamais poderia imaginar que eu iria a ela, que a tiraria do controle, e que isso é que fez toda a diferença, independente até do que eu disse.
- Você podia ter mudado o nome dela.
- Mas é um nome tão bonito....Simone, a que o vento levou....
- Você é má, disse ele rindo. Me surpreendeu.
Na verdade, eu acho que o ser humano é uma surpresa. Ele mesmo tem me surpreendido muito em relação à homossexualidade do nosso filho.
Na próxima quarta começarei a falar sobre isso.
Beijão gente. Até quarta.
Cassia IG (papodemaeig@gmail.com)
Imagine a situação.
Por volta das 19 h, toca a campainha:
- Olá, meu nome é Maria. Sou a sua vizinha nova e vim me apresentar a vocês.
[como ela sabia que mora mais alguém aqui?]
- Oi Maria, tudo bem? Junior. Prazer.
- O prazer é meu. Eu me mudei há uns 15 dias e estou adorando aqui. O prédio é bem localizado, pertinho da praia...
- Ah, por favor, entre...
- Obrigada.
Sorridente, ela entrou e olhava para todos os lados:
- Você mora com outro cara, né? Vi algumas vezes vocês saindo ou chegando juntos...
- Sim, mas ele ainda não chegou do trabalho [puxei uma cadeira para ela, mas ela não aceitou]:
- Engraçado. Não me lembro de ter cruzado com você antes.
- (sorrindo) Eu vejo pelo olho mágico. Como sou nova por aqui e ainda não me acostumei ao lugar, eu espio no olho mágico todas as vezes que ouço barulho. Pode ser um amigo perdido nesse corredor com dúvidas do número do meu apartamento. E como as nossas portas são lado a lado...
- Entendi. Mas, não se preocupe. Nunca aconteceu de recebermos visitas aqui sem antes serem anunciadas pelo interfone.
- É, né? Sei lá, ainda fico meio assustada. Depois me acostumarei.
- Você aceita um café, suco, água?
- Não querido, obrigada. Acabei de fazer um lanche.
Alguns segundos constrangedores se passaram. Fiquei sem assunto. Não sabia o que dizer quando ela interrompeu meus pensamentos:
- Ai, que pena o seu colega (?)... Queria conhecer os dois. Por acaso vocês são gays?
- Hã? Eh...
- ....Ai, desculpa, pareço uma louca, né? Mas, não leve a mal. Sou assim mesmo. É que acho tão bonitinho vocês sempre juntos pra lá e pra cá...Aí, pensei: eles bem podem ser um casal. Tenho muitos amigos gays, sabe? Adoroo.
- Anham.
- E vocês fazem o quê?
- Como assim?
- Trabalho, querido. Vocês trabalham com o quê?
- Maria, você se incomoda de passar outro dia e a gente conversar com mais calma? É que você me pegou desprevenido. Deixei o meu micro ligado e...
- ...Claro que não, amor. Voltarei outra hora e aí conhecerei o seu amigo, tá bem?
Apontei a saída para a minha mais nova vizinha e abri a porta para ela sair:
- Mas interfone antes, ok? Aí, então, marcaremos um encontro com mais calma, pode ser?
- Claro querido, eu ligo.
Nos despedimos com beijos nos rostos. Não vejo a Maria há mais de duas semanas.
Fica a pergunta: tudo bem perguntar se você é gay?
Por volta das 19 h, toca a campainha:
- Olá, meu nome é Maria. Sou a sua vizinha nova e vim me apresentar a vocês.
[como ela sabia que mora mais alguém aqui?]
- Oi Maria, tudo bem? Junior. Prazer.
- O prazer é meu. Eu me mudei há uns 15 dias e estou adorando aqui. O prédio é bem localizado, pertinho da praia...
- Ah, por favor, entre...
- Obrigada.
Sorridente, ela entrou e olhava para todos os lados:
- Você mora com outro cara, né? Vi algumas vezes vocês saindo ou chegando juntos...
- Sim, mas ele ainda não chegou do trabalho [puxei uma cadeira para ela, mas ela não aceitou]:
- Engraçado. Não me lembro de ter cruzado com você antes.
