Até o começo do século XX,  fotografias de homens nus eram escandalosas. Mais do que as de mulheres.


Com a passagem do século, vieram os grandes astros do cinema e alguns chegaram a ser clicados sem camisa aqui e acolá. Ao perceberem o interesse dos fãs, alguns fotógrafos desenvolveram essa 'técnica' e, até o início da década de 1940, o que ficou conhecido como Physique Photography nasceu, cresceu e quase morreu.

A fase de crescimento foi uma polvorosa. O culto ao corpo masculino se tornou febre e criou-se um mercado para imagens de homens musculosos. Inicialmente eles se reuniam em lugares específicos e promoviam exibições aos curiosos. Teve até praia que passou a ser conhecida como Praia dos Músculos. Vieram também os famosos torneios.

Com tantas beldades musculosas dando sopa, surgiram as primeiras revistas fisiculturistas. Mais uma vez, surpreendeu.

Descobriu-se que a maioria das pessoas que compravam as revistas eram homens e mulheres que não frequentavam academias.

O fato é que as revistas começaram a recrutar cada vez mais os melhores homens os quais mesclavam poses fisiculturistas com as sensuais e até as eróticas. A cada publicação, menos roupas. Até chegar naquela peça mínima que vemos em quase todas as fotos e filmes 'vintage'. Praticamente um tapa-sexo.

Há quem diga hoje em dia que os jovens daquela época que se deixavam fotografar juntos, abraçados e simulando um confronto, eram gays e alguns até namorados. Por outro lado, o nu frontal mesmo somente aparecia em publicações paralelas porque era ilegal.

Após a segunda guerra, veio a censura da igreja, dos políticos e governos conservadores e, por tabela, da sociedade. Todos passaram a enxergar aquilo como vil. As revistas fisiculturistas, para não perderem o mercado de vez, voltaram às publicações moderadas.

As publicações clandestinas então ganharam força. Alguns fotógrafos abriram seus próprios estúdios e clicavam vários fisiculturistas nus. Eles vendiam o material de porta em porta e para turistas em hotéis. Quase sempre gays.

A circulação paralela e ilegal do nu artístico masculino perdurou em muitos países até o final da década de 1960. Em 1968, a revista americana 'Grecian Guild Pictorial' venceu uma ação na Suprema Corte dos Estados Unidos, que finalmente reconheceu essa modalidade de fotografia como arte. A profusão de revistas explorando o nu masculino, de apelo artístico, erótico ou mesmo pornográfico, cresceu vertiginosamente desde então. (Wikipedia)

Fonte: artigos Wikipedia e alguns sites LGBT.

7 comentários:

  1. acho q umas datas melhoraria mto esse texto...

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  2. Bom dia, meu lindo.

    Bem, não sou um adepto da "muscle soup". Pra minha degustação prefiro coisas mais leves... filé de frango, por exemplo. Grelhados então, delícia! Não importa muita a cor da carne...

    Agora, que a apresentação das fotos ficou excelente, não há como negar!

    Beijão.

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  3. O Cesinha já falou tudo.

    Beleza encanta o mundo!
    Beleza que ninguém vê, a quem encanta? Só ao próprio narciso?
    Bonitões do mundo, despi-vos!

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  4. Muito legal esse post. Me fez conhecer uma trajetória de uma modalidade artística que eu não conhecia...

    Amo muito tudo isso. Carnes?? Como todas... COMO TODAS!!! Hahahahahah

    Abraços!!

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  5. Sou muito saudosista em vários aspectos e posso lhe confessar que gosto de ver homens numa época que difere da nossa, algo que não sei bem explicar...

    Mas tem um amigo meu que vai adorar ver esse seu post...vou indicá-lo agora! bjoxxxxxxxxx querido!

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  6. Um documento desta estética claramente homoerótica, porém disfarçada de fisiculturista é o contagiante filme BEEFCAKE. Vale a pena ver.

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