Umas das notícias que mais despertam [a minha] curiosidade é quando ela aborda a vida de alguém importante que teve a carreira interrompida pela divulgação involuntária da homossexualidade. Geralmente isso acontece com personalidades relacionadas à política. Se o partido com o qual ela está filiada for conservador, então...
E é esta a situação do xerife norte-americano Paul Babeu - o charmoso careca da foto ao lado, que fica mais bonito quando sorri . 
Até há poucos dias, ele representava a campanha de um dos mais promissores candidatos ao cargo de presidente dos E.U.A. na eleição de 2012, Mitt Romney, membro da Igreja Mórmon e filiado ao Partido Republicano.
Bom, pra começo de conversa, o xerife já confirmou ser gay e já renunciou à campanha, muito embora seus planos profissionais incluem se tornar deputado ou quem sabe um senador.
O que Babeu nega é a estória divulgada aos jornais e sites de grande circulação pelo seu ex-namorado. O ex-'affair' é um imigrante mexicano, de nome José, 34 anos, com quem manteve relacionamento até setembro de 2011. Na foto abaixo, os dois aparecem sorridentes e em pose que conota intimidade. A imagem, por si só, foi considerada uma confissão pelos jornalistas. 
Segundo as notícias, que se espalharam como pólvora, o ex resolveu contar tudo porque vinha sendo ameaçado pelo xerife de ser deportado. Na versão de Bebeu, a confusão foi gerada por causa de uma vingança. José não teria se conformado com a rejeição após o término do namoro.


O que causa reflexão e curiosidade no meu caso é o seguinte: creio que até certa época de nossas vidas, podemos escolher o melhor momento para assumir a homossexualidade. Claro que isso tem relação com a posição e/ou o status que o indivíduo assume em sociedade e quando ele leva a vida de maneira que não pode mais negar ou omitir, sob pena de, evidentemente, deixar algo tão crucial nas mãos de terceiros. 
Quando alguém depende de uma profissão e de uma carreira visadas para manter o padrão de vida almejado, e quando vive tantas experiências gays e se envolve de tal forma com muitas pessoas (ou com a pessoa errada), é chegada a hora de revelar, de priorizar a segurança e o bem-estar.
Fonte: Opera Mundi

7 comentários:

  1. não entendi...
    vc tá dizendo q ele errou em se relacionar com homens pq se ele queria manter seu trabalho isso seria um risco?

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  2. o problema, neste caso, nem é a homossexualidade dele, visto que já era de conhecimento do partido, o problema foi o escândalo que prejudicaria a campanha - principalmente por envolver esta questão de deportar o cara. Por incrível que pareça, há muitos gays republicanos, até o Bush tinha os seus no governo: http://veja.abril.com.br/180401/entrevista.html

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  3. Eu por aqui de novo. Ótima a sua abordagem, não deixou dúvidas, pelo menos pra mim. O último parágrafo me descreve um pouco. Eu levei até onde pude o mar imenso das minhas experiências gays. Até longe demais, eu diria hoje. O engraçado é que, justamente no momento em que resolvi me assumir, o “outro pulou fora”... não era a hora dele.

    Onde eu mais temia, que era no ambiente profissional, por incrível que pareça, não tive tantos problemas assim. Mas foi complicado. Nada é assim tão cor de rosa.

    Abraços.

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  4. DPNN: quanto ao Bush eu não sei, mas quanto ao Romney, que é o candidato do momento, não resta dúvida que ele é contra.
    Ele prometeu se opor ao casamento gay se ganhar a presidência dos E.U.A., inclusive apoiará a emenda constitucional que prevê a definição do casamento americano como a união entre homem e mulher. Acompanhe no link abaixo.
    http://www.cbsnews.com/8301-503544_162-20088274-503544.html

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  5. Muito interessante, mas me ocorreu também que o bafão sempre acontece da mesma forma: o relacionamento acaba e a vingança e jogar m.. no ventilador. Que pessoas cruéis.

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  6. Não sei se é a cabeça que começou a doer a pouco, mas só depois de ler duas vezes os últimos parágrafos é que compreendi o que vc queria dizer...

    Bom, gostei da sua análise!

    Abraços!!

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