- (sorrindo) Eu vejo pelo olho mágico. Como sou nova por aqui e ainda não me acostumei ao lugar, eu espio no olho mágico todas as vezes que ouço barulho. Pode ser um amigo perdido nesse corredor com dúvidas do número do meu apartamento. E como as nossas portas são lado a lado...
- Entendi. Mas, não se preocupe. Nunca aconteceu de recebermos visitas aqui sem antes serem anunciadas pelo interfone.
- É, né? Sei lá, ainda fico meio assustada. Depois me acostumarei.
- Você aceita um café, suco, água?
- Não querido, obrigada. Acabei de fazer um lanche.
Alguns segundos constrangedores se passaram. Fiquei sem assunto. Não sabia o que dizer quando ela interrompeu meus pensamentos:
- Ai, que pena o seu colega (?)... Queria conhecer os dois. Por acaso vocês são gays?
- Hã? Eh...
- ....Ai, desculpa, pareço uma louca, né? Mas, não leve a mal. Sou assim mesmo. É que acho tão bonitinho vocês sempre juntos pra lá e pra cá...Aí, pensei: eles bem podem ser um casal. Tenho muitos amigos gays, sabe? Adoroo.
- Anham.
- E vocês fazem o quê?
- Como assim?
- Trabalho, querido. Vocês trabalham com o quê?
- Maria, você se incomoda de passar outro dia e a gente conversar com mais calma? É que você me pegou desprevenido. Deixei o meu micro ligado e...
- ...Claro que não, amor. Voltarei outra hora e aí conhecerei o seu amigo, tá bem?
Apontei a saída para a minha mais nova vizinha e abri a porta para ela sair:
- Mas interfone antes, ok? Aí, então, marcaremos um encontro com mais calma, pode ser?
- Claro querido, eu ligo.
Nos despedimos com beijos nos rostos. Não vejo a Maria há mais de duas semanas.
Fica a pergunta: tudo bem perguntar se você é gay?
Final de semana foi puxado!
Enfim, a final do concurso "O Cafuçu Mais Sexy". É só clicar no 'play' e depois votar.
Tenham todos uma excelente semana e obrigado pelos votos. : )
[O que é cafuçu? Leia aqui]
Enfim, a final do concurso "O Cafuçu Mais Sexy". É só clicar no 'play' e depois votar.
Tenham todos uma excelente semana e obrigado pelos votos. : )
[O que é cafuçu? Leia aqui]
Sim, mesmo que sejamos heróis, à nossa maneira, e disciplinados guerreiros, parecemo-nos todavia com as mulheres, porquanto o que nos leva é a paixão, e nossa aspiração será sempre o amor. Nisso se resumem a nossa delícia e a nossa vergonha. Percebes agora que nós, os poetas, somos incapazes de ser sábios ou dignos? Que necessariamente andamos sem norte, que forçosamente nos entregamos e sempre à devassidão e às aventuras dos sentimentos? À maestria do nosso estilo é mentira e bobagem. A nossa glória e honorabilidade não passam de uma farsa. A confiança que as massas depositam em nós é sumamente ridícula, e a educação do povo ou da juventude à base da arte é um empreendimento arriscado que mereceria ser proibido. Pois como pode ter aptidão para educador quem tiver por índole uma propensão natural, incorrigível, para o abismo?
Ele era mais bonito do que as palavras podiam exprimir, e Aschenbach (o homem de meia-idade) sentiu dolorosamente, como tantas vezes antes, que a linguagem pode apenas louvar, mas não reproduzir, a beleza que toca os sentidos. (...) Tadzio (o rapaz polaco) sorriu; (...) E recostando-se, com os braços caídos, transbordando de emoção, tremendo repetidamente, segredou a formulação tradicional do desejo - impossível, absurda, abjecta, idiota mas sagrada, e mesmo neste caso honrada: "Amo-te!"_____(}_____(}_____( . )_____{)_____{)_____
Os trechos acima remetem você para qual obra artística? Eles são o reflexo do sentimento de um homem solitário, um artista já consagrado, que vive até o extremo o seu amor platônico por um adolescente. Durante o processo, ele trava interessantes e profundos diálogos consigo próprio.
A obra pode ser admirada em livro (que livro!) e em filme. E que filme! [o link levará você a baixá-lo no Intercine Gay, mas, antes disso, dê o seu palpite]
A quinta sinfonia de Gustav Mahler é a música mais importante do filme, porém, deixarei o vídeo da Bittersweet Symphony, da banda The Verve (com tradução) para vocês curtirem. Adoro.
A obra pode ser admirada em livro (que livro!) e em filme. E que filme! [o link levará você a baixá-lo no Intercine Gay, mas, antes disso, dê o seu palpite]
A quinta sinfonia de Gustav Mahler é a música mais importante do filme, porém, deixarei o vídeo da Bittersweet Symphony, da banda The Verve (com tradução) para vocês curtirem. Adoro.
A série “Modelo Em Destaque” do Identidade G foi criada porque reúne três itens interessantes: belas fotos + homens + sensualidade.
Nomes: Diego da Silva e J Vitorino.
Idade: 26 e 25 anos.
Atributos físicos: Diego tem 1m75 e 75 kg. J Vitorino tem 1m84 e 74 kg.
Desfilaram/fotografaram: recentemente Diego e J foram contratados pela ONG Afro Reggae e recebem salário de R$ 1.000,00/mês para desenvolver atividades de editor de vídeos e cinegrafista, respectivamente. Ambos pretendem paralelamente seguir carreira de modelo. Diego já foi escolhido pela marca “Reserva” para representá-la no projeto em parceria com a “Afro Reggae”. A coleção criada será vendida nas lojas e a renda revertida à ONG. Diego está cogitado para desfilar na próxima edição do São Paulo Fashion Week, em janeiro de 2010.
Comentários: os dois são ex-traficantes com passagem pela polícia e moradores do Morro do Alemão.
Diego Raimundo da Silva dos Santos ou Mister M foi manchete de todos os j
A imagem mais divulgada e criticada na época foi a de Diego - trajando uma camisa polo da marca "Reserva" - sorrindo ao posar para a foto. Muitos interpretaram como um acinte, porém, o agora modelo explicou que foi flagrado pelos fotógrafos/repórteres no momento em que todos ali sorriram, até mesmo os escrivães, por causa do alvoroço e trapalhada daqueles profissionais quando o delegado liberou a entrada deles na delegacia.
Hoje, aos 26 anos e um mês após ter deixado o presídio de Bangu 3, onde permaneceu preso por 10 meses, Diego foi absolvido da acusação.
[para ler a postagem anterior, clique aqui]
Já sentada em frente a Simone, comecei:
- Primeiramente eu quero te dizer que entendo perfeitamente o que você está sentindo. Não tenho raiva de você, pelo contrário, estou incomodada com essa situação porque você é uma moça linda, tem uma família maravilhosa e não precisa passar por uma situação como essa.
Simone me olhava com olhos arregalados e ficou muda. Nem a sua respiração eu consegui ouvir. Continuei:
- Você parou para pensar que, depois de tantos meses de insistência, se o Gaúcho não estivesse decidido a continuar a relação comigo ele já teria voltado para você?
Como ela não se pronunciava, insisti:
- Já parou para pensar, Simone?
Ela não respondeu e eu, da forma mais doce que consegui, continuei:
- A mãe dele adora você e me contou sobre como a sua família a acolheu no pior momento da vida dela. Ela é muito grata e eu sei que faria muito gosto no casamento de vocês. Todos reconhecem as suas qualidades e as de sua família. Eu também. Mas estamos falando de um homem livre para escolher a mulher que ele quer na vida dele. Quero que você saiba que nunca o pressionei a nada. Ele sempre esteve e está à vontade, então, nós temos que resolver isso porque não é justo que eu viva sendo incomodada por você e menos justo ainda é o que você está fazendo consigo mesma.
Simone começou a chorar. Nenhuma palavra, só lágrimas.
Resolvi me calar. Deixei ela à vontade pra isso e, quem sabe, diria alguma coisa. Entretanto, ela só chorava mesmo. Limpava o rosto com a mão, eu ofereci guardanapos e ela aceitou. Mas, nenhum comentário...
- Queria muito ouvir o que você tem a dizer, mas acho que nem precisa. Eu também sou mulher. Compreendo profundamente e sei que você já entendeu que não estou aqui para brigar. A minha tentativa é a de fazer você entender que isso tudo é desnecessário. Ainda assim, se você preferir, eu chamo o Gaúcho e conversamos os três.
- Eu também não ia querer passar por isso. Não precisa, não é?
Depois de alguns segundos, ela sussurrou:
- Desculpa.
Foi só o que ela falou e as lágrimas rolaram. Naquele momento, olhei adiante e percebi que Gaúcho estava estacionado do outro lado da rua.
- Simone, eu preciso ir embora. Tem certeza de que não há nada que você queira me dizer?
Ela fez não com a cabeça, enxugando as lágrimas.
- Eu te desejo boa sorte e sei que você vai ter. Obrigada por me ouvir.
Me levantei e fui ao caixa. Paguei a água mineral que consumi, comprei mais duas e segui em direção ao carro. Entrei e dei um beijo no Gaúcho:
- Comprei água para nós. Bem gasosa.
Saímos dali bebendo a nossa água e engrenamos um papo.
O tempo passou e a vida seguiu normal. Ela nunca mais nos procurou e eu soube, algum tempo depois, pela minha sogra, que ela estava namorando; mais algum tempo depois, que ficou grávida; depois, que teve uma menina. E acho que deve ser linda!
Contei à minha sogra a conversa que tivemos e ela achou que fiz bem. Concluímos que seria melhor não falarmos nada ao Gaúcho. Ele notou que ela nos deixou em paz e comentou que devia ter se cansado. E já que ele não falava mais dela, achei melhor deixar quieto. Se eu falasse, era eu quem passaria a pensar (rsrsrs)....
Bem, agora, quando ele ler a coluna aqui no Identidade G, vai saber.
Gaúcho, beijo querido.
Um beijo também para todos vocês. Na quarta nos encontraremos de novo.
Cassia IG (papodemaeig@gmail.com)
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"Ser Gay Não é Estranho. Estranha é a Homofobia."
Com esse tema e com tal estimativa de público, aconteceu ontem, domingo, 10 de setembro de 2011, a 10ª Parada do Orgulho LGBT da Bahia. Seria a terceira maior do Brasil?
O número impressiona e emocionou Luiz Mott, o fundador do GGB - Grupo Gay da Bahia (à direita na foto acima, junto com o presidente atual do GGB, Marcelo Cerqueria e Jean Wyllys): Há 30 anos eu fundei o movimento gay do nordeste e não imaginava que teríamos hoje um milhão de pessoas.
A madrinha eleita este ano foi Patrícia Nuno (foto acima), considerada pelos baianos a delegada mais bonita, mais charmosa e mais atuante do Brasil, inclusive no tocante às investigações de crimes contra os gays do estado.
Estavam também por lá várias outras personalidades, dentre as quais a deputada federal Alice Portugal. A transmissão ficou a cargo do site "A Capa".
Apesar de feliz com a repercussão do evento, Mott reclamou:
O prefeito de Salvador nunca veio na Parada. Ano que vem tem eleição!
Este ano já foram assassinados 15 gays na Bahia e 155 no Brasil.
Os vendedores de cerveja estão ganhando dinheiro às custas dos gays, mas a Brahma e a Shol não ajudaram em nada.
O número de pessoas da Parada baiana é comparada ao da cidade de São Paulo em 2003 quando, na ocasião, gerou grande repercussão.
Em 2006, a parada LGBT da capital paulistana entrou para o Guiness Book e foi considerada pelo livro a maior Parada Gay do mundo. A estimativa da Polícia Militar para aquele ano foi de dois milhões e meio de pessoas.
Em 2011, os organizadores estimaram 4 milhões de pessoas presentes na XV Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. (fonte: wikipedia)
As imagens foram extraídas do site GGB.
As imagens foram extraídas do site GGB.





































